sábado, 28 de junho de 2008

Cristiano Ronaldo a banhos !

Ronaldo e Nereida em Italia de ferias

Enquanto o futuro desportivo de Cristiano Ronaldo não se define (Manchester/Real), curte e muito bem, com a sua Nereida uma férias no sul de Itália, mais concretamente em Sardenha.

Fotos, aqui.

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

EURO 2008 : Meias-finais - Espanha de classe goleia Rússia por 3-0 e defronta Alemanha na final

Festa espanhola

A Espanha está na final do Campeonato da Europa, após bater a Rússia, em Viena, por 3-0, num jogo em que foi superior do princípio ao fim. A equipa de Luis Aragonés alcançou assim a terceira final de um Europeu e vão tentar, no domingo frente à Alemanha, conquistar o segundo título.

O jogo foi disputado debaixo de forte chuvada e vento, com relâmpagos à mistura. À fúria do clima correspondeu a Espanha com a habitual fúria dentro de campo. Os espanhóis começaram melhor, com três lances de perigo aos 5, 6 e 11 minutos. Sergio Ramos falhou por pouco o desvio após mergulho de cabeça e Akinfeev brilhou a remates de Fernando Torres e David Villa. A Rússia só acordou a partir dos 15 minutos. O primeiro aviso foi dado através de uma bomba de livre directo de Pavlyuchenko, com a bola a rasar a barra de Casillas. Pouco depois, foi de novo o ponta-de-lança do Spartak Moscovo a criar perigo com um remate de fora da área.

Até ao intervalo os espanhóis foram mais perigosos.A estrela Arshavin esteve sempre muito apagada devido à grande exibição de Senna, que o marcou de forma exemplar. Também Zhirkov não foi a habitual locomotiva no flanco-esquerdo, por culpa de Sergio Ramos.O defesa do Real Madrid foi o principal desequilibrador na primeira parte, com constantes subidas no apoio ao ataque e dois remates efectuados, embora sem perigo. A dez minutos do intervalo, a Espanha teve uma baixa importante. David Villa, melhor marcador da equipa no Euro 2008, com quatro golos, lesionou-se ao efectuar um remate e teve de ser substituído, estando fora da final. Mas quando se esperava que fosse Güiza – o pichichi da Liga espanhola – a entrar, Luis Aragonés decidiu apostar em Fábregas, mudando o sistema para 4x5x1 e deixando Torres sozinho lá na frente. Mais tarde percebeu-se que a aposta do treinador tinha sido... em cheio.

Guiza comemorava o 2-0

A segunda parte começou praticamente com o primeiro golo da Espanha, apontado por Xavi. Um golo made in Barcelona, pois a assistência foi de Iniesta. Os minutos que se seguiram foram de total domínio espanhol, cujo “carrossel” deixava os russos com a cabeça a andar à roda. Iniesta e Silva davam baile, Senna era o pêndulo e só faltava um Torres mais eficaz.

Silva fazia o 3-0

A superioridade da Espanha era tão gritante que não foi preciso esperar muito tempo pelo 2-0, apontado por Güiza – acabado de entrar para o lugar de Torres – após assistência de Fábregas. E logo a seguir David Silva fez o 3-0, após jogada fantástica entre Iniesta e Fábregas, que fez um passe de “morte”. Até final os jogadores espanhóis continuaram a divertir-se. A eles e aos adeptos, que não pararam de cantar olés até ao final. A Espanha está muito forte e mostra-se capaz de voltar a repetir o título europeu de 1964.

Vídeo

Rússia 0-3 Espanha (meias-finais)
Xavi, 50'
Dani Güiza, 73'
David Silva, 83'



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Fotos: AP

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Taça Libertadores: LDU abre vantagem sobre Fluminense na final.

LDU venceu Flu

Num belo e lotado estádio Casa Branca, em Quito, os equatorianos da LDU asseguraram a vantagem na final da Taça Libertadores da América, ao vencerem por 4-2 a “primeira mão” contra o Fluminense. Assim, a Liga Deportiva Universitaria pode perder por um gol de diferença no Maracanã que ainda assim garante o título inédito.

O “Flu” não esteve em campo no primeiro tempo, podemos dizer. Logo a um minuto, Bieler escorou cruzamento da direita e fez 1-0. Dez minutos depois, o Fluminense conseguiu, numa de suas raras chegadas ao ataque na etapa inicial, o empate: Conca cobrou falta muito bem e superou o goleiro veterano Cevallos.

Festa dos equatorianos

Mas a LDU se manteve no ataque e, com muita competência, chegou ao segundo gol com Guerrón, aos 28’, aproveitando rebote do arqueiro Fernando Henrique. Aos 33’, Campos fez 3-1 de cabeça, em escanteio. E, aos 45’, Urrutía marcou o quarto gol novamente após escanteio.

O segundo tempo teve uma LDU menos ofensiva, e um Fluminense mais ousado. Foi suficiente para, aos 51 minutos, Thiago Neves cabecear firme para descontar para a equipe brasileira. Porém, o time de Renato Portaluppi parou por aí. A LDU voltou à pressão, e Fernando Henrique apareceu muito bem para impedir mais gols equatorianos.

Após o jogo, a sensação da LDU era de que o placar poderia realmente ser ainda maior. “Queríamos fazer gols, e fizemos, mas o segundo tempo nos custou um pouco”, explicou Urrutía. Guerrón ainda comentou: “Agora teremos de lutar no Rio para conquistarmos o título”.

No lado carioca, o atacante Dodô mostrou-se esperançoso em reverter a situação: “Fizemos três gols no São Paulo e no Boca Juniors, e, por isso, acho que temos totais condições de reverter esse placar. Fomos mal no primeiro tempo e eles tiraram proveito. Quarta-feira que vem será diferente”. O goleiro Fernando Henrique resumiu o primeiro tempo do time: “A gente não se encontrou em campo”.

A LDU atuou com Cevallos; Calle, Araujo e Campo; Guerrón, Vera, Urrutía, Manso (William Araujo), Ambrosí e Bolaños; Bieler (Delgado). Já o Flu mandou a campo Fernando Henrique; Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior César; Ygor, Arouca (Maurício), Cícero, Conca e Thiago Neves (Roger); Washington (Dodô).

Thiago Neves fazia o 4-2

Semana que vem, no Maracanã, o Fluminense precisará de três gols no tempo normal para sagrar-se campeão. O vencedor da Libertadores garante vaga no Campeonato Mundial de Clubes em dezembro, que já tem garantido, entre outros, o Manchester United.


Vídeo

LDU 4-2 Fluminense


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quinta-feira, 26 de junho de 2008

EURO 2008 : Meias-finais - Alemanha vence Turquia por 3-2 e marcará presença em Viena

Lahm deixava Alemanha na final do EURO 2008

A Alemanha é o primeiro finalista do Euro 2008, depois de ter derrotado a Turquia, nas meias-finais, por 3-2. O empate a um golo prevaleceu até 11 minutos do fim, altura em que os alemães fizeram o 2-1 e pareciam qualificados. Os turcos, com a alma do costume, reagiram e empataram pouco depois. Já em cima do minuto 90, um grande golo de Lahm deu a vitória à equipa que afastara Portugal nos quartos-de-final e que assim vai à sexta final do seu historial. No domingo, os germânico vão tentar a conquista do tetra, frente a espanhóis ou russos.

Semih Senturk empata 2-2 perto do fim

A Alemanha repetiu o onze utilizado contra Portugal e a Turquia confirmou as anunciadas dificuldades para formar a equipa, ao apresentar apenas dois jogadores que tinham sido titulares na prova e um banco de suplentes muito desfalcado. No entanto, desta vez os turcos não esperaram pelo adversário e assumiram cedo as despesas do jogo. Kazim Kazim (13’) atirou uma bola à barra e pouco depois o mesmo jogador repetiu a proeza, só que o desfecho do lance foi diferente: Ugur Boral foi mais rápido do que Friedrich e, na recarga, inaugurou o marcador.

Klose fazia o 2-1 para a Alemanha

A reacção alemã foi quase imediata e quatro minutos depois do golo turco chegaram à igualdade. Podolski cruzou na esquerda e Schweinsteiger, com um desvio subtil, bateu o guarda-redes Rüstü. Um lance parecido com um dos golos marcados a Portugal. Aos poucos, a Alemanha foi capaz de sacudir a pressão dos turcos e, quando aumentava a velocidade, criava lances de apuro. Podolski (34’), num rápido contra-ataque, atirou ligeiramente ao lado. Os turcos respondiam e quando as pernas faltavam, o árbitro dava uma ajuda. Lahm (51’) foi derrubado junto à grande área por Sabri, mas nada foi assinalado. A lesão de Rolfes motivou a entrada de Frings no segundo tempo e a Alemanha ganhou com a troca, adquirindo mais força a meio-campo, mas sem criar grandes oportunidades para desfazer o empate.

Lahm marcava no minuto 90

No último quarto de hora, o jogo despertou da lentidão em que mergulhara. A 11 minutos do fim, a Alemanha fez o 2-1, num brinde de Rüstü. Após um cruzamento da esquerda, o guarda-redes saiu em falso e Klose, com um golpe de cabeça, colocou os alemães com um pé na final. Mas apenas por sete minutos... É que Sabri fez um nó cego a Lahm e cruzou para a grande área, onde apareceu Sentürk a antecipar-se a Lehmann.

O jogo estava à beira de novo milagre turco, que voltaram a marcar perto do fim! Só que desta vez o feitiço virou-se contra o feiticeiro. No último minuto do jogo, após uma excelente jogada individual, Lahm fez o 3-2 no cara-a-cara com Rüstü. A vitória sorria com felicidade aos alemães, perante um adversário que merecia, pelo menos, o prolongamento.

Vídeo

Alemanha 3-2 Turquia (meias-finais)
Ugur Boral, 22'
Schweinsteiger, 26'
Klose, 79'
Semih Senturk, 86'
Lahm, 90'


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Fotos: AP

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mercado de Transferências: Javier Balboa 4 anos no Benfica

Balboa apresentado no Benfica

Depois de dezenas de nomes vinculados na imprensa para reforçar o Benfica, eis uma confirmação oficial: Javier Balboa do Real Madrid assinou por quatro temporadas e será apresentado por volta das 19h30. O custo desta operação foi de quatro milhões de euros e o jogador terá uma cláusula de rescisão no valor de 20 milhões de euros.

Balboa troca o Real pelo Benfica

Nascido a 13 de Maio de 1985 (23 anos) na Guiné Equatorial, mas com nacionalidade espanhola, este jovem extremo-direito poucas oportunidades teve para jogar no colosso espanhol, apesar de ser um dos poucos jogadores actualmente da cantera merengue aproveitado para a primeira equipa. Tapado pelas várias estrelas que o Real Madrid dispõe, Balboa, contabilizou 10 jogos esta época tendo marcado 2 golos, um deles na Champions frente ao Olympiakos e o outro frente ao Alicante para a Taça do Rei. (Podem ver alguns golos dele aqui).

Na sua ainda curta carreira destaca-se a passagem por empréstimo no Rácing de Santader na temporada 2006/2007 onde alinhou em 30 partidas e marcou um golo. Anteriormente registava passagens pelo Real Madrid Castilla e Real Madrid C.

Balboa aqui frente ao Racing

Balboa de 1,82 cm e 76 Kg destaca-se por ser um jogador rápido e pelos seus cruzamentos. Ele que ficou realmente conhecido entre nós, não pelas melhores razões, isto depois de se ter envolvido numa sessão de boxe com Pepe num treino do Real Madrid que lhe custou o afastamento da equipa por parte de Bernd Schuster.

Pablo Aimar e Ayala alvos do Benfica

Entretanto o Benfica tenta a dupla-contratação dos argentinos Pablo Aimar e Ayala do Saragoça num negócio a rondar os 10 milhões de euros. O clube espanhol que desceu esta temporada à segunda divisão, tem outros interessados nos internacionais argentinos. O Panathinaikos é ao que se sabe pela imprensa, o principal concorrente, tendo inclusivé apresentado a melhor proposta.


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Fotos: Às

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terça-feira, 24 de junho de 2008

Brasileirão: 7ª jornada - Os líderes venceram novamente.

Festa do Goiás em Santos

Passou-se a 7ª rodada do Campeonato Brasileiro neste último fim de semana sem maiores surpresas na parte de cima da tabela. Flamengo, Grêmio e Cruzeiro mantiveram-se líderes após confortáveis vitórias, e estão separados apenas nos critérios de desempate (gols marcados e saldo). Na parte inferior da classificação, destacou-se o Goiás [foto], que venceu sua primeira no campeonato em Santos, e de goleada.

No sábado, o Cruzeiro bateu facilmente o Figueirense, dono da pior defesa do Brasileiro - e que mantém uma média de quatro gols sofridos a cada jogo fora de casa. Os cruzeirenses enfrentavam um sistema defensivo muito congestionado até os 34’, quando Guilherme abriu o placar de pênalti. As coisas ficaram mais fáceis, e na etapa final Weldon “bisou”: 3 a 0.

No estádio Engenhão, o Botafogo sofreu sua quarta derrota como local desde que assumiu o controle do estádio, no segundo semestre de 2007. A vitoriosa foi a Portuguesa, por 1-0, contando com belas defesas de seu goleiro André Luís para consolidar a terceira vitória seguida.

Em São Paulo, o time homônimo derrotou o Sport por 1-0, com muitas dificuldades para suplantar a marcação visitante. Tanto foi difícil que o gol saiu nos acréscimos de jogo, com Hugo. Foi a terceira vitória consecutiva dos atuais bicampeões, que entram de vez na luta pelas primeiras posições.

Já o Fluminense segue priorizando as partidas finais da Taça Libertadores contra a LDU, e por isso, atuou mais uma vez com os reservas. Melhor para o Coritiba, que venceu por 2-1.
Domingo, o Flamengo derrotou o Ipatinga por 3-1, em Minas Gerais. O rubro-negro esteve melhor em campo, e com justiça chegou à vitória por intermédio de Juan (ex-Arsenal), Ibson (ex-Porto) e Kleberson (ex-Manchester United e Besiktas). Com 16 pontos, 9 gols de saldo e 16 gols marcados, o Fla supera o Grêmio justamente neste último critério.

O Grêmio, por sua vez, também venceu. Fez 3 a 0 no Atlético Paranaense, com hat-trick de Roger (ex-Benfica), sendo os três gols de pênalti – o que gerou muita reclamação por parte do “Furacão”. Os visitantes ainda tiveram Fahel expulso, e contaram com o goleiro Galatto, ex-Grêmio, para impedir um placar maior. No próximo fim de semana, ambos os times têm clássicos pela frente: Grêmio e Atlético recebem, respectivamente, Internacional e Coritiba.

No estádio de São Januário, o Vasco foi dominado pelo Palmeiras e sem surpresa perdeu por 0-2. Alex Mineiro e Kléber fizeram os gols palmeirenses, numa semana agitada pelos lados de Palestra Itália: reclamações de salários atrasados e tudo o mais. No Barradão, o Vitória impôs a quarta derrota do Internacional em jogos longe de Porto Alegre, 2-1.

Ainda destacamos a goleada do Goiás por 4 a 0 contra o Santos, em plena Vila Belmiro. O alviverde estreou o técnico Hélio dos Anjos, e com ele veio enfim a primeira vitória: gols de Alex Terra, Iarley (dois) e Romerito. Entretanto, tanto Goiás quanto Santos seguem na zona de rebaixamento.

Já o Náutico, em campo “neutro”, ganhou do Atlético Mineiro. Os pernambucanos seguem em boa fase, na quarta posição. Com boas atuações de Geraldo, Warley e Wellington, o Náutico se mantém na parte superior da tabela.


Resultados da 7ª jornada do Campeonato Brasileiro 2008

Coritiba – Fluminense, 2-1 (Hugo 19’, Marlos 85’; Alan 81’)
São Paulo FC – Sport, 1-0 (Hugo 90’)
Cruzeiro – Figueirense, 3-0 (Guilherme 34’, Weldon 56’, 67’)
Botafogo – Portuguesa, 0-1 (Edno 12’)
Vitória – Internacional, 2-1 (Marquinhos 18’, Williams 32’; Nilmar 68’)
Vasco – Palmeiras, 0-2 (Alex Mineiro 38’, Kléber 76’)
Ipatinga – Flamengo, 1-3 (T. Vieira 81’; Juan 58’, Ibson 67’, Kleberson 90’)
Santos – Goiás, 0-4 (Alex Terra 7’, Iarley 28’, 72’, Romerito 88’)
Grêmio – Atlético PR, 3-0 (Roger 12’, 58’, 72’)
Náutico – Atlético MG, 2-1 (Warley 41’, Wellington 78’; Vinícius 59’)


Classificação

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Vídeos

Ipatinga 1-3 Flamengo


Grêmio 3-0 Atlético PR


Cruzeiro 3-0 Figueirense


São Paulo 1-0 Sport


Santos 0-4 Goiás


Texto: Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil) (foto: Terra)

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

EURO 2008 : Quartos-de-final - Espanha elimina Itália nos penáltis e 24 anos depois repete meias-finais

Fabregas colocava a Espanha nas meias-finais

A Espanha bateu a Itália no desempate por penáltis, por 4-2, após o empate a zero registado nos 120 minutos e defrontará a Rússia nas meias-finais. No duelo entre os dois melhores guarda-redes do mundo, Casillas foi mais forte que Buffon. Isto num jogo em que os espanhóis colocaram um ponto final em várias maldições.

O duelo latino prometia, ainda por cima porque os 31 graus fizeram da noite a mais quente do Euro 2008. Na selecção italiana, privada da dupla Gattuso-Pirlo, confirmou-se a titularidade de Aquillani e de Cassano, que jogou ao lado de Luca Toni. Donadoni apostava assim teoricamente numa Itália mais ofensiva do que o costume, com dois avançados de início. A temperatura estava quente, mas no relvado o futebol não aquecia nem arrefecia. A Espanha assumia as despesas do jogo, mas a squadra azzurra não concedia grandes espaços à fantástica dupla de avançados espanhola, formada por David Villa e Fernando Torres. Mas quando reos pontas-de-lança inventavam alguns lances perigosos, o remate nunca levava a direcção da baliza.

A Itália só se soltou no ataque duas vezes na primeira parte. Primeiro, Perrotta cabeceou para defesa de Casillas; depois, Luca Toni teve boa oportunidade após fantástica jogada de Cassano, mas o cabeceamento bateu em Marchena. O futebol dos espanhóis era mais bonito, mas pouco eficaz. Iniesta e Silva provocavam desequilíbrios, mas quando a bola chegava às imediações da área os intratáveis italianos afastavam o perigo. A solução era tentar a sorte de longe. Numa dessas ocasiões, em cima do intervalo, o remate de Silva passou a rasar o poste de Buffon. O número de remates ao intervalo (10-2 para Espanha) sugeria que se tinha assistido a uma grande superioridade de nuestros hermanos. Mas tal não correspondia à realidade. Em lances perigosos, os espanhóis só ganhavam por 3-2. Após o intervalo, a Espanha continuou a assumir as despesas do jogo. Mas Villa e Torres não apareciam. Muito por culpa de Panucci e Chiellini, autênticos muros de betão.

Buffon ia dando um verdadeiro frango

Como é habitual, a Itália não se aventurava muito no ataque, mas quando o fazia criava perigo. E aos 61 minutos desperdiçou a melhor oportunidade de golo do jogo. Camoranesi, entrado três minutos antes para o lugar de Perrotta, atirou colocado. Mas Casillas salvou com uma excelente defesa. O jogador da Juventus entrou muito bem em jogo e foi um dos grandes responsáveis pelo maior atrevimento italiano nesta fase da partida. Com uma hora exacta de jogo, Luis Aragonés quis dar um abanão no jogo e retirou Xavi e Iniesta, a dupla de médios centro do Barcelona. Fabregas e o extremo direito Cazorla entraram e o jogo espanhol melhorou um pouco.

Festa espanhola

No espaço de um minuto, a Espanha quase marcou através de dois remates de Marcos Senna. Num deles, aconteceu algo pouco habitual: Buffon deixou escapar a bola e valeu o poste ao guarda-redes italiano. Foram as últimas oportunidades para resolver o jogo nos 90 minutos. Por isso, este foi mais um jogo do Euro 2008 com prolongamento. O tempo extra manteve a tendência dos 90 minutos iniciais. A Espanha dominou e teve as melhores oportunidades. Silva voltou a atirar muito perto do poste, tal como Villa. A Itália respondeu com um remate de cabeça de Di Natale parado por Casillas, na única defesa complicada do guarda-redes do Real Madrid durante todo o jogo. No duelo dos penáltis entre os dois melhores guarda-redes do mundo, Casillas defendeu os remates de De Rossi e Di Natale. Buffon só conseguiu parar o remate de Guiza e a Espanha vencia os italianos em jogos oficiais passados mais de 80 anos!

Vídeo

Espanha 0-0 (4-2 gp) Itália (quartos-de-final)


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Fotos: AP

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domingo, 22 de junho de 2008

EURO 2008 : Quartos-de-final - Rússia espreme Holanda e vence por 3-1 no prolongamento

Arshavin - estrela russa brilhou e marcou frente à Holanda

A Rússia venceu a Holanda, por 3-1, após prolongamento, e apurou-se para as meias-finais do Euro 2008. Tal como já se adivinhava, assistiu-se ao melhor jogo da prova, ou não estivessem em campo as duas equipas com futebol mais ofensivo. Rússia e Holanda só tiveram olhos para a baliza do adversário!

Os russos entraram a todo o gás e entre os 6 e os 8 minutos desperdiçaram três boas oportunidades. Primeiro num livre directo fantástico de Zhirkov e, depois, através de dois lances de Pavlyuchenko. Mas Van der Sar voltou a mostrar que está em grande forma e que é um dos grandes candidatos a melhor guarda-redes do Europeu.

A Holanda acordou a partir dos 20 minutos, muito por influência da imaginação de Van der Vaart e Sneijder. O jogador do Hamburgo criou muito perigo através de dois livres indirectos nas imediações daárea, mas Van der Vaart e De Jong falharam o desvio.

Van Nistelrooy marcava perto do fim dos 90

Até ao intervalo, a Rússia só esteve perto do golo através da meia-distância, com dois grandes remates de Kolodin. Um quase tirou tinta à barra, o outro foi parado pelo fantástico Van der Saar (fez ontem o 16.º jogo em fases finais de Europeus, igualando o recorde de Thuram). Do outro lado, Akinfeev mostrou que também é umexcelente guarda- redes e negou o golo a Van Nistelrooy e Van der Vaart com duas fantásticas intervenções.

Arshavin já tinha feito uma boa primeira parte, mas foi após o intervalo que apareceu em grande estilo. O médio ofensivo do Zenit ameaçou de livre directo e depois assistiu de forma perfeita Pavlyuchenko, que não desperdiçou e marcou o terceiro golo na competição com um remate colocado. Marco van Basten tinha feito entrar Van Persie para o lugar de Kuyt. E o avançado do Arsenal, juntamente com Sneijder, foi o grande responsável pelo pressing holandês que se seguiu ao golo de Pavlyunchenko.

Torbinski fazia o 2-1 para a Russia

A Holanda dominava, mas a Rússia continuava a criar muito perigo pela esquerda, com Zhirkov e Arshavin a darem cabo da cabeça aos defesas holandeses. A equipa de Leste só falhava na concretização. Os russos não contavam com Van Nistelrooy... Mas aos 86 minutos, o ponta-de-lança do Real Madrid fugiu à apertada marcação e igualou o jogo de cabeça, após livre de Sneijder, obrigando ao prolongamento.

Nos últimos 30 minutos só deu Rússia e... Arshavin. O número 10 russo ainda estava cheio de força e assistiu Torbinski para o 2-1 e marcou ele próprio o 3-1. O médio já deve ter quase todos os grandes clubes europeus atrás de si.

Em resumo a Rússia é, e vai ser a grande sensação de EURO 2008 demostrando uma grande evolução desde 2004 ou das eliminatórias para o Mundial 2006, onde por exemplo tinham perdido por 7-1 em Alvalade com Portugal. Agora tudo diferente, futebol rápido, joga bonito e cativa todos.

Vídeo

Rússia 3-1 (a.p.) Holanda (quartos-de-final)
Pavlyuchenko, 56'
Van Nistelrooy, 86'
Torbinski, 111'
Arshavin, 116'



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Fotos: AP

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sábado, 21 de junho de 2008

EURO 2008 : Quartos-de-final - Portugal disse adeus com derrota por 3-2 frente à Alemanha

Schweinsteiger marcava

Eu por terras do EURO 2008

Pois é amigos, fomos mais uma vez borda-fora de uma grande competição. A Alemanha em poucos minutos deixou-nos praticamente em KO técnico, passamos grande parte do tempo a correr atrás do prejuizo, o que não foi possivel remediar no segundo tempo. Os alemães venceram 3-2 e, diga-se, com justiça na minha modesta opinião.

Tal como vos tinha confidenciado, estive nos últimos três dias na Suíça, país constítuido por 26 estados autónomos, os chamados cantões, onde o idioma é o francês, alemão, italiano e retoromano.

Na cidade de Zurique onde estive hospedado, desde 4ª feira, constatei uma realidade um pouco diferente da vivida no EURO 2004 em Portugal. Escassíssimo movimento (festa nem vê-la) nas ruas, apenas disfarçado com inúmeras bandeiras portuguesas nas janelas dos nossos "grandes" emigrantes.

Um dos momentos que retive, foi constatar a eficácia suíça. Eu estava num hotel junto Letzigrund Stadion, estádio de Zurique,e em apenas poucas horas desmontaram todo um "circo" à volta. Este tinha sido o palco do jogo entre a Itália e França.

Nem tudo foi mau nesta cidade, cumprindo o programa da viagem - fui a convite da Alves e Rui Lda./Castrol (patrocionador oficial do EURO 2008 )- visitámos uma fábrica de cerveja local, onde os nossos amigos suíços nos brindaram até demais!

No dia seguinte (19) partimos bem cedo para Basileia (85 Km), onde a realidade foi claramente outra. Animação com fartura, muito calor, alemães até perder de vista, enfim estava a viver o EURO. No estádio juntámo-nos a outro grupo da Castrol, constituido por alemães, japoneses, italianos, ingleses, entre outros. Tirando os germânicos que nos faziam companhia, os restantes puxavam por Portugal. Gostei especialmente dos nipónicos e ingleses, completamente doidos pelas nossas cores.

Chegados ao estádio, não fomos directamente para as bancadas. A sorte de fazer parte da comitiva de um dos patrocionadores, levou-nos para a zona VIP onde fomos contemplados com um grande banquete (parecia um casamento, além de brindes alusivos ao torneio (camisola da selecção, etc..)

Depois, o jogo, num estádio para surpresa minha quase totalmente alemão. Por falar nisso tive que aturar um alemão na cadeira ao lado, com uma porra de uma bandeira gigante que não me deixou ver o segundo golo. No fim uma constatação. A equipa alemã ficou a festejar mais de 15 minutos com os adeptos. Os nossos nem um adeus, um agradecimento, nada - muito feio !

Como apenas cheguei hoje a Lisboa pelas 11h30, e como vos prometi, conto fazer um post nos próximos dias com as fotos da minha viagem ao EURO 2008.

Crónica do Portugal 2-3 Alemanha

Portugal antes do apito inicial

Não vingámos o nosso EURO 2004, desta vez a culpada é a ciníca Alemanha que nos deu o domínio do jogo e acabou por vencer por 3-2, também com uma grande ajuda do àrbitro sueco Peter Frojdfeldtque deixou passar em claro um empurrão de Ballack a Paulo Ferreira nos terciero golo.

O relvado parecia uma manta de retalhos, mas estava regular e portou-se bem.Foi sobre eles que os alemães usaram o trunfo mais temido por Scolari: o tamanho. Cada perda de bola de Portugal a meio-campo era gatilho compressor dos germânicos, sempre rápidos a chegar perto da àrea de Ricardo, no entanto, bastaram uns dez minutos para que Deco pegasse no jogo e pautasse o jogo luso. Simão e Bosingwa combinavam bem do lado direito e foi por esse lado que aos 11´Nuno Gomes esteve perto de marcar, mas acertou na bola apenas com o cabelo.

klose fazia o segundo

As trocas de bola dos "baixinhos" do meio-campo português chegaram a dar indícios que estaávamos no bom-caminho. Simão e Cristiano Ronaldo assustaram Lehmann, mas foi João Moutinho que cometeu a falha capital, atirando por cima quando estava dentro da pequena àrea contrária (20´). O castigo surgiu dois minutos depois, quando Poldoski fugiu a Bosingwa com um ligeiro empurrão e serviu o nosso c nosso carrasco "mor" Schweinsteiger para o primeiro golo da noite. Apesar de estar um pouco melhor, a Selecção via-se a perder. A casa abanou. E acabou por levar um novo golpe num livre de Schweinsteiger para a cabeça de Klose, que Cristiano Ronaldo deixou saltar sozinho. Aos 26´minutos perdíamos por 2-0 e ninguém percebia como.

Nuno Gomes fazia renascer a esperança

Perante tamanha injustiça, os nossos jogadores revoltaram-se. Deco deixou o flanco esqquerdo, para onde tinha sido encostado, e voltou a segurar as pegas do jogo. Crescemos, crescemos, e fizemos a defesa alemã parecer pequenina. Depois, o génio de Cristiano Ronaldo apareceu no flanco esquerdo. Aos 41’, isolado por Simão, permitiu a defesa de Lehmann, mas Nuno Gomes estava lá para marcar na recarga – Gooooooolo! Depois, num movimento semelhante, o craque madeirense atirou a bola cruzada e ela passou a milímetros da base do poste. Uuuuuiii!, foi quase.
Continuámos por cima no início da segunda parte e o empate parecia apenas uma questão de tempo. Em 4 minutos, Ronaldo e Simão arrancaram amarelos aos laterais contrários. Jogávamos bem e eles mal se aproximavam da nossa baliza. Mas quando se aproximaram... Ricardo falhou. Novo livre de Schweinsteiger à procura das suas torres na nossa área, Ballack empurrou Paulo Ferreira e o guarda-redes português falhou completamente a saída, ficando a ver a bola a entrar no meio da baliza.

Ballack marcava entre Paulo Ferreira e Ricardo

Esmoreceu o entusiasmo que até aí a Selecção tinha demonstrado. Scolari colocou Nani no lugar de Nuno Gomes e mais tarde trocou Petit por Hélder Postiga. Portugal dominava o campo quase todo, com excepção daqueles metros perto da área alemã, os que realmente interessavam. Nesta altura, eram muitos os remates de longe e os ataques perdidos por um toque a mais. A três minutos dos 90’, Nani cruzou para a cabeça de Hélder Postiga nos fazer acreditar num milagre. Golo nosso, vai buscar a bola ao fundo da rede e coloca-a no centro, ainda é possível. Não foi. O árbitro apitou pela última vez e todos nós regressávamos a casa precocemente.

Postiga fazia o 2-3

Queria destacar indivualmente Deco neste Europeu. Foi na minha opinião só o melhor, de longe melhor que qualquer outro, só tenho pena de não termos outro Deco para jogar. Fantástico, grande motor e grande pulmão!
Nuno Gomes que tanto criticaram, teve novamente na selecção o seu reencontro com as boas exibições. Pepe, na defesa foi importante e deixou a sua marca, confirmando as melhores espectativas.

Ricardo, Paulo Ferreira e Cristiano Ronaldo que me perdoem, mas foram quanro mim os elos mais fracos. Se o primeiro já sabiamos que não estava em grande forma, depois do que passou em Sevilha pelo Bétis. Continua a denotar as mesmas falhas de sempre (saídas dos postes a cruzamentos).

Na lateral esquerda, Paulo Ferreira, adaptado por Scolari não coneguiu principalmente neste importante jogo manter a estabilidade defensiva necessária.

Quanto a Cristiano Ronaldo, não fomos só nós( portugueses) que achamos que poderia fazer melhor. Todo o Mundo viu um Ronaldo cansado, sem ideias e com muitas dificuldades em se adaptar ao modelo de jogo da equipa.

Quanto a Scolari, um até sempre e obrigado por ter conseguido agregar todo um povo à volta da selecção nacional.

Vídeo

Portugal 2-3 Alemanha (quartos-de-final Euro 2008)
Schweinsteiger 22'
Klose 26'
Nuno Gomes 40'
Ballack 61'
Hélder Postiga 87'


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Fotos: AP

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CONMEBOL: Fase de qualificação - Pela 1ª vez, Brasil fecha jornada em quinto lugar.

Zero a zero no clássico

Infelizmente, a falta de tempo me impede de fazer análises mais aprofundas do jogo da Seleção Brasileira na quarta-feira, no morno empate sem gols contra a Argentina, pela 6ª jornada da fase de qualificação para o Mundial 2010. O zero a zero fez com que a Seleção de Dunga encerrasse, pela primeira vez na história, uma rodada na quinta posição - onde jogaria contra um país da CONCACAF pela repescagem.

Foi péssimo. Horrível. Sonolento. Tudo isso é pouco até para descrever a atuação brasileira contra os argentinos no estádio Mineirão, cujo público “pediu a cabeça” do treinador na etapa final. Foram poucas as chances de gol para o pentacampeão mundial, a destacar apenas duas tentativas de Robinho no primeiro tempo.

Afora isso, a Argentina esteve mais perto do gol, inclusive perdendo a chance de impor aos brasileiros sua primeira derrota nas eliminatórias como mandante na história, nos acréscimos, após Messi chutar para fora uma bola rebatida pelo goleiro Júlio César.

E, por enquanto, restam incertezas. Não é confirmada a permanência de Dunga para os jogos contra Chile e Bolívia, no começo de setembro. Paulo Autuori é um dos nomes cotados para assumir a Seleção.

Em Montevidéu, a rodada começara com um massacre do Uruguai sobre o Peru: 6-0, num hat-trick de Diego Forlán (e dois gols de Carlos Bueno, ex-Sporting). A humilhação deve concretizar a demissão do “seleccionador” peruano José Del Solar.

Na altitude de La Paz, a Bolívia ganhou pela primeira vez, ao meter 4-2 no ainda líder Paraguai. Em 25 minutos, os bolivianos já haviam marcado dois gols, com Botero (que ainda bisou) e García. No Equador, a equipe da casa não conseguiu superar o goleiro colombiano Julio e amargou um empate em 0 a 0.

Quinta-feira, um belo jogo entre Venezuela e Chile. No fim, os chilenos conseguiram uma bela virada, triunfaram por 3-2, e ultrapassaram a Seleção Brasileira na classificação. Saindo atrás do placar, o Chile virou para 2 a 1 com gols de Suazo e Jaras. Arango ainda empatou, mas os chilenos marcaram o derradeiro tento nos acréscimos, num chute de Suazo.

Resultados da 6ª jornada das eliminatórias da CONMEBOL – Mundial 2010
Uruguai – Peru, 6-0 (Forlán 8’, 38’, 57’, Bueno 61’, 69’, Abreu 90’)
Bolívia – Paraguai, 4-2 (Botero 23’, 70’, García 25’, Moreno 76’; Santa Cruz 66’, Valdez 83’)
Equador – Colômbia, 0-0
Brasil – Argentina, 0-0
Venezuela – Chile, 2-3 (Maldonado 59’, Arango 80’; Suazo 65’, 90’, Jara 72’)


Classificação
class_eliminatorias6_desportugal

Vídeos

Brasil 0-0 Argentina


Uruguai 6-0 Peru


Bolívia 4-2 Paraguai


Venezuela 2-3 Chile


Texto: Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil) (foto: Terra)

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

O dia C

Até há bem poucos momentos estive a atirar bolas a uma tabela de basquete no mais suburbano dos cenários que Grândola pode oferecer: prédios descoloridos até ao 4º andar de um lado e vivendas sombrias do outro. Conheço mesmo algumas pessoas que moram de ambos os lados, o que sempre dá um colorido especial à coisa.
Já no Liceu o fazia.
Cheguei mesmo a faltar a aulas para lançar, sozinho, bolas a uma tabela, criteriosamente colocada a 2,34 metros do chão, o que nunca me permitiu sonhar com afundanços. Enquanto o fazia, perante os olhares indiscretos dos contínuos, que aproveitavam todas as pequenas pausas dos intervalos para porem em ordem os seus cigarros, o mundo era meu e aquela bola era reflexo dos meus pensamentos.
Embora seja canhoto quase por excelência, a mão esquerda sempre condicionou os meus lançamentos e ela era frustração, alvo de repetições intermináveis que insistia em treinar de maneira a esconder os meus defeitos. Hum, engraçada metáfora para a vida.
Mas enquanto hoje lançava bolas contra a tabela, eu era o melhor do mundo. Embora acertasse apenas cerca de 50% dos lançamentos, cada um que fazia era o melhor de todo o sempre, pois eu apenas pensava: amanhã vou-me casar.
É verdade, amanhã vou-me casar.
Não parei de repetir isso de mim para mim naqueles quarenta minutos em que suei, corri, imaginei jogadas que nunca conseguiria fazer num jogo a sério. Mas nada disso importava, pois amanhã vou-me casar.
Acredito que o Schweinsteigger (estará bem escrito? não quero nem saber) acredite que é o melhor do mundo depois de ter marcado um golo e feito duas assistências contra Portugal no Euro2008, mas isso em nada poderá ser comparado com o facto de amanhã me ir casar. (e a bola que batia na tabela repetia isso uma e outra vez)
Nas próximas duas semanas irei estar ausente dos blogues e da vida para me preparar para a voltar a encarar de anilha no dedo.
A todos os leitores do Desportugal, aqui fica o meu grande bem haja.

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terça-feira, 17 de junho de 2008

CONMEBOL: Fase de qualificação - Vexame brasileiro em Assunção; empate sofrido da Argentina.

Santa Cruz - festa paraguaia

A Seleção Brasileira de Dunga deu outro vexame. Após dois jogos amigáveis com atuações horríveis (3-2 no Canadá e 0-2 para a Venezuela), o Brasil foi facilmente batido pelo Paraguai, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção: 2-0, pela quinta rodada das eliminatórias para o Mundial 2010. O quarto lugar na classificação reflete o momento da equipe.

Atuando com três jogadores de marcação no meio campo – Josué, Mineiro e Gilberto Silva -, o Brasil levou pressão do time “guarani” na etapa inicial, incluindo uma bola na trave aos 24’, em chute de Cabañas. Pouco depois, não teve jeito: Santa Cruz escorou cruzamento após escanteio e fez 1-0.

No segundo tempo, logo aos 48 minutos, o paraguaio Darío Verón foi expulso após levar o segundo cartão amarelo. Entretanto, um minuto depois, em contragolpe, Santa Cruz avançou na área brasileira e chutou para defesa de Júlio César. No rebote, o “gordinho” Cabañas ampliou o placar.

Com desvantagem no placar e vantagem numérica, a Seleção até criou um pouco mais, principalmente em duas finalizações de Ânderson, que entrara na etapa final. Mas não foi suficiente para evitar nossa primeira derrota nas eliminatórias.

Quarta-feira, a Seleção encara, no estádio Mineirão, a Argentina. Que também não cumpriu seu papel na rodada de fim de semana: empatou em casa com o Equador, marcando um gol no último minuto dos acréscimos da partida.

No estádio Monumental de Nuñez, a Argentina massacrou os equatorianos em número de finalizações e posse de bola. Mas, com uma defesa segura e aparentemente intransponível, os visitantes se aproveitaram do contra-ataque para calar a torcida local aos 68’: Urrutía acertou um lindo chute e abriu o placar.

A partir daí, o Equador não mais atacou, colocando-se por completo no campo defensivo. Funcionou até os 93 minutos: Palacio aproveitou erro da zaga e fuzilou, da entrada da área. E seguiu-se a escrita argentina de não perder como local por eliminatórias desde 1993 (quando levou 0-5 da Colômbia de Valderrama e Higuita).

No sábado, dois empates por 1-1 deram início à rodada. Em Montevidéu, o Uruguai apenas empatou com a crescente Venezuela, hoje quinta colocada e garantindo-se na repescagem. Os celestes dominaram a partida, mas em apenas uma oportunidade transformaram tal domínio em gol: com Lugano, aos 13’. Aos 55’, Vargas empatou, e a “Vinõtinto” contou com boa atuação de seu goleiro, Vega, para assegurar o ponto.

Em Lima, um jogo modorrento entre peruanos e colombianos. No fim, um justo empate, com gols de Rodallega (Col) e Marino (Per). Fechando a rodada, domingo, nem a altitude de La Paz salvou a Bolívia, derrotada pelo Chile (0-2). Medel fez os dois gols, o primeiro um golaço de bicicleta.

Na terça-feira, o Uruguai recebe o Peru; quarta-feira, se enfrentam Brasil e Argentina, Equador e Colômbia, Bolívia e Paraguai; quinta-feira, jogam Venezuela e Chile.

Resultados da 5ª jornada da qualificação para o Mundial 2010 – CONMEBOL

Uruguai – Venezuela, 1-1 (Lugano 12’: Vargas 55’)
Peru – Colômbia, 1-1 (Marino 39’; Rodallega 8’)
Paraguai – Brasil, 2-0 (Santa Cruz 26’, Cabañas 49’)
Argentina – Equador, 1-1 (Palacio 90’; Urrutía 69’)
Bolívia – Chile, 0-2 (Medel 29’, 76’)

Classificação

class_eliminatoria5

Vídeos

Paraguai 2-0 Brasil


Argentina 1-1 Equador


Uruguai 1-1 Venezuela


Peru 1-1 Colômbia


Bolívia 0-2 Chile


Texto: Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil) (fotos: Terra)

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EURO 2008 : Grupo B - Alemanha vence Àustria por 1-0 e jogará com Portugal nos quartos-de-final. Croàcia fez pleno com vitória de 1-0 sobre a Polónia

Ballack e companheiros terão Portugal pela frente nos Quartos-de-final

Tal como se previa, a Alemanha será quinta-feira, em Basileia, o adversário de Portugal nos quartos-de-final do Euro 2008. A Mannschaft venceu a Áustria por 1-0, com um golaço de Ballack, e vai reencontrar a nossa Selecção quase dois anos depois de ter vencido (3-1) no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares no último Mundial.

Os alemães começaram a todo o gás, com Klose em grande plano. O avançado do Bayern Munique passou com muita facilidade pelo lateral-esquerdo Pogatetz e ofereceu o golo a Mario Gomez, que voltou a estar desastrado, conseguindo não empurrar a bola para dentro da baliza,a meio metro da linha de golo.

Depois do domínio alemão no primeiro quarto de hora, a Áustria começou a perder a timidez e empurrou os alemães para o seu meio-campo, contando com o forte apoio do público presente no Ernst Happel.No espaço de apenas três minutos, a equipa da casa esteve perto do golo outras tantas vezes. Primeiro, o árbitro espanhol Mejuto Gonzalez não assinalou um penálti de Metzelder sobre Korkmaz, depois Aufhauser obrigou Lehmann a boa defesa e finalmente Hoffer não dominou bem a bola, isolado frente ao guardião alemão.

Era o melhor período do jogo, até porque a Alemanha não se ficava e Podolski quase igualou David Villa como melhor marcador do Europeu, com quatro golos. Mas Macho fez uma grande defesa. Aos 40 minutos o quarto árbitro, o esloveno Damir Skomina, mostrou que não ganha quatro mil euros por jogo apenas para levantar a placa das substituições e avisou o árbitro Mejuto Gonzalez de uma discussão entre Josef Hickersberger e Joaquim Löw. O juiz espanhol ordenou a expulsão dos dois treinadores.O técnico alemão foi ver o resto do encontro próximo da chanceler alemã Angela Merkel.

Michael Ballack marcava de livre

A segunda parte começou com um erro incrível do central Mertesacker, mas Hoffer também falhou, mostrando que não é muito bom com os pés, ao não dominar bem a bola, isolado perante Lehmann.

Ballack decidiu então aparecer em jogo, deixando um aviso a Scolari. A Alemanha beneficiou de um livre a 30 metros da baliza adversária e o médio arrancou um míssil que só parou nas redes de Macho. Foi um dos melhores golos do Euro 2008 até ao momento.Até ao final os austríacos perseguiram o empate, mas não conseguiram esse merecido prémio. Mas mostraram que, ao contrário do que muitos compatriotas temiam, não foram os bombos da festa.

Croàcia fez o pleno

Croacia fez o pleno frente a Polonia

Um golo de Klasnic no início da segunda parte deu o triunfo da Croácia frente à Polónia, por 1-0. Os croatas jogaram com os suplentes (9 alterações !) e não deram hipóteses, mostrando que dão cartas no Euro.

Os polacos entraram melhor no jogo e lançaram-se no ataque em busca do milagre, que seria vencer por dois golos de diferença, esperando que no outro jogo a Áustria derrotasse a Alemanha por um golo apenas. No entanto, à parte alguns calafrios para o guarda-redes Runje, o habitual suplente, os polacos estiveram bem longe do golo. Aliás, até ao intervalo foi a Croácia a criar mais lances de golo iminente, sobretudo no último quarto de hora, altura em que Klasnic surgiu isolado frente a Boruc, mas permitiu a defesa do guardião polaco.

Apesar de apresentar uma onze formado pelos suplentes dos dois primeiros jogos, a Croácia mostrou ser superior e não surpreendeu que se colocasse em vantagem logo aos 53 minutos,numa excelente jogada do defesa-esquerdo Pranjic, que cruzou atrasado para Klasnic facturar. Pouco depois, em Viena, a Alemanha acabava com o sonho dos polacos, que a partir daí perceberam que pouco mais havia a fazer perante uma selecção croata que promete neste Euro 2008. Ainda assim, Zahorski quase fez o empate nos últimos minutos.

Resultados da 3ª jornada do Grupo B do EURO 2008

Áustria - Alemanha, 0-1 (Ballack, 49')
Polónia - Croàcia, 0-1 (Klasnic 53')

Classificação final do Grupo B do EURO 2008

Classificacao final do Grupo B

Vídeos

Áustria 0-1 Alemanha
Ballack, 49'


Polónia 0-1 Croàcia
Klasnic 53'


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Fotos: AP

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

EURO 2008 : Grupo A - Portugal "B" perde com Suíça por 2-0. Turquia vence República Checa por 3-2 e está nos quartos-de-final

Postiga desalentado perante o golo dos suíços

A Selecção Nacional foi derrotado na última partida da fase de grupos do Euro 2008 pela equipa da casa, a Suíça, por 2-0. O jogo era a feijões e é verdade que quase todos os nossos melhores craques ficaram de fora, mas o resultado de ontem mostrou que não somos imbatíveis, nem os melhores do mundo e ainda será preciso sofrer muito para fazermos do sonho europeu uma realidade. A exibição de alguns jogadores, deve ter desagradado muito a Scolari. Quinta-feira (e eu vou estar em Basileia) o jogo será a doer e não haverá margem para erros.

Felipão tinha prometido “cinco ou seis” alterações e fez oito, deixando apenas Ricardo, Pepe e Paulo Ferreira no onze inicial. No ataque, Hélder Postiga – bem apoiado por Nani - justificava a cega confiança de Luiz Felipe Scolari. Já Quaresma pareceu displicente. Na defesa, notou-se a ausência de Ricardo Carvalho e o meio-campo sentiu a falta de um cérebro, pois Meira, Veloso e Raul Meireles não fizeram esquecer os pés de veludo de Deco ou João Moutinho. Mesmo assim, Portugal tem futebol de sobra para a Suíça. Houvesse humildade e não estaríamos hoje apenas com seis vitórias em 20 jogos com os helvétivos.

Portugal

Da vizinha Áustria veio o árbitro, Konrad Plautz, um homem que deve ter gasto o fôlego em tanta apitadela. Apitou por tudo e apitou por nada, fez-nos sentir saudades de Martins dos Santos. Só não apitou quando devia, logo aos 15’, num derrube de Lichtsteiner a Nani na grande área. Mais tarde, perdoou a expulsão a Paulo Ferreira, por falta duríssima sobre Behrami, e ainda antes do intervalo impediu Hélder Postiga de marcar, assinalando-lhe mal um fora-de-jogo quando este estava na cara de Zuberbühler.

Pepe esteve perto de marcar pela segunda vez no Euro 2008, ao desviar um remate de Nani, mas o guarda-redes suíço defendeu quase sem querer para a trave. De resto, foi Postiga o mais perigoso, em ambas das vezes após cruzamentos de Nani: num remate que Senderos cortou perto da linha e num cabeceamento ao primeiro poste. Os suíços jogavam o que sabiam e também tiveram as suas chances: Inler e Yakin obrigaram Ricardo a duas excelentes defesas.

A equipa da casa deu tudo nos últimos 45 minutos que jogou do seu Europeu. Entrou na segunda parte entusiasmada, a encostar Portugal às cordas, e não se assustou com o remate ao poste de Nani aos 53’. Inler pegou no jogo e foi dos seus pés que saíram os principais problemas para Ricardo, que bem gritava com a defesa. Scolari viu o perigo e fez aquilo que se impunha: tirou Miguel Veloso e colocou em campo a inteligência de João Moutinho. Mas já foi tarde, pois segundos depois a Suíça marcava, numa combinação entre Derdiyok e Yakin, que aproveitou a posição legal dada por Pepe para fuzilar as redes nacionais.

Ricardo batido no penalti

A perder, a Selecção pegou no jogo. Scolari lançou Hugo Almeida, que ajudou ao barulho na área de Zuberbühler. Cheirou a empate, mas nunca Portugal teve uma oportunidade clara de golo. E, num contra- ataque, Fernando Meira acabou por fazer penálti sobre o recém- entrado Barnetta. Desta vez, Konrad Plautz viu. E apitou com força, dando a Yakin o seu segundo golo da noite, que lhe permitiu uma enorme ovação no momento da sua substituição. A equipa das quinas acabou por baixar os braços, pois nada havia em jogo. Esperase que ao menos tenha ganho alguma humildade.

Turquia de enorme coração eliminou Checos e estão nos quartos-de-final

Nihat leva

Que loucura! A Turquia garantiu o apuramento para os quartos-de-final do Europeu ao vencer a República Checa por 3-2, num jogo louco, com os turcos a virarem uma desvantagem de dois golos nos 15 minutos finais. Petr Cech deu umbrinde e Nihat fez o resto num jogo com final fantástico e que coloca os turcos no caminho da Croácia.

Os checos mostraram bem cedo ao que vinham, pois apresentaram-se em campo com um meio-campo de trabalho onde Polak, Matejovsky e Galasek procuravam conquistar a bola e lançar para as alas, de onde saíram muitos cruzamentos para o gigante Jan Koller. Os turcos sentiram por isso dificuldades em ter a bola em seu poder.

Os jogadores da Turquia recorriam muitas vezes à falta para parar o maior estranhou pois que os checos chegassem à vantagem num lance previsível e tantas vezes utilizado. O cruzamento de Grygera descobriu o gigante Koller que, de cabeça e bem ao seu jeito, levou a melhor sobre Gungor.

koller marcava para os checos

Os turcos surgiram depois do intervalo a todo o gás, à procura do empate. Era preciso arrriscar tudo para evitar o adeus ao Europeu. No entanto, Plasil aos 62 minutos concluiu um excelente cruzamento colocou os turcos à beira do KO.Só que nos últimos 15 minutos o impensável aconteceu. Arda Turan fez o golo da esperança que revoltou os turcos, que foram então em busca do empate que desse um inédito desempate por... penáltis. Petr Cech fez-lhes a vontade ao não segurar a bola, que escapou para Nihat empatar. Faltava um minuto para os 90 e Nihat apareceu de novo na cara de Cech e pôs a Turquia em delírio. Mas não foi só! É que o guarda-redes Demirel foi expulso e o avançado Tuncay acabou à baliza!

Resultados da 3ª jornada do Grupo A do EURO 2008

Turquia - República Checa, 3-2 (Arda 75', Nihat 87', 89'; Koller 34', Plasil 62')
Suiça - Portugal, 2-0 (Yakin 71', 83' gp)

Classificação final do Grupo A do EURO 2008

Classificacao final do Grupo A

Vídeos

Suiça 2-0 Portugal
Yakin 71', 83' gp


Turquia 3-2 República Checa
Koller 34'
Plasil 62'
Arda 75'
Nihat 87', 89'



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Fotos: AP

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