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sábado, 13 de março de 2010
Ramires admirado com o número de Brasileiros na Liga Portuguesa
O internacional brasileiro Ramires, jogador do Benfica disse aquilo que todos sabem, mas que ninguém se preocupa! E vindo de um conterrâneo a citação acaba por ter ainda mais relevo!
"Fiquei verdadeiramente chocado com a quantidade de jogadores brasileiros que há em Portugal. Quase todas as equipas portuguesas têm brasileiros nos seus plantéis que não conseguiram construir uma carreira no Brasil. Há até pessoas que eu nem sabia que eram brasileiros, antes de ouvir o sotaque."
Para quando um limite de estrangeiros em Portugal, e apostar no jogador português?
Foto: Isabel Cutileiro
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domingo, 31 de janeiro de 2010
Carlos Martins "On fire"!
A jogada e o golaço do Carlos Martins, na vitória de 3-1 do Benfica sobre o Vitória de Guimarães, merecem este post-destaque. Mais logo, tudo sobre a jornada da Liga Portuguesa.
Fotos: AP
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sábado, 24 de outubro de 2009
Quique Flores no Atlético de Madrid

O nosso bem conhecido treinador espanhol Quique Flores, vai ser apresentado na 2ª feira como novo treinador do Atlético de Madrid, sucedendo a Abel Resino na equipa colchonera. O ex-treinador do Benfica tem a árdua tarefa de tentar recolocar a equipa de Madrid nos eixos, quando o clube passa actualmente por uma grave crise desportiva e interna, com os adeptos a pôr em causa tudo e todos.
Depois de ter treinado Getafe, Valencia e Benfica, o ex-jogador do Real Madrid encontra no Atlético a oportunidade de relançar a sua carreira no seu país.

Fotos: AP
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Liga Portuguesa 2009/2010: Ponto de situação e análise das equipas

Vamos na 5ª jornada da Liga Portuguesa, e parece que já está tudo em brasa pelo crónico problema das arbitragens. Eu preferia destacar os golos, jogadas e o público, mas também vou dar a minha posta de pescada, no final do post sobre os principais lances polémicos desta semana.
Antes de mais, destacar o Braga que segue invicto e apenas com vitórias, duas delas frente ao Sporting e FC Porto. Fiquei muito desiludido por terem caído tão cedo da Liga Europa com um modesto Elfsborg da Suécia, porque era das equipas lusas a seguir aos grandes, que poderíamos confiar numa boa prestação europeia, mas jogar em ínicios de Agosto tudo pode acontecer, e foi o pior.
Passado o trauma europeu, Domingos Paciência cumpre para já uma das promessas em fazer a melhor campanha na Liga Portuguesa de sempre ou pelo menos garantir a melhor pontuação. Nesta altura tem o melhor arranque da história do clube e na minha modesta opinião, face à ausência de comprimissos internacionais podem bem lutar pelo campeonato com os "3" grandes.
Neste jogo com os campeões nacionais, os minhotos impressionaram, pela dinâmica, pelo volume de jogo e pela procura do golo, que apenas surgiria de forma estranha pelo brasileiro Alan num cruzamento/remate que surpreendeu o oscliante Helton. O Porto perdia, cenário raro neste ano de 2009, onde apenas constava último registo datado de 1 de Novembro de 2008 na Figueira da Foz.
O Braga, que perdeu Jorge Jesus, apostou em Domingos ex-Académica que revolucionou tácticamente a equipa, alterando o modelo de jogo do agora treinador do Benfica (4-4-2 para um 4-3-3). Além de Jesus, sairam César Peixoto e Rentería, mas chegou Hugo Viana por empréstimo do Valência na expectativa de retornar aos seus melhores tempos. A aposta até ao momento tem sido de sucesso, e Viana já marcou 2 golos e garante um papel importante na mecânica da equipa.

Quanto ao FC Porto, tetra-campeão português, mantém a mesma força interna, mas sente-se muito as saídas de Lucho e Lisandro. Estes jogadores davam uma classe à equipa que até ao momento Belluschi e Falcao não disfarçam, embora o colombiano ex- River Plate já tenha abanado as redes por quatro vezes.
Em baixa de forma, encontra-se Raúl Meireles, pulmão do Porto, que não tem conseguido fazer mais de 45 minutos e o desequilibrador Hulk, que tem perdido mais tempo em palavras aos àrbitros do que fazer o que melhor sabe...driblar em velocidade e facturar.
De todas as contratações para este ano, apenas Varela ex-Sporting e Estrela da Amadora tem impressionado. O internacional sub-21 português, desaproveitado pela formação de Alvalade, tem chamado a atenção de todos com um bom jogo individual, encaixando que nem uma luva no colectivo azul e branco. Das restantes entradas, o uruguaio Álvaro Pereira na lateral esquerda não faz esquecer Cissokho, mas também terá tempo para mostrar mais. Depois ainda falta saber o real valor e o porquê das chegadas de Orlando Sá, Miguel Lopes, Maicon, Nuno André Coelho, Beto, Sebastian Prediger e Diego Valeri (este último jogou uns minutos).

Passando para o Benfica, tudo são papoilas saltitantes (letra do hino). Tudo novo, desde o treinador, jogadores, e até os adeptos seguem a equipa como há muito não se via. Empolgados por uma pré-época de sucesso, com 5 taças, como costumo dizer de cortiça, iniciaram o campeonato de uma forma fulminante. Tirando o Marítimo e o Leiria, neste fim-de-semana, foi sempre a aviar.
Além dos muitos golos, o Benfica joga actualmente um dos futebóis mais atraentes do velho continente. Rápidos, pressionantes, letáis e com uma condição fisíca de fazer inveja, os encarnados conquistaram os corações dos torcedores, que tem acompanhado a equipa no centro de estágios no Seixal até qualquer estádio deste país. O reflexo disso, foi mesmo a enchente histórica no estádio do Restelo e em Leiria, casas que tem em média e estou a ser um mãos largas 3000 pessoas.
Afinal qual foi o segredo para este sucesso imediato? Primeiro um treinador (Jesus) que percebe realmente o nosso futebol, o carisma e história do Benfica. Do futebol previsível e chato de Quique Flores, passou a ver-se jogadores nas suas reais posições e baliza adversária sempre em mira durante 90 minutos.
Tudo isto ajuda, quando Aimar, reaparece com o seu futebol de outros tempos e encontra no seu amigo Saviola o prazer de jogar à bola. Outros importantes ingredientes, foram a contratação de Ramires (que jogador!) e o travão do meio campo Javi García, quanto a mim muito desaproveitado pelo Real Madrid. Depois os habituais, Luisão e David Luiz entendem-se às mil maravilhas e na frente Cardozo sabe o que melhor sabe, fazer golos. Além destes, o Benfica dispõe de banco, coisa rara nas últimas temporadas, em que qualquer posição poderá ser corrigida por Jesus sem grandes problemas.
Das contratações falhadas até ao momento, porque o Benfica também as tem, Keirrison tem sido a mais evidente. Posso dizer que já tinha visto este jogador ex-Palmeiras jogar e sei reconhecer que pode e deve dar muito mais. Outro, que por sinal até já partiu (Cruzeiro) foi o lateral-direito Patric. Escondido por Maxi e Rubén Amorim (2ª opção) poucas hipóteses teria de alinhar, mas pelo que deu a ver, fará-lhe bem rodar nesse bom clube brasileiro.

O Sporting, pois bem os leões são um caso de estudo. Mantiveram Paulo Bento que vai para sua quinta temporada na condição de treinador principal, sendo a equipa 90 por cento dos mesmos que tem garantido o segundo lugar da Liga Portuguesa e consequente apuramento para a Liga dos Campeões. Este ano com as modificações na prova milionária, o Sporting teve que começar bem cedo as partidas a doer, porque os testes a "brincar" foram um desastre. Passaram o Twente a custo e cairam em Florença, numa eliminatória que mereciam quanto a mim passar.
No campeonato conseguiram adormecer e enervar os seus adeptos com exibições... não devia dizer...miseráveis e bastou Liedson acordar para os golos, nesta última semana, para a esperança e critíca baixarem um pouco a guarda. Se o 31 resolve, normalmente ganham, quando fica em branco é o Deus me valha.
E o que dizer dos investimentos em Matías Fernández, Felipe Caicedo e Miguel Ángel Angulo até ao momento? Alguém deu conta que eles são realmente reforços? Eu, para já não vi nada neles que a prata da casa não possa solucionar. De todos os jogadores até ao momento mais evoluiram foi Miguel Veloso. Esperamos, para bem do clube e da selecção, que seja o grande ano do "puto" dos penteados diários. Tem futebol para isso, só precisa de cabecinha.
Quanto ao Paulo Bento, é notório o desgaste de imagem do treinador leonino. Sobre isto, costumo perguntar a bons amigos sportinguistas: - sabendo que estão sem dinheiro, arranjavam alguém melhor que fizesse o que Paulo Bento tem feito. Jogar com miúdos e conseguir 2 Taças de Portugal e 3 presenças na Liga dos Campeões?
Restantes formações
Quanto às restantes equipas, não tem nenhuma que me tenha deixado muito efusivo. Talvez o Olhanense, equipa de Jorge Costa que conta com muitos miúdos da Selecção de Portugal sub-21 e joga um futebol atrevido e atraente. Depois temos o Nacional, Marítimo e Vitória de Guimarães que deverão chegar ao Natal mais próximos dos seus pergaminhos, ou seja, pelos lugares de acesso às competições europeias.
Para a despedida deixo aqui a minha posta sobre 5 lances polémicos desta última quinta jornada.
1- Alan do Braga é derrubado pelo Álvaro Pereira - devia ser penálti
2- Hulk do FC Porto é travado pelo João Pereira - penálti forçado - esteve bem não assinalar.
3- Aimar entra na àrea e Mamadou Tall (Leiria) corta de forma acrobática em cima do argentino. Foi jogo perigoso, logo penálti.. mostrei este lance a alguns amigos estrangeiros e foram da opinião que é falta.
4- Miguel Garcia (Olhanense) toca a bola com a mão, depois desta ter batido no poste. para mim penálti. Mas lá fica o critério da aclamada intencionalidade.
5- Anselmo (Olhanense) corta a bola a remate de Liedson. Eu digo, se Anselmo fosse ET, poderia ser penálti. Ridículo, a bola bate no peito, não deveria haver penálti nenhum. Erro de compensação pelo lance de M. Garcia.
Sondagem Desportugal: Melhor contratação da Liga Portuguesa 2009/2010

Quadro de jogos da 3ª eliminatória da Taça de Portugal 2009/2010
Monsanto - Benfica
FC Porto - Sertanense
Sporting - Penafiel
Vieira - vencedor do Mafra - Estrela da Amadora
Lordelo - Machico
Tondela - Oliveirense
Guinfães - Pescadores Costa da Caparica
Académica - Portimonense
Paços de Ferreira - Aljustrelense
Leixões - Casa Pia
Merelinense - União de Leiria
União da Madeira - Alcains
Cruzado Canicense - Vigor da Mocidade
Leça - Desportivo de Chaves
Fátima - Vila Meã
Santa Clara - Marítimo
Beira Mar - Torre de Moncorvo
Oeiras - Operário
Camacha - Paredes
Belenenses - Oriental
Vitória de Guimarães - Feirense
Naval - Padroense
Sintrense - Pinhalnovense
Rio Ave - Esmoriz
Varzim - Nacional
Valenciano - Olhanense
União da Serra - Coimbrões
Atlético Clube Portugal - Vitória de Setúbal
Sporting da Covilhã - Sporting de Braga
Tirsense - Oliveira do Bairro
Freamunde - Carregado
Gil Vicente - Nelas
Os jogos estão marcados para o fim-de-semana de 17 e 18 de Outubro de 2009.
Resultados da 5ª jornada da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2009/2010
Sp. Braga - FC Porto, 1-0 (Alan 69')
União Leiria - Benfica, 1-2 (David Luiz 18' p.b.; Saviola 5', Cardozo 79' g.p.)
Sporting - Olhanense, 3-2 (Carriço 35', João Moutinho 42' g.p., Vukcevic 87'; Rabiola 9', Castro 19')
Nacional - Marítimo, 2-1 (Edgar Silva, 35' e 77'; Djalma 57')
Naval - Vitória Setúbal, 0-1 (Kazmierczak 27')
Académica - Belenenses, 1-1 (Miguel Pedro 4'; Diakité 60')
Paços Ferreira - Rio Ave, 1-1 (William 84' g.p.; Adriano 79')
Leixões - Vitória Guimarães, 3-1 (Laranjeiro 18' g.p., Pouga 48', Zé Manuel, 94'; Nuno Assis 31')
Classificação final da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2009/2010

Vídeo
Sp. Braga 1-0 FC Porto
Alan 69'
União Leiria 1-2 Benfica
Saviola 5'
David Luiz 18' p.b.
Cardozo 79'
Sporting 3-2 Olhanense
Rabiola 9'
Castro 19'
Carriço 35'
João Moutinho 42'
Vukcevic 87'

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terça-feira, 21 de abril de 2009
Liga Portuguesa: 25ª jornada - Triunfo do Sporting não desmoralizou FC Porto. Benfica regressou às goleadas

Quando faltam 5 jornadas para o fim, o Porto segue na rota do Tetra com 4 pontos de vantagem sobre o Sporting, e estes, 4 pontos sobre o Benfica. O FC Porto segue invencível há 18 jogos consecutivos, tendo conseguido nas últimas seis jornadas apenas triunfos. A última derrota dos dragões no campeonato, já data de 1/Nov de 2008 na Figueira da Foz. O Sporting no 2ª lugar, acomula 5 vitórias seguidas, apenas interrompida com o empate no Dragão. O último desaire dos leões, foi em casa, frente ao Sp. Braga a 2 Fev/ de 2009. Já o Benfica (3ª classificado) não consegue fazer nesta segunda volta 3 vitória seguidas. Aliás, os encarnados perderam a rota do título, quando ainda estavam a 2 pontos do Porto, na derrota na Luz a 14/Mar/2009 com o Vitória de Guimarães. A 11/Abril com a Académica, nova derrota e o adeus ao título.
Já na parte final da tabela, está ciente que Trofense, Rio Ave, Belenenses e Vitória de Setúbal terão a ingrata tarefa de fugir aos 2 lugares de despromoção à Liga de Honra. De momento, sadinos e trofenses são aquelas que apresentam maiores fragilidades. Já o Belenenses, pelo contrário, tem somado importantes pontos, aproveitando o facto casa e somando o pontinho fora.
Quanto às equipas que somam 27 pontos, não acredito que entrem nesta luta, apesar de continuar a achar que o Estrela da Amadora vai garantir a manutenção no relvado e a despromoção na secretária por falta de cumprimentos fiscais e salariais. Desculpem os tricolores, mas não tenho razões para acreditar de momento noutra solução. Ainda referente ao Estrela (o clube falido) e apenas 200 pessoas no Estádio da Reboleira com o Paços! Estão à espera de que, milagres ?!!
Voltando à jornada, o FC Porto somou mais três pontos rumo à imparável caminhada para a conquista do título, passando com distinção o exame de Coimbra, sucesso carimbado por três golos sem resposta, todos marcados na segunda parte. A Académica soube montar uma boa teia defensiva, apostando num meio-campo muito concentrado e em constante apoio do seu quarteto defensivo, espreitando o contra-ataque através dos lançamentos longos de William Tiero e Nuno Piloto para Carlos Saleiro e Lito. Uma estratégia que foi enervando os dragões, que chegaram ao intervalo com um nulo, resultado que reflecte as poucas oportunidades criadas neste período – a mais flagrante foi interpretada por Cristián Rodríguez que, aos 19 minutos, surgiu isolado diante de Peskovic e rematou para boa defesa do guarda-redes da Académica.
Já perto do intervalo ocorreu o caso do jogo. William Tiero marca um livre directo à entrada da área do Porto e o médio Raul Meireles desvia a trajectória da bola com a mão. Penálti claríssimo que Benquerença ignorou. E foi um Porto transfigurado, mais veloz e agressivo, que acabou por mudar o rumo da partida na segunda metade. O jogo ficou resolvido em apenas um minuto (entre os 57' e 58'), altura em que os dragões marcaram dois golos. Primeiro com uma oportuna cabeçada de Rolando; logo de seguida através de uma grande penalidade convertida por Lisandro López, a sancionar derrube cometido por Amoreirinha dentro da área. Aqui, Benquerença não hesitou e... acertou. A perder por 0-2, Domingos Paciência mexeu na equipa – entraram Licá e Éder para os lugares de Saleiro e Tiero –, mas o cariz do encontro não se alterou. A turma de Coimbra soltou as amarras, abriu mais o seu jogo, proporcionando aos rápidos avançados portistas mais espaço para as suas perigosas arrancadas. E foi já nos descontos que o FC Porto fez o 0-3, num remate imparável de Mariano, que surgiu isolado após passe mortífero de Hulk, castigando ainda mais a Académica.

O Benfica venceu o Vitória de Setúbal por 0-4 e continua a sonhar com o segundo lugar, pois mantém a diferença de quatro pontos em relação ao Sporting. Apesar da derrota, o Vitória de Setúbal mantém- se dois pontos acima da linha de água. Foi um jogo muito tranquilo para os encarnados, com Nuno Gomes e Cardozo a marcarem dois golos cada. Foi um passeio bastante agradável à beira Sado para a equipa de Quique Flores. Depois da traumatizante derrota caseira com a Académica, nada melhor do que um adversário muito tenrinho, que vive grandes problemas financeiros.
E se na viagem à Amadora para defrontar o Estrela os encarnados tiveram grande oposição, no domingo quase parecia que jogavam sozinhos. O início de jogo do Benfica foi frouxo e não prometeu nada de bom. No entanto, tal como na Reboleira, as águias marcaram nas duas primeiras oportunidades de que dispuseram. O último quarto-de-hora do primeiro tempo parecia uma sessão de treino de situações de ataque, sem a oposição dos defesas, no centro de estágio do Seixal. Reyes fazia o que queria na direita, agradecendo a verdura de Michel, e Cardozo aproveitou para marcar mais um golo, embora pareça ter feito falta sobre Hugo no início da jogada. No entanto, não houve apenas demérito dos setubalenses, pois o Benfica voltou a jogar bem, à semelhança do que sucedeu com a Académica. Mas desta vez as bolas entraram. E como um azar nunca vem só, o Vitória perdeu depois Elias e Hugo, devido a lesões.
Após o intervalo, o ritmo de jogo desceu. Quique Flores também contribuiu para essa situação, ao tirar Reyes logo aos 57 minutos. O extremo espanhol era dos poucos que conseguia dar animação ao encontro. O motivo de maior interesse prendeu-se com a estreia de Brigues, um jogador com idade de júnior que trouxe algum colorido ao jogo e que até obrigou Quim a grande defesa. O Benfica voltou depois a acelerar um pouco e não tardou em chegar ao quarto golo, de novo por Nuno Gomes, a concluir uma assitência de Di María. O jovem argentino entrou bem e teve algumas boas iniciativas pelo flanco esquerdo, das quais poderiam ter resultado ainda mais golos de Nuno Gomes e Cardozo. A repetição dos 0-6 ao Marítimo esteve próxima, por sinal próxomo adversário na Luz.

No sábado, o Sporting ainda esteve a perder no Estádio Afonso Henriques frente ao Vitória, mas dois golos nos últimos nove minutos, da autoria de Derlei e Liedson, operaram a reviravolta no marcador (1-2). A primeira parte da partida de Guimarães foi muito equilibrada, sendo que esse cenário reflectiu-se na perfeição nas oportunidades de golo. Nilson negou o golo a Liedson aos 24 minutos, defendendo por instinto o disparo do dianteiro leonino, enquanto Rui Patrício também revelou toda a sua qualidade ao parar o remate com selo de golo de Roberto. Miguel Veloso ainda acertou no poste aos 43 minutos, na sequência de um forte remate de pé esquerdo e a verdade é que os visitantes conseguiram mesmo introduzir a bola na baliza do Guimarães por intermédio de Daniel Carriço, mas o lance foi invalidado por jogo perigoso do defesa do Sporting.
A segunda parte revelou a mesma intensidade e o golo acabou mesmo por surgiu aos 56 minutos, por sinal para a equipa da casa. Marquinho cruzou para a área do Sporting, com Roberto a deixar para trás os seus dois marcadores directos e a cabecear sem hipóteses para o guardião Rui Patrício. O Sporting tentou tudo para impedir a derrota e foi mesmo premiado por esse esforço aos 81 minutos, quando um livre na esquerda do recém-entrado Ronny proporcionou o cabeceamento certeiro de Derlei. O empate parecia ir prevalecer até final, mas Liedson teve a última palavra aos 89 minutos, revelando todo o seu oportunismo e decidindo a contenda. O Sporting segue na luta pelo título.
Nos outros jogos, os "europeus" Nacional da Madeira e Braga empataram a uma bola. Os bracarenses adiantaram-se no marcador ainda na primeira parte, na sequência de uma grande penalidade convertida por Luis Aguiar, respondendo o Nacional na etapa complementar, através do melhor marcador do campeonato, Nenê. O Nacional continua, assim, no quarto lugar, com 43 pontos, mais um que o seu adversário
Resultados da 25ª jornada da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2008/2009
Vitória Guimarães - Sporting, 1-2 (Roberto 56; Derlei 81' e Liedson 89')
Vitória Setúbal - Benfica, 0-4 (Nuno Gomes 26' e 71' e Cardozo 28' e 47')
Académica - FC Porto, 0-3 (Rolando 57', Lisandro 60' g.p. e Mariano 95')
Naval - Leixões, 1-0 (Paulão 18')
Rio Ave - Trofense, 2-1 (Yazalde 28' e Fábio Coentrão 34'; Tiago Pinto 69')
Maritimo - Belenenses, 1-1 (Vítor Júnior 55' e Marcelo 49')
Nacional - Sp. Braga, 1-1 (Nené 61'; Luís Aguiar 35' g.p.)
Estrela Amadora - Paços Ferreira, 0-2 (Fernando Alexandre 35' p.b. e Rui Miguel 39')
Classificação da Liga Portuguesa (Liga Sagres) 2008/2009

Vídeos
Vitória Setúbal 0-4 Benfica
Nuno Gomes 26' e 71'
Cardozo 28' e 47'
Académica 0-3 FC Porto
Rolando 57'
Lisandro 60'
Mariano 95'
Vitória Guimarães 1-2 Sporting
Roberto 56
Derlei 81'
Liedson 89'

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domingo, 12 de abril de 2009
Liga Portuguesa: 24ª jornada - Luta pelo título para FC Porto e Sporting. Benfica perdeu novamente na Luz

O Benfica espalhou-se ao comprido nas suas ambições quanto ao título pela Liga Portuguesa ao perder no Estádio da Luz com a Académica por 0-1. Este foi o dado mais relevante desta 24ª jornada, quando faltam seis para o fim. O FC Porto e o Sporting cumpriram com as suas obrigações frente ao Estrela da Amadora e Naval respectivamente, deixando em aberto uma luta final a dois pelo trófeu máximo do futebol português. Sobre este ponto (troféu), saliente-se o facto da delegação da L.P.F. ter entregue finalmente as Taças de campeão nacional 2006/2007 e 2007/2008 ao Porto! O atraso foi somente de 21 meses! Pelo que tenho ouvido e lido, esta foi a última vez que esta situação ocorrerá, sendo a cerimónia (já esta época) feita logo na semana seguinte, conhecido o vencedor. No caso de apenas ser encontrado o campeão na última jornada, o troféu será atribuido na época seguinte ao primeiro jogo (Liga) realizado em casa.
Começando a abordagem do jogo na Luz, muitos remates e muitas oportunidades do Benfica não chegaram para derrotar uma Académica que conseguiu uma proeza inédita, de em duas épocas consecutivas ter derrotado as àguias no seu estádio. Parecia que a enorme desaire da época passada (0-3) iria ser vingada, que a paupérrima exibição da semana anterior, na Amadora, fora definitivamente esquecida. Parecia, mas não foi. Na primeira vez que a Académica chegou à área benfiquista ganhou um canto. Na sequência deste (aos 23 minutos), ocasionado por um erro de Miguel Vitor, Tiero surgiu solto, à entrada da pequena área, e cabeceou para o golo. A Académica marcava no primeiro remate. Depois foi ver a briosa recuar praticamente até final do jogo na tentativa de segurar a vantagem. Antes, já o Benfica podia, por duas vezes, ter chegado à vantagem. Cardozo, após solicitação de Aimar, e David Luiz, dando seguimento a uma boa triangulação com Cardozo e Reyes, falharam o mais fácil.
O Benfica, que Quique Flores queria vingativo, para fazer esquecer as últimas exibições pouco ou nada convincentes, repetiu uma série de erros recentes. Aimar, a jogar a extremo esquerdo, apenas disfarça; Reyes, quase sempre pela direita, andou na maior parte do tempo a despejar bolas para a área; Carlos Martins, na posição de criador, quase só criou irritação entre os adeptos. Não surpreendeu, pois, que aos 40’ já se escutassem enormes vaias para uma equipa que tinha dois avançados, Nuno Gomes e Cardozo, mas que não possuía quem lhes desse bolas jogáveis. Depois, quando a corrida desenfreada, o bombear de bolas para a área de Peskovic, dava resultado, era a pontaria a trair os anseios dos benfiquistas. Foi assim que Aimar, sozinho, conseguiu acertar na barra.
A segunda parte teve, praticamente, um só sentido: a baliza de Peskovic. Em avalanches com mais desespero do que lucidez, os benfiquistas lançaram-se em busca dos golos e, nos primeiros 15 minutos já haviam disposto de quatro ocasiões para marcar. Mas não o fizeram. Primeiro porque Cardozo acertou no poste. Depois, David Luiz voltou a repetir a falha clamorosa do primeiro tempo e, desta feita, permitiu a defesa do guarda-redes. A seguir, foi Aimar a falhar e, não fora uma decisão errada do árbitro no lance imediato, e o argentino teria mesmo marcado de cabeça e na sequência de um canto.
A saída de Nuno Gomes para a entrada de Di María visou trazer mais velocidade ao jogo. A entrada do extremo argentino pareceu confundir os conimbricenses que, quase de imediato, viram o lateral esquerdo Hélder Cabral ser mal expulso na sequência de um segundo amarelo. Os mais de 27 mil espectadores empolgaram-se com a entrada do “milagreiro” Mantorras. A Académica quase não respirava, mas estava apenas a dez minutos de repetir a vitória da época passada e de aumentar para o quatro o número de jogos consecutivos sem perder. Peskovic defendeu como podia e quando já ninguém acreditava no Benfica, Mantorras quase fazia o empate de cabeça. Mas não fez. O Benfica não concretizou os sucessivos lances que criou, de bola parada e corrida, e isso intranquilizou o seu jogo. Os jogadores sentiram a enorme pressão sobre o treinador e a equipa, faltou alguma sorte mas sobretudo sangue frio na finalização.
Só para finalizar o capitulo Benfica, reparem nas observações divergentes dos ex-àrbitros portugueses em baixo (artigo do Jornal "O Jogo"), acerca da questão do golo anulado do Benfica.
Se nem a ver pela TV conseguem ter uma opinião coerente como é que a arbitragem pode andar bem?!!!
É bem anulado o golo ao Benfica, marcado por Aimar? Há mesmo falta sobre Peskovic?
Jorge Coroado
Nem de perto nem de longe. Foi o guarda-redes da Académica quem cometeu falta sobre Nuno Gomes. Não sendo golo, seria grande penalidade. Visão distorcida do árbitro; precipitou-se, baralhou-se e deu uma imagem negativa.
Rosa Santos
O golo é anulado porque Nuno Gomes impediu que o guarda-redes da Académica fosse disputar a bola (fez obstrução). Como tal, o árbitro fez muito bem em ter interrompido o jogo. Em resumo, a decisão é acertada.
António Rola
Foi um golo muito mal anulado. Neste lance, o árbitro cometeu dois erros: primeiro, o guarda-redes da Académica faz falta sobre Nuno Gomes, pois empurrou-o pelas costas; depois, Aimar obteve um golo de forma completamente limpa. Falta de categoria do árbitro madeirense para dirigir jogos deste nível.

Em noite de entrega de troféus atrasados, o FC Porto exibiu-se em bom plano frente ao faminto Estrela da Amadora (não recebe ordenados há quase 8 meses!), principalmente na segunda parte, e somou mais 3 pontos que garantem a manutenção de 4 pontos de vantagem para o Sporting antes da recepção ao Manchester United. Bruno Alves abriu o activo aos 29 minutos, na marcação de um livre directo, para depois Farías bisar aos 58 e 65, fechando o 3-0 final.
Os portistas iniciaram a partida com um onze diferente do habitual apenas do meio campo para a frente, já que Jesualdo Ferreira manteve o quarteto defensivo composto por Sapunaru, Bruno Alves, Rolando e Cissokho. Madrid surgiu na posição mais recuado do meio campo, onde fez companhia a Lucho e Raul Meireles, e o ataque estava entregue a Mariano, Farías e Roddríguez. Desde cedo o Porto assumiu o controlo do jogo, na procura do golo que desse alguma tranquilidade e permitisse alguma gestão tendo em conta o encontro de quarta-feira para a Champions. No entanto o futebol praticado na primeira metade por parte do Porto foi demasiado lento, com o Estrela a conseguir afastar o perigo da sua área, ensaiando até algumas boas jogadas de ataque. Neste cenário surgiu em bom momento para o FC Porto mais um livre para Bruno Alves aos 29 minutos, com o central a mostrar credenciais neste tipo de lances, inaugurando o marcador com um belo remate junto ao poste direito da baliza de Nélson. Até ao intervalo poucos foram os motivos de interesse, com o resultado a manter-se inalterado, altura que Jesualdo Ferreira aproveitou para fazer descansar Rodríguez entrando para o seu lugar Hulk e Guarín para o lugar de Raul Meireles.

Na segunda parte, o jogo nunca mais foi o mesmo. O Estrela, apesar de todo o esforço, nunca conseguiu praticar o futebol que tinha mostrado na primeira metade, em que atacava com velocidade e mostrava uma segurança defensiva apreciável. A partida como que passou a ser quase de sentido único: a baliza de Filipe Mendes que entrou para o lugar do lesionado Nélson e o resultado aumentou naturalmente. Um lance de Hulk em velocidade pela direita e um cruzamento perfeito serviu para Farías encostar para o fundo da baliza. Antes, Lucho esteve perto de marcar (48’) e, aos 55’, o árbitro da partida perdoou uma grande penalidade cometida sobre Mariano. O terceiro golo surgiu com toda a naturalidade. Aos 65’, num cruzamento de Bruno Alves, o argentino a antecipou-se aos centrais e guarda-redes, cabeceando para o fundo da baliza. Depois, o FC Porto limitou-se a gerir o resultado e Jesualdo Ferreira aproveitou para fazer descansar finalmente Lucho. É que a Liga dos Campeões é o próximo objectivo.

Mais uma vez, um Sporting regular no final da época, à imagem das temporadas anteriores, com um triunfo por 3-1 sobre a Naval em Alvalade, resultado feito ainda na primeira, numa partida sem grandes atractivos mas que permitiu aos leões a manutenção do segundo lugar da classificação e ainda poder sonhar com o título. Pereirinha e Liedson (bisou) fizeram os golos leonino, enquanto Marcelinho a assinar o tento visitante.
Numa partida controlada quase na totalidade pela equipa de Paulo Bento, a primeira parte ficou marcada pelos erros defensivos de ambas as partes, aproveitados para fazer mexer o marcador. Aos 14 minutos Liedson beneficiou de uma escorregadela de Baradji para ganhar espaço e servir com conta, peso e medida Pereirinha no coração da área, que não perdoou inaugurando o marcador. A Naval reagiu quase de imediato, com Marinho a aproveitar um mau passe de Miguel Veloso (muito assobiado no primeiro tempo pelos adeptos leoninos) e a descobrir Marcelinho, que isolado diante de Rui Patrício restabeleceu a igualdade.
O Sporting voltava à estaca zero e pariu em busca de novo golo, que aconteceu aos 27 minutos, quando Liedson de cabeça fez o 16º tento na Liga Sagres, depois de um livre apontado por João Moutinho. Apesar da superioridade exibida em campo pela equipa leonina, a Naval demonstrava que podia ainda discutir o resultado, que chegava ao intervalo com vantagem para o Sporting.
A segunda parte manteve a toada da primeira parte, com o Sporting a assumir as despesas do jogo, mas com a Naval sempre organizada e na procura do golo no contra-ataque. No entanto, as jogadas de perigo apenas surgiram na baliza de Peiser, já que o ataque da Naval mostrava menor produção, e o terceiro golo do Sporting começava a justificar-se. Derlei falhou uma clamorosa oportunidade de golo aos 76 minutos após um belo cruzamento de Moutinho, mas os últimos 10 minutos foram marcados por uma subida de rendimento da Naval, que chegou por algumas vezes com perigo à baliza leonina. Apesar de algum nervosismo dos adeptos face à magra vantagem, os jogadores do Sporting mantiveram a partida sob controlo e chegaram mesmo ao terceiro golo no último lance do jogo. Izmailov rematou forte fora da área, Peiser não segurou a bola e Liedson aproveitou para bisar no jogo. O Sporting somou a quarta vitória consecutiva na Liga Portuguesa e afastou-se do Benfica na luta pelo segundo lugar, mantendo os mesmo 4 pontos de desvantagem para o líder Porto.
Nos outros jogos, destaque para a vitória do Belenenses sobre o Setúbal, triunfo que permitiu aos do Restelo afastar-se à condição da zona de despromoção. Preocupante ficou a situação do Rio ave ao perder em Matosinhos. Aliás do 11ª lugar até ao último, muitos cabelos brancos terão pela manutenção. Quanto à luta pela Europa, tudo em aberto desde o 4ª lugar ocupado pelo Braga até ao 7ª lugar do Marítimo.
Resultados da 24ª jornada da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2008/2009
FC Porto - Estrela Amadora, 3-0 (Bruno Alves 29' e Farías 58' e 65')
Benfica - Académica, 0-1 (Tiero 23')
Sporting - Naval, 3-1 (Pereirinha 13' e Liedson 27' e 94'; Marcelinho 16')
Belenenses - Vitória Setúbal, 2-1 (Saulo 6' e 12'; Michel 86')
Leixões - Rio Ave, 1-0 (Diogo Valente 48')
Sp. Braga - Marítimo, 1-1 (Luís Aguiar 35' g.p.; Bruno 42' g.p.)
Paços Ferreira - Vitória Guimarães, 1-1 (Cristiano 77'; Roberto 48')
Trofense - Nacional, 2ªfeira
Classificação da Liga Portuguesa (Liga Sagres) 2008/2009

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FC Porto 3-0 Estrela Amadora
Bruno Alves 29'
Farías 58' e 65'
Benfica 0-1 Académica
Tiero 23'
Sporting 3-1 Naval
Pereirinha 13'
Marcelinho 16'
Liedson 27' e 94'

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segunda-feira, 23 de março de 2009
Benfica vence Sporting e conquista Taça da Liga 2008/2009 com muita polémica

Costuma-se dizer: "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita!" e foi assim a trajectória da Taça da Liga 2008/2009, marcada pela enorme pólemica. Alheio a esses problemas, esteve o Benfica que no estádio do Algarve levantou o troféu pela primeira vez na sua história ao bater o Sporting na marcação de grandes penalidades.
Verdade seja dita, os encarnados foram beneficiados numa decisão completamente inventada pelo árbitro Lucílio Baptista, a 15 minutos do fim, quando castigou Pedro Silva, por mão na bola (que não existe) assinalando penálti que daria o empate a uma bola. No final dos 90 minutos e sem influências externas, o jogo resolveu-se na lotaria das grandes penalidades, e ai, o guarda-redes benfiquista Quim foi herói ao defender 3 remates dos leões.

No lotado estádio do Algarve, Benfica e Sporting protagonizaram um dérbi a sério - com muita emoção dentro e fora do relvado, juntando-se uma dose de indisciplina e excessiva dureza. O àrbitro acabou por ser o elo mais fraco, o que é sempre negativo quando para mais, este encontro era de caracter decisivo. Os primeiros 25 minutos foram muito bem disputados. Jogo aberto e com a bola sempre em movimento pelos dois meio-campos. Logo aos quatro minutos, Nuno Gomes muito bem solicitado por Pablo Aimar em jogada de contra-ataque, surge isolado diante de Tiago, mas o guardião sportinguista fez uma mancha irrepreensível. Fracasso de Nuno Gomes e óbvio mérito de Tiago. O equilíbrio manteve-se durante toda a primeira parte, cm Rui Amorim a marcar individualmente João Moutinho, numa estratégia que visou diminuir a grande influência do capitão sportinguista. Uma decisão estratégica de Quique Flores que apenas resulstou em termos defensivos.

Na segunda parte, os leões surgiram mais rápidos e acutilantes e inauguraram o marcador aos 48 minutos. Toque de calcanhar de Vukcevic a desmarcar e isolar Liedson, com o levezinho a rematar ao poste e Pereirinha a carimbar o golo numa oportuna recarga. O Sporting festejou e controlou o jogo até ao fatal minuto 73. Foi o mesmo momento em que Lucílio Baptista teve uma crise ocular e marcou indelevelmente o decorrer do jogo. O lateral direiro brasileiro Pedro Silva, muito nervoso, ou pior, completamente passado dos carretes, deu uma peitada no àrbitro quando este lhe mostrava o segundo cartão amarelo e respectivo vermelho.
O jogo perdeu interesse e espectacularidade com muita picardia à mistura. O duelo foi para desempate nas grandes penalidades e nesse momento Quim guardou o templo benfiquista ao defender e muito bem três remates de Rochemback, Derlei e Postiga.
O Benfica pode não ter salvado a época, mas pelo menos conquistou um troféu, mérito desportivo que já não sucedia há 3 anos. Quanto a Paulo Bento desperdiçou a segunda oportunidade de vencer uma final da Taça da Liga. Perdido há um ano neste mesmo estádio para o Vitória de Setúbal, também nas grandes penalidades, o troféu promete tornar-se maldito para os “leões.
Nota muito deselegante, para Pedro Silva, no decorrer da entrega das medalhas, com este a atirar (que nem lançador olímpico do disco) a sua medalha do pódio. Outro dado triste para os adeptos de futebol e do Benfica é que Suazo terminou por esta época. Sofreu uma lesão meniscal no joelho esquerdo e vai se operado, estando de parte jogar mais esta temporada.
Parabéns à organização (Carlberg), que tal como no ano passado, soube promover a final dignamente, captando apenas os intervinientes.
Fotos da festa do Benfica na final da Taça da Liga 2008/2009







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Benfica 1-1 (3-2 gp) Sporting
Pereirinha
Reyes
Pedro Silva dá peitada em Lucilio Baptista
Pedro Silva atira a medalha ao chão

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segunda-feira, 16 de março de 2009
Liga Portuguesa: 22ª jornada - FC Porto descola do Benfica que perdeu na Luz. Sporting sobe ao 2ª lugar

Numa jornada em que os grandes jogaram em casa, o Benfica foi o único a vacilar, arriscando seriamente a luta pelo título, quando faltam 8 jornadas para o fim. Mesmo sem o desgaste dos seus rivais, que tiveram jogos europeus, os encarnados deram um pobre espectáculo aos seus quase 50 mil adeptos presentes na Luz.
O Benfica já tinha jogado quatro vezes esta temporada com o Vitória de Guimarães e o saldo era cem por cento vitorioso. Mas à quinta os homens de Manuel Cajuda não perdoaram e venceram na Luz. Uma derrota (a primeira esta época em casa para a Liga Sagres). O Benfica foi uma equipa demasiado previsível que viveu na primeira parte dos rasgos de Di María e Reyes. E com Aimar apagado, a tarefa de Manuel Cajuda ficou facilitada – o treinador vimaranense, benfiquista desde pequenino, venceu sábado pela primeira vez na sua carreira de 22 anos na Luz.
Os vimaranenses já tinham deixado o aviso nos últimos 10 minutos da primeira parte, altura em que começaram a perceber que afinal esta águia não tinha assim tantos argumentos. Na segunda parte, em vez de tirar um médio defensivo, Quique trocou um avançado (Cardozo) por outro (Nuno Gomes). E mesmo com dois homens no meio-campo o Vitória chegou ao golo, num grande lance de Marquinho finalizado por Roberto. O Benfica lá acordou nos últimos minutos, mas Nilsson não facilitou na baliza do Vitória. Estava consumada a primeira derrota na Luz para o campeonato. E o título ficou mais longe.

O FC Porto reforçou a liderança com o regresso às vitórias no Dragão, depois dos empates com o Sporting e Atlético de Madrid. Os portistas venceram com alguma facilidade a Naval, por 2-0, e estão agora mais perto do título. É que a derrota do Benfica deixou as águias a cinco pontos e mesmo o Sporting, segundo classificado, está a quatro. Sem Fernando nem Hulk, Jesualdo devolveu Lisandro à posição de pivô do ataque, colocou Mariano à direita e apostou em Andrés Madrid para a posição de trinco, mantendo, de resto, a estrutura habitual. Do outro lado, o treinador Ulisses Morais voltou ao banco após duas jornadas de ausência por... lesão.
E no onze promoveu duas mudanças, com as entradas do médio Alex Hauw e do avançado Marcelinho. O jogo, apesar da perdida incrível de Rodríguez logo aos 3', até começou equilibrado, com os figueirenses a conquistarem o primeiro canto. Helton foi chamado a intervir por duas vezes. Mas os dragões, com Mariano em grande pela direita e Rodríguez a desequilibrar pela esquerda, facilmente assumiram o controlo. A Naval encolheu-se e o golo portista adivinhava-se. Aconteceu à meia hora, num tango de Mariano à entrada da área. Os figueirenses não souberam reagir e os portistas insistaram na procura do segundo golo, que Lucho falhou de forma incrível à beira do intervalo após lance de Rodríguez.
Para a segunda parte, Ulisses Morais apostou em Baradji e Dudu, para tentar controlar Mariano e as subidas de Cissokho. Não resultou e a Naval, embora com uma ligeira melhoria, não conseguiu discutir o jogo. O FC Porto não facilitou, manteve Peiser sob fogo e, aos 69', praticamente sentenciou a partida, por Lucho, com preciosa ajuda de Mariano. A Naval, a espaços, ainda criou alguns lances, mas sem conseguir verdadeiro perigo para Helton, que se manteve quase como espectador privilegiado. Os dragões, com os três pontos garantidos, baixaram o ritmo e controlaram a partida até final. E agora há duas semanas de paragem para os líderes, que na próxima jornada visitam Guimarães.

O Sporting deu sábado um pontapé na crise ao receber e vencer o Rio Ave em Alvalade, por 2-0. Um triunfo assegurado ainda antes do intervalo com golos de Moutinho e Rochemback e que permite à equipa de Paulo Bento, depois da vergonhosa despedida da Liga dos Campeões em Munique, renascer no campeonato nacional e subir ao segundo lugar, aproveitando da melhor forma a derrota do Benfica. O médio brasileiro, que vinha de lesão, voltou à equipa com vontade de marcar a diferença face à noite negra de Munique, onde não esteve. De resto, Derlei voltou a ter a companhia de Liedson e Polga a de Carriço, com Izmailov a entrar também para a direita.
Do outro lado, Carlos Brito, a fazer o jogo 200 à frente do Rio Ave, jogou à defesa e foi castigado. Já a saber da derrota do Benfica e ávidos por apagar da memória recente Munique, os leões, que sentiram o apoio das claques desde o início, tentaram desde logo tomar conta do jogo. Mas esbarraram numa teia apertada dos vilacondenses, que não permitiam grande espaço e procuravam, por outro lado, saídas rápidas para o contra-ataque, especialmente através de Yazalde. O Sporting, porém, era quem mais procurava a baliza contrária e foi premiado, aos 22', num belo remate do capitão Moutinho.
A pressão sobre a equipa viria a diluir- se por completo após o braço na bola de Bruno Mendes, que lhe custou a expulsão sobre os 45' e valeu a Rochemback o livre para o 2-0. O intervalo passou com... tranquilidade. Com os ânimos incendiados apenas pelo que se passava nas bancadas, a segunda parte revelou um jogo monótono, com o Sporting incapaz de cimentar o triunfo e o Rio Ave de reagir. Gaspar ainda assustou Rui Patrício num canto. Mas o Sporting continuava melhor, embora longe de ser brilhante. As mudanças operadas por Paulo Bento não mexeram com a equipa, onde Moutinho e Carriço eram dos poucos a manter um nível razoável. A vitória recupera alguma moral nas hostes leoninas em vésperas da final da Taça da Liga.
Nos outros jogos, destaque para a vitória do Setúbal na Trofa, deixando os sadinos bastante mais aliviados. Já o Belenenses demora em conseguir os 3 pontos e arrisca-se a cair na Liga de Honra, empatando com o Estrela da Amadora. A equipa tricolor que não vê a côr do dinheiro há meses, dá exemplo de um profissionalismo quase único. Que futuro para este clube?
Em Braga, a equipa de Jesus não teve forças para levar de vencida a Académica, e deu num empate a uma bola. Uma palavra para os dirigentes da Académica: - Será que não podiam ter adiado este jogo? O Braga vem fazendo a melhor campanha europeia de sempre, vinha de um jogo dificil em Paris e joga novamente na 5ª feira com o PSG...
Supreendente foi a goleada do Paços de Ferreira sobre o Leixões por 4-0. Está à vista que os matosinheses quebraram de vez. Na Madeira, o dérbi entre Nacional e Marítimo deu em 1-1. Boa primeira parte, bom futebol e golos bonitos.
Sondagem Desportugal: Quem vencerá a Liga Portuguesa 2008/2009 ?

Conforme tinha avisado durante a semana, aqui fica o resultado do inquérito sobre quem será o campeão nacional. O Benfica leva vantagem sobre o FC Porto, seguido do Sporting. A posição dos clubes tinha sido colocada conforme a última classificação da Liga Portuguesa. Obrigado a todos por ajudarem.
Sondagem Desportugal: Porque não vai ao estádio?

Também o inquérito sobre os porquês de não irem ao estádio do vosso clube, é aqui revelado. Pelos dados, os preços elevados dos bilhetes são o principal motivo da não presença no estádio.
O horário tardio a que passa muitos dos nossos jogos e muitos deles a dias de semana (6ª ou 2ªfeira) condiciona a visita ao campo. Este factor pode ser relacionado com as longas deslocações a que os adeptos são sujeitos, não só pelos custos, como os horários definidos. A TV também acaba por retirar adeptos dos estádios, mas aqui, penso que os últimos 3 pontos poderão ter forte efeito.
Resultados da 22ª jornada da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2008/2009
FC Porto - Naval, 2-0 (Mariano 30', Lucho 68')
Sporting - Rio Ave, 2-0 (Moutinho 22', Rochemback 46')
Benfica - Vitória Guimarães, 0-1 (Roberto 67')
Sp. Braga - Académica, 1-1 (Paulo César 64'; Saleiro 33')
Trofense - Vitória Setúbal, 0-1 (André Marques 28')
Belenenses - Estrela Amadora, 2-2 (Zé Pedro 42', Saulo 63'; Anselmo 12', Celestino 26')
Paços Ferreira - Leixões, 4-0 (André Pinto 45', Ricardo 70', Pedrinha 74' g.p., Carlos Carneiro 88')
Nacional - Marítimo, 1-1 (Juliano 20'; Baba 67')
Classificação da Liga Portuguesa (Liga Sagres) 2008/2009

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FC Porto 2-0 Naval
Mariano 30'
Lucho 68'
Sporting 2-0 Rio Ave
Moutinho 22'
Rochemback 46'
Benfica 0-1 Vitória Guimarães
Roberto 67
Paços de Ferreira 4-0 Leixões (pontapé de bicicleta)
André Pinto

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domingo, 1 de março de 2009
Liga Portuguesa: 20ª jornada - FC Porto e Sporting empatam 0-0 no Dragão e Benfica aproveita

Estavam nas previsões de todos assistirmos a dois grandes jogos de futebol no Dragão e na Luz com os quatro primeiros classificados a defrontarem-se entre si, mas sairam goradas as expectativas quanto a grande espectáculo.
No jogo entre leões e dragões apenas uma jogada de verdadeiro frisson, de resto muito nervo e bastantes quezílias marcaram o último grande clássico para o campeonato desta época na Liga Portuguesa. Na Luz, o jogo também deixou muito a desejar, tirando os últimos 20 minutos quando o Benfica em inferioridade númerica sofreu um golo e teve que se aguentar. Ai pelo menos valeu o público que deu uma grande atmosfera ao jogo, com muito confusão também à mistura.
Com isto tudo, os maiores dividendos vão para o Benfica que estão agora a 2 pontos do FC Porto, deixando o campeonato em aberto quanto ao vencedor. O mesmo serve ao Sporting, que embora esteja a quatro pontos dos dragões mantém objectivos intactos.

FC Porto e Sporting empataram 0-0 no Dragão. As dez rondas até final da Liga vão ser quentinhas! O total de oito minutos (cinco só no primeiro tempo) de descontos do último clássico da época ilustra bem o que se passou no relvado. Ocasiões de golo, apenas duas, uma para cada lado, com a do Sporting a terminar no ferro da baliza de Helton, por Liedson. No início da partida, tinha sido Pereirinha a tirar sobre a linha de golo uma cabeçada de Rodríguez.
Pouco, muito pouco. Jesualdo Ferreira optou por Pedro Emanuel para o lugar de defesa-direito, na única novidade portista, enquanto Paulo Bento remodelou grande parte do onze após o descalabro da Liga dos Campeões. Na defesa apenas sobreviveu Polga e Pereirinha surgiu no meio-campo, empurrando Moutinho para a posição dez, ficando Romagnoli no banco. Longe do fulgor de Madrid, o FC Porto sentia problemas para encontrar espaço entre a bem escalonada linha defensiva contrária. Hulk não conseguia embalar, Lisandro via-se obrigado a procurar terrenos mais recuados e Tiago nunca passou por apertos. Quanto aos leões, entraram cautelosos e só desenvolveram o seu jogo perto do intervalo, quando Liedson acertou no poste.

O espectáculo melhorou qualquer coisita no início da segunda metade, muito por culpa do FC Porto, que reentrou mais dinâmico e a explorar os flancos. Em poucos minutos, Hulk, na direita (onde estava Caneira, pois Grimi saiu lesionado aos 29'), e Rodriguez, na esquerda, fizeram mais do que antes do descanso. Mas o Sporting não demorou a reequilibrar, numa altura em que o FC Porto ficou sem laterais de raiz – Cissokho magoou-se, Pedro Emanuel passou para a esquerda e Tomás Costa entrou para a posição do capitão. A recta final do jogo ficou marcada por mais quezílias e pelo pouco risco que as equipas correram.
A melhor forma de caracterizar este jogo é dividi-lo recorrendo à sua intensidade, que foi muito maior na primeira parte do que na segunda. Nesta, assistimos a um jogo fraco e em que foi visível o cansaço de ambas as equipas. Sem frescura física não há dinâmica nem oportunidades de golo - daí ter-se jogado muito entre as áreas mas pouco dentro delas.
Estranhamente, no caso do FC Porto – vencendo, arrumava quase com o rival e segurava quatro pontos sobre o Benfica –, não tanto para o Sporting, que teve vergonha na cara – recuperou animicamente do desastre europeu – e manteve-se vivo na Liga, ainda que a quatro pontos (são cinco por causa do confronto directo) do topo.

O Benfica tem razões para ficar mais satisfeito, numa altura em que o clube festeja o seu 105.º aniversário, depois da vitória de sexta-feira sobre o Leixões por 2-1. Os homens de Matosinhos não conseguiram repetir os exitos do Dragão e de Alvalade e os encarnados irão tirar vantagens do FC Porto-Sporting desta noite. Quique Flores colocou Rúben Amorim no centro, ao lado de Katsouranis, regressando a uma fórmula que tinha experimentado em alguns períodos dos dois últimos jogos, com Di María do lado direito. O antigo médio do Belenenses deu uma dinâmica de passe que baralhou por completo o tridente de médios do Leixões.
Pablo Aimar também começou o jogo com velocidade e os extremos não paravam quietos. Por isso, o Benfica teve um dos melhores inícios da época. E, apesar de até essa altura não ter criado grandes oportunidades, o golo obtido aos 16' acabou por ser natural, embora fruto de dois erros primários da defesa do Leixões: Laranjeiro deixou fugir Reyes e Élvis, com espaço para fazer um corte limpo, marcou na própria baliza. A vantagem fez os encarnados recuar, permitindo mais jogo aos homens de Matosinhos. Zé Manuel e Diogo Valente começaram finalmente a aparecer, mas apenas com cruzamentos inofensivos.OBenfica procurava agora aproveitar os espaços que se abriam perto de Beto, com Cardozo a fazer de parede para muitas tabelas com os outros homens da frente. Mas só um pontapé de bicicleta de Luisão após canto de Reyes é que assustou Beto.

O início da segunda parte mostrou a pior versão do Benfica. Passes desconexos, zero ideias e bolas sucessivas nos pés dos médios do Leixões. A equipa de José Mota aproveitou e começou a criar mais perigo do que na primeira parte, mas sofreu um rude golpe quando Élvis deixou fugir Cardozo para um cruzamento de pé direito. Nuno Gomes, acabado de entrar, marcou o segundo. Suspirou-se na Luz, com a sensação de que o jogo estava acabado. Mas o golpe de teatro aconteceu pouco depois, quando Carlos Martins se lesionou e o Benfica ficou reduzido a 10, pois já não tinha mais substituições. Rodrigo Silva marcou para o Leixões praticamente na mesma altura, lançando uma tempestade de nervos para os últimos 15 minutos. José Mota e Quique pegavam- se nos bancos, fazendo as câmaras desviarem- se do que se passava em campo. O Benfica, com algum custo, manteve a vantagem até final. Merecida, mas com muito suor.
Nos outros jogos, destacar mais uma vez o Nacional da Madeira, que até esteve a perder frente à Académica, mas conseguiu no final vencer por 3-1. Mas a grande novidade é a iminente transferência de Nené - melhor marcador da Liga com 15 golos (marcou neste jogo), para o Lokomotiv de Moscovo numa transferência a rondar os três milhões de euros. Dententor de 75 por cento do passe, estando os restantes 25 na posse do jogador e do seu empresário, o Nacional faz um négocio e pêras em apenas 6 meses de estadia no nosso futebol.
Em grande esteve o Marítimo, capaz de aplicar a chapa 5 ao Vitória de Setúbal e logo no jogo em que o seu novo treinador, Carlos Carvalhal, reencontrou a ex-equipa. E, para que o entusiasmo não apareça, de referir a agonia do Setúbal, sem Direcção e sem direcção. Sem muito futebol para discutir, refira-se também que o Estrela da Amadora não paga salários, mas é oitavo classificado, e enumere-se o Belenenses e o Rio Ave como exemplos de clubes que trocaram de treinador, mas que continuam afundados na classificação.
Resultados da 20ª jornada da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2008/2009
Benfica - Leixões, 2-1 (Élvis 16' p.b. e Nuno Gomes 67'; Rodrigo 74')
FC Porto - Sporting, 0-0
Marítimo - Vitória Setúbal, 5-1 (Robson 16' p.b., Baba 20', 47' e 59' e Marcinho 67'; Michel 94')
Trofense - Estrela Amadora, 1-1 (Chad 69'; Jardel 10')
Belenenses - Naval, 1-2 (Wender 45'; Godemèche 20' e Gilmar 92')
Nacional - Académica, 3-1 (Nené 31' e Mateus 72' e 89'; Lito 20')
Paços Ferreira - Rio Ave, 2-0 (Leandro Tatu 54' e Rui Miguel 66')
Sp. Braga - Vitória Guimarães, 1-0 (Paulo César 8')
Classificação da Liga Portuguesa (Liga Sagres) 2008/2009

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Benfica 2-1 Leixões
Élvis 16' p.b.
Nuno Gomes 67'
Rodrigo 74'
FC Porto 0-0 Sporting
Sp. Braga 1-0 Vitória Guimarães
Paulo César 8'

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domingo, 22 de fevereiro de 2009
Liga Portuguesa: 19ª jornada - Sporting vence Benfica por 3-2 e relança candidatura ao título. FC Porto lidera agora com mais 4 pontos

A 19ª jornada da Liga Portuguesa agitou os lugares cimeiros da tabela, com o FC Porto a garantir uma vantagem de quatro pontos sobre Benfica e Sporting que mediram forças no Estádio de Alvalade com triunfo a sorrir aos leões. No dérbi lisboeta, ou melhor, no maior clássico do futebol português o Sporting apanhou novamente o "comboio" que lhe perimite lutar com as mesmas forças que os seus rivais. Não esqueçer que para a semana temos um Porto vs Sporting e Benfica vs Leixões que poderá novamente ditar outros cenários de análise para o que (muito) resta do campeonato.

Na maior assistência da época no Estádio de Alvalade, o Benfica chegava com mais três pontos do que o Sporting, o que poderia ser um factor mais a seu favor no desenrolar do jogo. A ansiedade e a maior obrigação de vencer estavam do lado dos leões, e no final de contas, talvez tenham sido fundamentais para levar de vencido o seu grande rival.
O Benfica nos minutos iniciais deu a ideia de uma equipa organizada, tal como no Dragão, apostada na pressão alta, obrigando o Sporting a fazer um jogo mais directo. Simplesmente, à medida que os minutos passaram, graças à mobilidade dos seus avançados, o Sporting começou a criar algumas dificuldades. A boa organização do Benfica, através de linhas curtas, como o tinha feito no Dragão, não resistiu ao erro individual de David Luiz, logo aos 11 minutos, de que resultou um pontapé de canto e o primeiro golo de Liedson, um grande golo, mas que deixam algumas dúvidas sobre a intencionalidade do remate.

Após o golo inaugural o Benfica teve 10 minutos de alguma desorganização, desânimo também, na proporção inversa do adversário. A partir dos 20 minutos os encarnados reencontraram-se, e até disposeram de duas boas oportunidades para marcar, por Yebda. O Sporting encolheu-se um pouco, ficou na expectativa e, de certa forma, adivinhava-se o golo do empate - o que sucedeu mesmo, igualmente graças a um erro individual de Polga que derrubou David Suazo. Em jogos desta natureza os erros individuais podem, de facto, fazer toda a diferença e Reyes confirmou o empate num remate em tudo idêntico ao que fez Lucho a Moreira no Dragão - bola no meio.
A verdade é que após o empate o Sporting viu-se na obrigação de voltar a pegar no jogo - e fê-lo. E até podia ter marcado num lance muito polémico aos 41 minutos quando Izmailov viu o seu remate ser travado pelo braço de Maxi - Benquerença podia ter assinalado outro castigo máximo. Seja como for, a primeira parte acabou com um resultado que pareceu justo.

A segunda parte teve um cariz muito diferente. O segundo golo, marcado bem cedo, empolgou os jogadores do Sporting. Ao contrário, ficou a sensação de que esse segundo golo desligou completamente a equipa do Benfica. Polga redimiu-se do seu erro logo aos 47 minutos, quando, num longo chapéu para as costas da defesa benfiquista, colocou a bola em Derlei e este marcou frente a Moreira. De novo em vantagem, o Sporting lançou-se numa ofensiva constante, com o Benfica durante largos minutos sem conseguir sair do seu meio-campo. O Sporting dispôs de oportunidades atrás de oportunidades e só por manifesta infelicidade não matou logo o jogo… o que acabou por fazer mais tarde.

Quique Flores fez entrar Di María e Cardozo, tentando que a bola chegasse à área pelos extremos. Mas Reyes esteve quase invisivel, cabendo ao argentino as despesas do último passe. Só que o Sporting mandava, recuperando bolas e sabendo temporizar o jogo, obrigando ao erro dos encarnados. E tantos eram que o recém entrado Pereirinha meteu a bola na barra. Isto depois de Moreira ter visto Sidnei salvar um golo a Liedson. O mesmo Pereirinha, minutos depois, fazia uma jogada individual brilhante deixando David Luiz pregado e deitando Sidnei, cruzando para Liedson que finalizava de cabeça o 3-1.
O paraguaio Óscar Cardozo viria a marcar mesmo em cima dos noventa de cabeça, a cruzamento de Maxi Pereira, mas o Benfica já não tinha tempo nem cabeça para alterar o rumo dos acontecimentos. Não havia dúvidas, o Sporting foi muito superior na segunda parte. Na organização, na velocidade de jogo, nos lances individuais - ganhou quase sempre as segundas bolas. Na situação inversa, o Benfica desorganizou-se totalmente fazendo um segundo tempo horribilis.
Em termos individuais, destaque óbvio para o abono de família sportinguista Liedson que fez o seu décimo golo ao Benfica em 12 jogos. O terrou da Luz! E a entrada e a boa jogada de Pereirinha, de que resultou o terceiro golo.
Pelo Benfica, David Luiz foi muito infeliz neste jogo, denotou falta de confiança e poderia ter sido substituído. É um óptimo jogador mas teve uma noite daquelas, estando, directa ou indirectamente, envolvido nos três golos do Sporting. O lado esquerdo defensivo do Benfica esteve muito mal e David Luiz não contou com o apoio de Reyes; do mesmo modo que Sidnei também não esteve nos seus melhores dias.
Podem ver mais uma galeria de fotos do Sporting 3-2 Benfica neste Link.

O FC Porto venceu em Paços de Ferreira por 0-2 e reforçou a liderança com quatro pontos mais do que Benfica e Sporting. A grande figura do jogo foi mais uma vez Hulk que marcou e deu a marcar num penálti por ele sofrido.
Com um onze tipo diferente do habitual, Jesualdo Ferreira deixou Lucho e Rodriguez no banco frente aos canarinhos de Paços de Ferreira, além de não contar com Fucile lesionado. A estratégia deu resultado e Hulk marcou logo aos 16 minutos em mais um momento individual de excelência. Um disparo fortissímo do lado esquerdo do ataque portista não deu hipóteses ao guarda-redes Coelho. Era pelo flanco esquerdo que os líderes da Liga desenvolviam o seu jogo frente a um Paços de Ferreira cujo 4-3-3 dava muito espaço aos portistas.
Danielson via-se aflito para travar quem lhe aparecia pela frente e à primeira ocasião de golo, o Porto marcou. Farías poderia ter ampliado a vantagem, quando cabeçou por cima a centro de Raúl Meireles. Como não podia entrar na àrea contrária, os pacenses optavam em excluisvo por remates de longe e Rui Miguel assustou Hélton com um belo remate que saiu à barra. André Pinto e Pedrinha tentaram imitar o colega conseguindo sacudir o jogo que se desenrolava muito no meio-campo defensivo dos donos da casa. O FC Porto jogava em contra-ataque, tentando chamar o Paços de Ferreira a abrir brechas atràs. Mas tirando um par de investidas de Hulk e Lisandro nada de perigoso.
O Paços de Ferreira veio melhor do intervalo e um livre de Ferreira passou perto, mas foi sol de pouca dura, pois os portistas não permitiram veleidades junto da baliza de Hélton. Já com Rodriguez em campo, Hulk voltou a ser decisivo, sofrendo uma falta dentro de àrea - o Paços de Ferreira reclamou, mas não havia nada a fazer. O FC Porto podia então fazer a gestão para o jogo da Liga dos Campeões com o Atlético de Madrid e também evitar cartões amarelos com o jogo do Sporting. Quanto ao Paços de Ferreira ainda viu um golo anulado por aos 84 minutos por André Pinto num lance que deixa muitas dúvidas. Em resumo esta equipa pacense marca muitos golos, mas é na defesa que explica a sua posição na tabela - 34 golos sofridos em 19 jogos.
Resultados da 19ª jornada da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2008/2009
Sporting - Benfica, 3-2 (Liedson 11' e 82' e Derlei 47'; Reyes 38' g.p. e Cardozo 90')
Paços Ferreira - FC Porto, 0-2 (Hulk 16', Bruno Alves 65' gp)
Rio Ave - Vitória Setúbal, 1-0 (Yazalde 61')
Académica - Marítimo, domingo
Estrela Amadora - Nacional, domingo
Naval - Sp. Braga, domingo
Vitória Guimarães - Trofense, domingo
Leixões - Belenenses, 2ºfeira
Classificação da Liga Portuguesa (Liga Sagres) 2008/2009

Vídeos
Sporting 3-2 Benfica
Liedson 11'
Reyes 37'
Derlei 47'
Liedson 82'
Cardozo 90'
Paços de Ferreira 0-2 FC Porto
Hulk 16'
Bruno Alves 65'

Fotos: AP
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