sábado, 21 de junho de 2008

EURO 2008 : Quartos-de-final - Portugal disse adeus com derrota por 3-2 frente à Alemanha

Schweinsteiger marcava

Eu por terras do EURO 2008

Pois é amigos, fomos mais uma vez borda-fora de uma grande competição. A Alemanha em poucos minutos deixou-nos praticamente em KO técnico, passamos grande parte do tempo a correr atrás do prejuizo, o que não foi possivel remediar no segundo tempo. Os alemães venceram 3-2 e, diga-se, com justiça na minha modesta opinião.

Tal como vos tinha confidenciado, estive nos últimos três dias na Suíça, país constítuido por 26 estados autónomos, os chamados cantões, onde o idioma é o francês, alemão, italiano e retoromano.

Na cidade de Zurique onde estive hospedado, desde 4ª feira, constatei uma realidade um pouco diferente da vivida no EURO 2004 em Portugal. Escassíssimo movimento (festa nem vê-la) nas ruas, apenas disfarçado com inúmeras bandeiras portuguesas nas janelas dos nossos "grandes" emigrantes.

Um dos momentos que retive, foi constatar a eficácia suíça. Eu estava num hotel junto Letzigrund Stadion, estádio de Zurique,e em apenas poucas horas desmontaram todo um "circo" à volta. Este tinha sido o palco do jogo entre a Itália e França.

Nem tudo foi mau nesta cidade, cumprindo o programa da viagem - fui a convite da Alves e Rui Lda./Castrol (patrocionador oficial do EURO 2008 )- visitámos uma fábrica de cerveja local, onde os nossos amigos suíços nos brindaram até demais!

No dia seguinte (19) partimos bem cedo para Basileia (85 Km), onde a realidade foi claramente outra. Animação com fartura, muito calor, alemães até perder de vista, enfim estava a viver o EURO. No estádio juntámo-nos a outro grupo da Castrol, constituido por alemães, japoneses, italianos, ingleses, entre outros. Tirando os germânicos que nos faziam companhia, os restantes puxavam por Portugal. Gostei especialmente dos nipónicos e ingleses, completamente doidos pelas nossas cores.

Chegados ao estádio, não fomos directamente para as bancadas. A sorte de fazer parte da comitiva de um dos patrocionadores, levou-nos para a zona VIP onde fomos contemplados com um grande banquete (parecia um casamento, além de brindes alusivos ao torneio (camisola da selecção, etc..)

Depois, o jogo, num estádio para surpresa minha quase totalmente alemão. Por falar nisso tive que aturar um alemão na cadeira ao lado, com uma porra de uma bandeira gigante que não me deixou ver o segundo golo. No fim uma constatação. A equipa alemã ficou a festejar mais de 15 minutos com os adeptos. Os nossos nem um adeus, um agradecimento, nada - muito feio !

Como apenas cheguei hoje a Lisboa pelas 11h30, e como vos prometi, conto fazer um post nos próximos dias com as fotos da minha viagem ao EURO 2008.

Crónica do Portugal 2-3 Alemanha

Portugal antes do apito inicial

Não vingámos o nosso EURO 2004, desta vez a culpada é a ciníca Alemanha que nos deu o domínio do jogo e acabou por vencer por 3-2, também com uma grande ajuda do àrbitro sueco Peter Frojdfeldtque deixou passar em claro um empurrão de Ballack a Paulo Ferreira nos terciero golo.

O relvado parecia uma manta de retalhos, mas estava regular e portou-se bem.Foi sobre eles que os alemães usaram o trunfo mais temido por Scolari: o tamanho. Cada perda de bola de Portugal a meio-campo era gatilho compressor dos germânicos, sempre rápidos a chegar perto da àrea de Ricardo, no entanto, bastaram uns dez minutos para que Deco pegasse no jogo e pautasse o jogo luso. Simão e Bosingwa combinavam bem do lado direito e foi por esse lado que aos 11´Nuno Gomes esteve perto de marcar, mas acertou na bola apenas com o cabelo.

klose fazia o segundo

As trocas de bola dos "baixinhos" do meio-campo português chegaram a dar indícios que estaávamos no bom-caminho. Simão e Cristiano Ronaldo assustaram Lehmann, mas foi João Moutinho que cometeu a falha capital, atirando por cima quando estava dentro da pequena àrea contrária (20´). O castigo surgiu dois minutos depois, quando Poldoski fugiu a Bosingwa com um ligeiro empurrão e serviu o nosso c nosso carrasco "mor" Schweinsteiger para o primeiro golo da noite. Apesar de estar um pouco melhor, a Selecção via-se a perder. A casa abanou. E acabou por levar um novo golpe num livre de Schweinsteiger para a cabeça de Klose, que Cristiano Ronaldo deixou saltar sozinho. Aos 26´minutos perdíamos por 2-0 e ninguém percebia como.

Nuno Gomes fazia renascer a esperança

Perante tamanha injustiça, os nossos jogadores revoltaram-se. Deco deixou o flanco esqquerdo, para onde tinha sido encostado, e voltou a segurar as pegas do jogo. Crescemos, crescemos, e fizemos a defesa alemã parecer pequenina. Depois, o génio de Cristiano Ronaldo apareceu no flanco esquerdo. Aos 41’, isolado por Simão, permitiu a defesa de Lehmann, mas Nuno Gomes estava lá para marcar na recarga – Gooooooolo! Depois, num movimento semelhante, o craque madeirense atirou a bola cruzada e ela passou a milímetros da base do poste. Uuuuuiii!, foi quase.
Continuámos por cima no início da segunda parte e o empate parecia apenas uma questão de tempo. Em 4 minutos, Ronaldo e Simão arrancaram amarelos aos laterais contrários. Jogávamos bem e eles mal se aproximavam da nossa baliza. Mas quando se aproximaram... Ricardo falhou. Novo livre de Schweinsteiger à procura das suas torres na nossa área, Ballack empurrou Paulo Ferreira e o guarda-redes português falhou completamente a saída, ficando a ver a bola a entrar no meio da baliza.

Ballack marcava entre Paulo Ferreira e Ricardo

Esmoreceu o entusiasmo que até aí a Selecção tinha demonstrado. Scolari colocou Nani no lugar de Nuno Gomes e mais tarde trocou Petit por Hélder Postiga. Portugal dominava o campo quase todo, com excepção daqueles metros perto da área alemã, os que realmente interessavam. Nesta altura, eram muitos os remates de longe e os ataques perdidos por um toque a mais. A três minutos dos 90’, Nani cruzou para a cabeça de Hélder Postiga nos fazer acreditar num milagre. Golo nosso, vai buscar a bola ao fundo da rede e coloca-a no centro, ainda é possível. Não foi. O árbitro apitou pela última vez e todos nós regressávamos a casa precocemente.

Postiga fazia o 2-3

Queria destacar indivualmente Deco neste Europeu. Foi na minha opinião só o melhor, de longe melhor que qualquer outro, só tenho pena de não termos outro Deco para jogar. Fantástico, grande motor e grande pulmão!
Nuno Gomes que tanto criticaram, teve novamente na selecção o seu reencontro com as boas exibições. Pepe, na defesa foi importante e deixou a sua marca, confirmando as melhores espectativas.

Ricardo, Paulo Ferreira e Cristiano Ronaldo que me perdoem, mas foram quanro mim os elos mais fracos. Se o primeiro já sabiamos que não estava em grande forma, depois do que passou em Sevilha pelo Bétis. Continua a denotar as mesmas falhas de sempre (saídas dos postes a cruzamentos).

Na lateral esquerda, Paulo Ferreira, adaptado por Scolari não coneguiu principalmente neste importante jogo manter a estabilidade defensiva necessária.

Quanto a Cristiano Ronaldo, não fomos só nós( portugueses) que achamos que poderia fazer melhor. Todo o Mundo viu um Ronaldo cansado, sem ideias e com muitas dificuldades em se adaptar ao modelo de jogo da equipa.

Quanto a Scolari, um até sempre e obrigado por ter conseguido agregar todo um povo à volta da selecção nacional.

Vídeo

Portugal 2-3 Alemanha (quartos-de-final Euro 2008)
Schweinsteiger 22'
Klose 26'
Nuno Gomes 40'
Ballack 61'
Hélder Postiga 87'


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Fotos: AP

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5 comentários:

  1. Bom Nuno deve ter sido bem porreiro essa trip. O pior foi esse resultado que deixou aqui o pessoal todo depressivo.

    Vale.

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  2. sérgio almeida24 junho, 2008 18:55

    Enquanto os portugueses n tiverem mentalidade de campeoes nunca vao ganhar nada!!!!!!!
    é q n basta ter os melhores extremos do mundo e o melhor do mundo(q na minha opinião n é) na ekipa mas sim ter humildade e espirito de campeao..............

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  3. tiago rodrigues24 junho, 2008 18:58

    O favoritismo expressado pelos estrangeiros a Portugal não se deveu única e exclusivamente à presença de um jogador como o Cristiano Ronaldo ou o Deco. Portugal tem de facto os melhores elementos da Europa em diversas posições, que jogam nos melhores clubes das ligas mais conceituadas.

    Porque falhamos mais uma vez?
    No meu ponto de vista, faltou um trabalho e estudo por parte dos técnicos mais sério. Não basta ter os melhores; há que estudar as diversas hipóteses e combinações possíveis de serem utilizadas em função das rotinas de jogo que os atletas estão habituados a fazer nos seus clubes e das características dos adversários. Não temos um ponta de lança como deve de ser? O que faz o Ronaldo no Manchester? Não me digam que o Carlos Queirós não sabe o que faz. Numa selecção tem de se aproveitar ou tirar partido do trabalho feito pelos técnicos dos clubes. Se há dois ou três jogadores habituados a jogar uns com os outros diariamente, deve-se aproveitar essa mais valia. Não se pode jogar com os mesmos 11 elementos contra uma Turquia e uma Alemanha. Tem de se fazer algumas modificações, colocando jogadores que estão habituados ao confronto directo e ao poderio físico como são o caso das selecções Inglesa e Alemã, por exemplo. Enfim, o trabalho como técnico numa selecção exige muito 'trabalho de casa' e dedicação. Para terminar esta análise, penso que um ponto importante a manter é o elo e a ligação afectiva que o Sr. Scolari conseguiu criar. Em termos psicológicos é muito importante, tanto para os atletas como para o povo português. Saudações Futebolísticas!

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  4. Deves ter apanhado um bom melão!

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  5. Oh amigo Xavier se és português deves ter ficado com um melão como o meu, a não ser que não gostes da selecção.Mas se estamos a falar de comidinha não fiquei mal não senhor!

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