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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Dia C: Raul Seixas; O Anticristo e Sanguinhal!



Eis que, passadas algumas semanas do último dia C, regresso finalmente em 2010 ao final do primeiro mês.

Sim, foi realmente preciso um mês para conseguir recuperar de uma passagem de ano calminha e tremendamente gourmet.

Há coisas das quais não se recupera assim tão facilmente.






Já que se fala em gourmet, não vejo como não começar esta crónica com deliciosas recomendações vinícolas: de uma região que a mim raramente me consegue conquistar bebi recentemente este fabuloso Sanguinhal. Com uma mistura tremenda das minhas duas castas preferidas (Syrah e Touriga Nacional) e vencedor de um qualquer concurso, é um vinho equilibrado mas com uma raça tremenda, incapaz de nos deixar indiferentes. Ideal para pratos mais requintados ou para uma qualquer degustação gastronómica, recomendo vivamente.

Numa semana em que velhas glórias subiram ao palco da Luz, não há como resgatar uma outra velha glória da minha formação enquanto ser pensante: O brasileiro Raul Seixas é, para mim, verdadeiramente emblemático.

Sem mais explicações, vejam o vídeo e deliciem-se:



De resto, posso-vos confessar uma certa curiosidade pelo mais recente filme do Lars Von Trier O Anticristo com a belíssima filha do Serge Gainsbourg.

Já que se fala em filmes, porque não ver como Clint Eastwood retratou Mandela em mais uma fabulosa interpretação de Morgan Freeman?

Desejo-vos um bom fim de semana, já que eu andarilharei numa verdadeira epopeia imobiliária de que em breve vos darei novas.

Até para a semana, ou assim espero.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O dia C

Bom dia, ou tarde, ou noite ou quando quer que seja que estejam a ler estas palavras.

O primeiro tema do dia C de hoje terá mesmo que ser sobre o lançamento do mais recente romance do nosso Nobel, José Saramago, na próxima segunda, dia 19.

Caim promete conquistar o nosso mercado, já que a proveta idade de 87 anos e a polémica com Silvio Berlusconi servem claramente de teasers. Embora a capa portuguesa não seja má, creio que prefiro a da espanhola Alfaguara. Vamos lá ver o que nos reserva agora Saramago depois de A Viagem do Elefante.



(A fabulosa ilustração que apresento é do fabuloso Pedro Vieira, um dos melhores na área em Portugal)

Um outro conselho vivo que gostaria de dar a todos os leitores do Desportugal é o de verem o documentário de Kusturica sobre esse verdadeiro ícone do futebol que é o Maradona.

E isto com as recentes palavras que dirigiu aos jornalistas, ainda é melhor. Acreditem que explica muita coisa.

Deixo-vos o próprio Pibe a cantar o hino da famosa igreja maradonista.



Já que se fala em cinema, aproveitem a festa do cinema da FNAC que resolveu pôr grandes filmes a grandes preços.

A nível da música, a portuguesa Ana Moura lançou novo disco, continuando o seu processo de renovação do fado, tornando-o em algo contemporâneo, conquistando novos públicos.

Numa altura em que, um pouco por todo o lado, se andam a celebrar os 10 anos da morte de Amália, este disco vem mesmo a calhar.



Se estiverem mais numa de museus, aconselho uma espreitadela ao Museu do Oriente onde se está a celebrar a Festa da Índia até ao próximo dia 24. Numa altura em que a Índia se começa a afirmar como uma das novas super-potências mundiais e de onde já começamos a receber alguns ecos culturais neste nosso Portugal.

Portanto, aproveitem para sair e aproveitar este início de Outono anormalmente quente.

Ah, e bom fim de semana!

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O dia C

Bom dia!

Começo este dia C com o mais badalado tema destes últimos dias.

Pela terceira vez este ano, somos convidados a ir votar e decidir (desta feita) quem serão os nossos governantes locais.

Embora já esteja a atingir um ponto de saturação de aparente não retorno em relação à política nacional, sempre irei cumprir o meu dever cívico de ir votar. Vão também!

De resto, ontem foi anunciado o Prémio Nobel da Literatura de 2009 e, para grande surpresa (maldito sarcasmo), a vencedora foi uma ilustre desconhecida para o público português, uma vez que só tem dois livros em Portugal, dos quais a biblioteca onde trabalho apenas tem um. Confesso que nunca ouvi falar dela e que o interesse que este recente prémio despertou em mim foi pouco.



Confesso que sou daqueles que se agarra à net ao meio dia à espera de ver quem é que ganha, sendo que desde 2003 que não conheço ninguém de antemão.

Mas que fazer?



Sendo que amanhã é dia de reflexão, aproveito para vos convidar para darem uma saltada ao festival de cinema francês, que animará as cidades de Lisboa, Almada, Porto; Guimarães, Faro e Coimbra nestes próximos dias. Este fim de semana é Lisboa, a cidade que o recebe.

A estreia do mais recente filme de Paolo Sorrentino, sobre a vida de Giulio Andreotti, o mais mediático político italiano até ao aparecimento de Berlusconi, também me tem despertado algum desejo.



Numa altura em que, por terras italianas, se anda a tentar pôr o sr. Silvio mais ou menos na ordem, este filme não poderia vir em melhor altura.

Vão, portanto, ao cinema e domingo não se esqueçam de ir votar.

Nem que seja para depois terem autoridade moral para criticar a acção dos nossos politicuchos.

Bom fim de semana e até ao próximo dia C!

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O dia C

Eis que, por graça quase divina, chegamos a nova sexta-feira.

Depois do fim de semana passado ter sido dos mais quentes do ano, acabo agora de vislumbrar umas negras nuvens vindas do mar que convidam a actividades bem mais caseiras neste fim de semana.

A primeira a que se podem desde já dedicar prende-se com a possibilidade de fazer download gratuito (e legal) do mais recente álbum de Manu Chao. Contudo, talvez seja importante realçar o facto de que o disco foi gravado num hospital psiquiátrico e que há sempre uma possibilidade de deixar o seu donativo.



Quanto ao álbum em si, é Manu Chao. Para o bem e para o mal.

Outra das minhas ocupações idílicas em dias de chuva consiste numa boa ida ao cinema. Sacanas sem Lei, o mais recente filme de Quentin Tarantino está, claramente, na minha lista de preferências para tornar o meu tempo de existência em algo muito valioso. Verdadeiramente a não perder numa sala perto de si.


Outra boa ideia, e podem sempre aproveitar o facto de ser gratuito aos Domingos de manhã, será uma visita ao Museu Nacional de Arte Antiga, ali nas Janelas Verdes, onde está patente uma exposição vinda directamente do Smithsonian americano, o que, para os fãs da Bones, poderá dizer algo mais.

A nível de leituras, nada melhor do que o calor da escrita de Junot Diaz, que com o seu A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao não nos consegue deixar indiferentes.



Por falar em Literatura, não consigo deixar de referir este fabuloso projecto brasileiro.

Bem, bom fim de semana e vamos lá ver se não fico profundamente deprimido com as prestações da nossa selecção.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

West Ham vs Millwall tal como no filme Green Street Hooligans

Green Street Hooligans desportugal

Se já viram o filme Green Street Hooligans, com o actor Elijah Wood (Frodo) do Senhor dos anéis, deve comprender (se possível) a rivalidade extrema entre o West Ham e o Millwall. Na ficção estes dois clubes comportam os mais perigosos adeptos de Inglaterra e espalham o terror por onde passam. Ontem a longa metragem passou à realidade e no Estádio Upton Park, em Londres foi dos espectáculos mais degradantes dos últimos tempos. Invasões sucessivas de campo, pancadaria da forte fora e dentro do estádio...só visto. (Fotos).

Vídeo

Pancaria entre o West Ham vs Millwall


Green Street Hooligans - Filme


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sexta-feira, 24 de julho de 2009

O dia C

Se bem que na semana passada já tenha feito referência ao Festival de Músicas do Mundo em Sines, esta semana volto a publicitá-lo por duas razões: a primeira, o histórico Lee Scratch Perry irá encerrar os concertos do Castelo no Sábado. Segunda: irei estar por lá a trabalhar no bar, o que me garantirá um livre passe para concertos e afins. É chato, bem sei. Mas alguém tem que o fazer.





Para os que resolverem permanecer nos centros urbanos deste nosso país a transpirar por férias de praia, podem sempre despedir-se do cinema com dois dos mais aguardados filmes do ano.
Se por um lado o polémico Brüno tem ocupado grande parte das atenções, por outro assistiu-se ontem à estreia da mais recente saga de Harry Potter e o Príncipe Misterioso. O final aproxima-se vertiginosamente, mas ainda será justo esperar por mais um. A ver que tal se safa David Yates desta vez (nem quero imaginar o nível de pressão a que terá andado submetido).





A nível de leituras, até porque este tempo estimula sobremaneira o prazer da leitura (que ninguém se atreva a contradizer-me), aconselho o escritor hondurenho Augusto Monterroso. Embora ainda não esteja publicado em Portugal, os seus contos curtos, simples e extremamente "impactantes" (perdoem-me a expressão espanhola) são verdadeiramente brutais. Cinismo e sarcasmo aliados a um fabuloso poder de criar humor converteram-no, para mim, numa das sensações deste verão.
A sua obra completa pode ser descarregada gratuitamente através do Scribd.

Boa semana e até já!

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sexta-feira, 20 de março de 2009

O dia C

Depois de umas fabulosas férias na belíssima Istambul, onde cerca de vinte milhões de pessoas encontraram uma misteriosa maneira de coabitarem uma mesma cidade sem se matarem compulsivamente uns aos outros, eis-me de regresso a este privilegiado e único espaço de comunicação.

Como primeira recomendação e assim ainda como que de ressaca, aconselho aleitura atenta e deliciada de Istambul de Orhan Pamuk.



O Nobel turco, que mesmo antes do ganhar, esteve preso por anunciar publicamente o chacínio do povo arménio é detentor de uma escrita poderosíssima e uma capacidade descritiva apaixonante. Confesso que senti tremendos dilemas internos ao tentar decidir se o leria antes ou depois de ir a Istambul. Ler depois revelou-se, porventura, uma escolha sábia.


É fácil perceber porque é que o senhor Pamuk ganhou o Nobel. Mas a verdade é que, por muito que o tenha procurado, não o encontrei a cirandar romanticamente entre o Hagia Sofia e a Mesquita Azul.


Para os nossos leitores nortenhos, recomendo uma ida ao Teatro Nacional São João onde Nuno Carinhas levará a cena Tambores na Noite do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. E como diria um velho dito popular surgido neste preciso momento na minha cabeça: nunca é demais ver Brecht. Os que não puderem ir ver, leiam-no. Nunca é a mesma coisa, mas a dor será menor. Juro.



Se tiverem numa de cinema (que é o que sinceramente espero estar depois de despachados tremendos e maçudos textos sobre e-portfólios), vão ver a adaptação de o Leitor. Kate Winslet ganhou o Oscar às custas disto e já não deve ser coisa pouca.


Ainda antes de me despedir, queria deixar uma breve nota sobre o tremendo entusiasmo que se tem revelado o twitter. O facto de apenas serem disponibilizados 140 caracteres exige um esforço bastante maior por parte de quem escreve (imaginem este enorme dia C em apenas 140 caracteres) e permite uma maior fidelização ao que cada um escreve.

Caso queiram consultar o meu pessoal, be welcome: www.twitter.com/magnuspetrus


Bom fim de semana e até já!


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Slumdog Millionaire ou Quem Quer Ser Bilionário foi o grande vencedor da noite de Òscares de Hollywood

A bela Penelope Cruz recebeu o Oscar de Melhor Actriz Secundaria

A grande noite dos Òscares de Hollywood 2009 consagrou o filme Slumdog Millionaire ou Quem Quer Ser Bilionário? - em português. Foi uma noite das Indias aquela que se assistiu saindo nada mais que 8 estatuetas em 10 possíveis. Os oito prémios deixaram para trás «O Estranho Caso de Benjamin Button», que apesar de ter partido com 13 nomeações, apenas recebeu três Óscares.

O filme “Quem quer ser bilionário?” venceu melhor filme, melhor realizador e melhor argumento adaptado. “Smile Pinki”, também passado na Índia, venceu na categoria de melhor curta-metragem documental.

Kate Winslet (“Titanic”)com o filme « O Leitor» venceu o Óscar de melhor actriz, confirmando, assim, que este é o seu ano. Sean Penn, contra as probabilidades, venceu o Óscar de melhor actor pelo seu desempenho no filme Milk. Este prémio era dado como certo a Mickey Rourke, e foram para ele as últimas palavras de agradecimento de Sean Penn, a quem tratou por «irmão».

O primeiro Óscar da noite foi entregue a Penélope Cruz na categoria de melhor actriz secundária. A actriz espanhola era a favorita para vencer o Óscar, depois de ter vencido o BAFTA e o Independent Spirit Award na mesma categoria, e ter sido nomeada para o Globo de Ouro.

Heath Ledger é o vencedor do Óscar de melhor actor secundário. Depois de vencer quase todos os prémios da crítica, o BAFTA e o Globo de Ouro para melhor actor secundário, o Óscar era praticamente garantido.Na história da Academia, é a segunda vez que este galardão é entregue postumamente. A primeira vez que o galardão foi entregue nesta situação foi há mais de trinta anos. Esta foi a segunda vez que Ledger foi nomeado para um Óscar, em 2005 tinha sido nomeado na categoria de actor principal pelo filme Brokeback Mountain.

Danny Boyle ganha o Óscar de melhor realizador à primeira nomeação. “Quem quer ser bilionário?” está a ser o grande vencedor dos prémios da Academia, depois de ter arrecadado quase todos os galardões para que esteve nomeado, nas mais diversas categorias.

O Óscar para melhor argumento original foi entregue a Dustin Lance Black, pelo argumento original do filme Milk, um dos favoritos, e o Óscar de melhor argumento adaptado foi entregue a Simon Beaufoy por “Quem quer ser bilionário?”. O filme mais nomeado pela Academia arrecada, assim, a sua primeira estatueta.

Wall-E recebeu o Óscar para melhor filme de animação. Esta animação da Pixar era a grande favorita, depois ter recebido o BAFTA e o Globo de Ouro.

La Maison en Petits Cubes foi eleita a melhor curta-metragem de animação.

Também já foram entregues os óscares de melhor direcção artística para “O Estranho Caso de Benjamin Button”, melhor guarda-roupa para “The Duchess”, para melhor caracterização para “O Estranho Caso de Benjamin Button”, melhor fotografia para “Quem quer ser bilionário?” e melhor curta-metragem para Spielzeugland, de Jochen Alexander Freydank.

Site Oficial da Academia de òscares de Hollywood: http://www.oscars.org/

Slumdog Millionaire grande vencedor da noite

Quem me perdoe o Blog Antestreia, mas o texto em baixo foi retirado na intergra pela sua excelente crónica ao filme vencedor. Podem visitar aqui através do seu Link.

Para quem não viu, "Slumdog Millionaire" é um filme arrebatador a todos os níveis, sobretudo argumento, realização, montagem e música. Há filmes assim em que o espectador é agarrado desde as primeiras imagens e abandonado mas feliz no fim, numa vivência maior que a própria vida. "Quem Quer Ser Bilionário" é o exemplo perfeito do sonho indiano, mas podia ser de qualquer outro país, incluindo o nosso. Afinal em todo o mundo a busca da felicidade que o dinheiro concede vale todos os sacrifícios, as humilhações públicas, o desnudar de todas as fraquezas humanas aos olhos de espectadores ávidos de emoções fortes.

A franchise televisiva do concurso Quem Quer Ser Milionário é apenas mais uma prova de que o dinheiro, ou a expectativa de o ter, pode comprar tudo, até o respeito por nós próprios. E que todos somos terceiro-mundistas, mesmo que com a intermediação televisiva. Enquanto passam as perguntas do concurso, o espectador assiste ao calvário de Jamal a caminho da glória dos vinte milhões de rupias, por onde perpassam as recordações de uma vida. Desde a infância nas lixeiras onde os slumdog buscam a sobrevivência até à pergunta final de qual é o terceiro mosqueteiro, são duas horas arrebatadoras onde confluem com uma mestria inigualável o registo documental, o policial, alguma comédia (o guia em Taj Mahal) e o melodrama romântico com um apoteótico final no melhor estilo de Bollywood.

A verdade é que o concurso Quem Quer Ser Milionário é um êxito estrondoso na Índia prendendo a atenção de milhões de espectadores. O filme copia o real, mas dá-lhe uma dimensão humana de tal veracidade que nem parece ficcionado. Se se acrescentar à história a ascensão social de um menino da rua a quem a televisão oferece o Hall of Fame e uma contundente crítica social de uma Índia industrializada que se julga ser o centro do mundo, compreende-se que "Slumdog Millionaire" não é apenas uma história. É uma confluência de referências políticas, económicas e sociológicas que permitem múltiplas leituras e daí deriva a relevância do filme.

Que dizer pois de um filme a que nos rendemos absolutamente? Que é perfeito, uma obra-prima e as dez nomeações para os Oscares apenas confirmam que às vezes Hollywood acerta. Os quatro Globos de Ouro provam que a crítica especializada reconhece os méritos do filme como o melhor que 2008 nos trouxe.
Os Globos premiaram o argumento baseado numa novela de Vikas Swarup, que tem o sabor autêntico da realidade indiana, e se tivessem a categoria da montagem, "Slumdog" vencesse mais uma estatueta. Porque a qualidade e o ritmo da montagem paralela permitem um crescendo de suspense e um contraste de dois mundos que reflectem a Índia no seu melhor e no seu pior. A oposição entre o estatismo da imagem televisiva do concurso com a sua tensão muito controlada e a dinâmica das memórias da vida de Jamal, constitui um dos elementos mais marcantes do estilo visual de Slumdog. Danny Boyle parece regressar aos tempos de "Trainspotting", mas enquanto aqui filmava a sua cidade natal, em "Slumdog" revela-nos um mundo que ele próprio está a aprender a conhecer. Um pouco como um inglês que regressa à ex-jóia da Coroa, com nostalgia e encanto. A música num estilo Bollywood-pop contagia o filme e os espectadores com uma sonoridade étnica inconfundível.

Por fim uma referência aos actores, os personagens Jamal e Latika, o par romântico do filme que resiste à tentação lamechas dos convencionais melodramas. Ela é Freida Pinto, modelo que tem aqui a sua estreia em cinema. Felizmente que foi recusada em todos os outros papéis por ser demasiado magra para os padrões indianos de beleza. Como diz Danny Boyle a sua descoberta foi equivalente à de Kelly Macdonald para "Trainspotting". Ele enquanto personagem adulta foi escolhido "por catálogo" quando participava na série “Skins”. Mas seria injusto não valorizar o extraordinário desempenho do personagem em criança. Pequenos grandes actores às portas de uma grande carreira.

Ver este filme foi uma experiência tão gratificante que me atrevo a dizer que não é apenas o melhor de 2008, mas que merece um lugar de destaque na História do Cinema.


Título Original: "Slumdog Millionaire" (EUA,Reino Unido, 2008)
Realização: Danny Boyle, Loveleen Tandan
Argumento: Simon Beaufoy (baseado no livro de Vikas Swarup)
Intérpretes: Dev Patel, Anil Kapoor, Freida Pinto
Fotografia: Anthony Dod Mantle
Música: A.R. Rahman
Género: Crime,Drama,Romance
Duração: 120 min.
Sítio Oficial: http://www.slumdogmillionairemovie.co.uk/

Fotos: AP

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O dia C

Começo por pedir desculpa a todos os leitores deste blogue e em especial ao Nuno Gonçalo pelo facto de me ter alheado na semana passada, mas andei pelas terras andarilhas de Beja a beber um pouco de inspiração laboral.

Foram três dias excelentes, com imensos contactos e bem capazes de fazer despertar em nós o desejo de viver com mais alegria.

Mas enfim, não é esta a razão que me leva a ocupar estas linhas.

Os Irmãos Coen estrearam ontem o seu mais recente filme que promete apenas ser tão bom quanto todos os outros. Com um elenco de luxo, Destruir depois de Ler tem tudo para vingar nas nossas salas (ou não). Pelo menos tem tudo para vingar na minha cabeça e já não é nada mau. Para mim, subentenda-se.

No que à música diz respeito, Os Pontos Negros editaram (finalmente!!!) o seu primeiro álbum depois de um EP e uma participação nos novos talentos da FNAC. Estava a ver que não será, porventura, o melhor comentário que poderei fazer.

Queria ainda destacar o regresso da Premiere, a única revista portuguesa exclusivamente sobre cinema que manterá o seu formato original, embora com uma vertente muito mais caseira, como explicou o seu novo director.
























Vamos lá ver se ela não volta a desaparecer tão cedo.

Um grande abraço a todos os leitores e sobretudo aos adeptos benfiquistas que devem estar tanto ou mais felizes do que eu hoje.


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sexta-feira, 2 de maio de 2008

O dia C


Depois de duas semanas de verdadeira loucura/euforia com dois dos mais simbólicos feriados nacionais e de quem vive estas coisas da política como algo que afecta mesmo o nosso quotidiano, vou agora propor um fim de semana bem calminho.
Pois claro que a primeira proposta será mesmo um livro. Ou dois.
O alemão Bernhard Schlink publicou agora o seu regresso através de o Regresso que muito promete ou não fosse o Leitor um dos grandes ícones da literatura europeia dos últimos anos.
Caso não tenham lido o Leitor, este poderá ser um fim de semana de dois livros, até porque este não é assim tão grande e lê-se num sopetão (só para utilizar a expressão brasileira, originária do português do século XVIII e demonstrar que às vezes me encontro aberto a novas culturas).
Seguindo por outros caminhos, aconselho vivamente um regresso cinematográfico por velhos clássicos do cinema. Consequências destas festas revivalistas em que andei metido nestas últimas duas semanas, é o que é.
O primeiro poderá ser o Fahrenheit 451, a gloriosa adaptação de Truffaut do romance de Bradbury e que muito tem que ver com livros e em seguida (se não estiverem já deprimidos o suficiente) podem ver a Laranja Mecância do Kubrik (também adaptado de um livro, desta feita Anthony Burgess).
Ora let's look at the trailer:


Gostaria também de aconselhar um saudável passeio de bicicleta por onde quiserem só para poderem comer favas durante o fim de semana de maneira a que não sejam acometido por um conjunto de problemas morais relacionados com as normas emanadas pela UE.
Sem mais demoras, prometo regressar na próxima semana com sugestões que vos façam realmente sair de casa e aproveitar a vida.
Um grande bem haja!

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

U2 3D - Estreia nos cinemas em Portugal

U23D o fime da mitica banda irlandesa

A par do nosso especialista sobre a temática cultural aqui no Desportugal (Magnuspetrus)aproveito para dar também uma sugestão para todos, estreiou o filme-concerto da banda irlandesa U2 a 3 Dimensões.

Para quem nunca viu um concerto ao vivo deles, está aqui uma boa oportunidade. Apenas, chato é termos que usar uns óculos especiais para a acasião. Se tiverem nas filas da frente e olharem para trás, acho que não vão conseguir aguentar uma risada, a sério.
A tendência futurista dos filmes a 3 D está a chegar em força e este é o terceiro filme do ano neste formato. Uma experiência diferente para que nunca assistiu.

"U2 3D" traz os espectadores para o centro de um concerto de estádio da banda irlandesa U2 durante a digressão "Vertigo", dando continuidade à utilização da tecnologia pela banda para criar experiências multi-sensoriais. O filme ambiciona também captar a relação entre os membros da banda e a resposta dos fãs.

Trailler do filme U2 3D


Algumas músicas tocadas no filme U2 3D


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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Dia C




Eis que mais um fim de semana se aproxima a uma velocidade estonteante e eu ainda nem sequer pensei o que vou fazer.


Quer dizer, pensar, até pensei, pois os meus compromissos para com as aulas de alemão (sobretudo o financeiro) me impelem rumo a Lisboa a fim de passar ein schon mittag in mein deutscher kurz.


Tirando esse breve aparte, espero ainda conseguir ir até ao Chiado para ver a sua companhia representar A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (Sintetizada). Fundada pelo scalabita Mário Viegas, há bastante tempo que esta é uma companhia de referência, o que também se pode ver pela enorme dificuldade que tenho tido em conseguir arranjar bilhetes para o que quer que seja.


Para os leitores mais nortenhos, sou mesmo capaz de vos mandar ir ao cinema verem a call-girl com a sedutora participação de Soraia Chaves, pedindo-vos ainda que me façam um relatório do filme sem referenciarem os atributos físicos da actriz principal.
Caso o consigam, prometo que serão premiados. Com o quê?, o Nuno Gonçalo logo decide. Um cinto de castidade e a colecção completa dos dvds da Pipi das Meias Altas são apenas algumas das minhas sugestões.
Mas que moral terei eu, que frequento aulas de alemão de livre vontade? Digam lá?
Bom fim de semana!

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sábado, 6 de outubro de 2007

O dia C

Peço imensa desculpa a todos os atentos leitores deste blogue, mas o dia C surge esta semana com um dia de atraso graças às celebrações da República. Isto também não é todos os dias que se celebram 97 anos.
Enfim, mas por falar em República, talvez a minha humilde sugestão deste fim de semana seja mesmo irem ver um filme produzido na mais antiga república que se conhece e que se desenrola na mais antiga república europeia:
Falo-vos, pois claro, de Ratatouille.
As ambições de um jovem rato em ser cozinheiro são o pretexto para a Disney construir uma das suas melhores estórias destes últimos tempos depois de filmes não tão bem conseguidos como À Procura de Nemo ou
É divertido, retomando os diálogos de dupla interpretação e as acções cómicas (assim conseguindo agradar aos mais diversos tipos de público) e consegue despertar em nós não só os bons sentimentos como um desejo frenético de cozinhar.
E se calhar é esse o meu conselho para todos os desportistas deste fim de semana: Entre um Académica -Porto e um Boavista - Belenenses, não hesite, vá para a cozinha.
A sua família com certeza que agradecerá.
E agora, let's look at the trailer:





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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O dia C

Numa altura em que se questiona a importância do milho transgénico, graças à atitude questionável de um grupo activista do que quer que seja em Silves, deixo a sugestão de um filme um pouco mais perturbador:



Diamantes de Sangue, de Edward Zwick, é um daqueles filmes que é capaz de nos deixar verdadeiramente desesperados com o simples facto de estarmos vivos (pois o transgénico agricultor já ia tendo uma sorte bem diferente).




As implicações do negócio ilegal de diamantes na Serra Leoa e na sua guerra civil são adornadas por um rol de estórias paralelas que nos fazem questionar frequentemente os valores com que regemos a nossa vida.

Outra das temáticas que mais choca o espectador é a formação de meninos soldado, prática comum na maioria de países africanos (e eu apensar que eles poderiam estar a jogar futebol para virem a ser verdadeiros Sesay deste mundo) .

No fundo África é-nos apresentada como uma realidade paralela, um outro mundo deste nosso quotidiano.

Com representações de luxo do vencedor do Oscar para melhor actor (Brad Pitt) e melhor secundário (Djimon Hounson), já para não falar da lindíssima Jennifer Connely.

Verdadeiramente a não perder, já disponível em DVD e apto a fazer-nos esquecer das más prestações da selecção.



Diamante de Sangue - Trailer



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