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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O dia C: Quinta da Lapa e Gil Scott-Heron

Mais uma sexta, mais um dia C.

Desta feita dedicar-me-ei a tudo aquilo que acho que não vale a pena fazer neste próximo fim de semana.

O primeiro será beber um Quinta da Lapa. Situada numa zona em que luta entre ser um vinho da extremadura ou ribatejano, lá ganhou o Ribatejo, mas sem grande consistência. Apesar de um sedutor conjunto de castas (Touriga Nacional, Castelão, Syrah e um mais duvidoso Merlot), consegue ser um vinho bastante pouco consistente, onde predomina o travo amargo e pouco saboroso do Merlot. O próprio Castelão merecia melhor acompanhamento a nível de castas.

Portanto, não se atrevam a bebê-lo este fim de semana. Nem no próximo. Não o bebam. Pela vossa saúde.

Uma outra coisa que também não vos recomendo particularmente é o recente trabalhho de Gil Scott-Heron. A questão que se prende com esta minha relutância é tremendamente simples: qual a validade de um cantor de intervenção hoje?

Podemos argumentar que sempre são precisos e que é necessário abrir a nossa consciência e alertar-nos para o que está à nossa volta, mas acredito que a mesma estrutura musical dos anos 70 já não será capaz de seduzir ninguém nos dias que correm. Ou se ouve enquanto um momento historicamente delimitado (com todo o imenso valor inerente) ou então soa a bacoco.

Esta é a minha principal reticência.



Claro está que também não vos aconselho visitas exaustivas (ou até mesmo qualquer tipo de visita) aos variados centros comerciais deste país que seguramente estarão pejados de pessoas em fato de treino, crianças embirrentas, lojas sobrepovoadas, empregados mal pagos e impacientes e barrotes de comida de plástico para enganar uma fome e encher-nos que nem brutos.

Para a semana que vem, já espero que o bom humor tenha regressado e já vos possa recomendar algo de aprazível para o fim de semana.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Dia C: Raul Seixas; O Anticristo e Sanguinhal!



Eis que, passadas algumas semanas do último dia C, regresso finalmente em 2010 ao final do primeiro mês.

Sim, foi realmente preciso um mês para conseguir recuperar de uma passagem de ano calminha e tremendamente gourmet.

Há coisas das quais não se recupera assim tão facilmente.






Já que se fala em gourmet, não vejo como não começar esta crónica com deliciosas recomendações vinícolas: de uma região que a mim raramente me consegue conquistar bebi recentemente este fabuloso Sanguinhal. Com uma mistura tremenda das minhas duas castas preferidas (Syrah e Touriga Nacional) e vencedor de um qualquer concurso, é um vinho equilibrado mas com uma raça tremenda, incapaz de nos deixar indiferentes. Ideal para pratos mais requintados ou para uma qualquer degustação gastronómica, recomendo vivamente.

Numa semana em que velhas glórias subiram ao palco da Luz, não há como resgatar uma outra velha glória da minha formação enquanto ser pensante: O brasileiro Raul Seixas é, para mim, verdadeiramente emblemático.

Sem mais explicações, vejam o vídeo e deliciem-se:



De resto, posso-vos confessar uma certa curiosidade pelo mais recente filme do Lars Von Trier O Anticristo com a belíssima filha do Serge Gainsbourg.

Já que se fala em filmes, porque não ver como Clint Eastwood retratou Mandela em mais uma fabulosa interpretação de Morgan Freeman?

Desejo-vos um bom fim de semana, já que eu andarilharei numa verdadeira epopeia imobiliária de que em breve vos darei novas.

Até para a semana, ou assim espero.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O dia C: Cachorolete de Contos; Good Morning, Mr. Gershwin; Eternal Sunshine of the Spotless Mind e Fanfare Ciocarlia

Bom dia!

Eis-nos chegados a mais uma abençoada sexta-feira que, como todos nós sabemos, é o brutal dia que antecede mais um abnçoado fim de semana.

Pois começo por vos brindar com uma frase do Roberto Bolaño: "El subprocurador parecía muy viernes casi llegando a sábado". Pois é assim que, invariavelmente, me sinto dia após dia.

Seja como for, hoje é dia de Cachorolete de Contos no Espaço Sou ali na rua Maria nos Anjos. É óbvio que irei lá estar, nervoso e ainda com incertezas em relação à minha participação, mas não quero perder o espírito de uma actividade promovida pelos Contabandistas. É às 21h30 e qualquer um pode participar e até, imagine-se lá, pagar-me uma qualquer bebida que me aqueça na noite fria que nos espera.

Embora não seja um fervoroso adepto de dança, confesso que também me inclino para um pulinho à Culturgest para ver a estreia do Good Morning, Mr. Gershwin, com encenação de José Montalvo e Dominique Hervieu. Baseado na fabulosa obra de George Gershwin, creio que poderemos ter aqui o melhor de dois mundos. Boa dança, mas sobretudo música fabulosa e apaixonante.



Para os mais caseirinhos, podem se sentir apaixonados pelo Eternal Sunshine of the Spotless Mind tal como me aconteceu ontem. Após sábia sugestão, dediquei-me à sua visualização ontem e, sinceramente, acho que ainda não me consegui libertar por completo. Que bom! Que interpretações fabulosas do Jim Carrey e da Kate Winslet. Por muito estranho que possa parecer, fazem dois papelões imensos, tremendamente melhores do que os verdadeiros blockbusters que os têm alimentado e granjeado uma certa fama.



A nível da música, queria só dar uma pequena nota de destaque para o concerto que saíu dos fabulosos Fanfare Ciocarlia que, neste Natal, prometem alegrar muita casa.



Pois boas festas, divirtam-se, etc, etc...

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O dia C: Vai-se Andando; Tintim e mais sugestões

Acho que no momento em que vos escrevo já é impossível fugir à louca saga das compras de Natal, ou pelo menos aos constantes apelos que surgem de todo e qualquer lado a fim de muitos comerciantes conseguirem salvar o seu negócio mesmo em cima do fecho do ano.

Não será, pois, de espantar que mais uma vez se comece a falar dos Beatles. E isto pese embora o facto de já não haver mais inéditos nem concertos descobertos ainda antes do Ringo se juntar ao grupo.


Como reacção a todo este tipo de apelos, gostaria de lançar algumas sugestões mais humanamente razoáveis.

No Auditório dos Oceanos, José Pedro Gomes, encenado pelo seu amigo e velho companheiro António Feio (quem é que não se lembra da famosa Conversa da Treta????) , promete um bom momento com Vai-se Andando, que, além do mais, conta com textos de Nuno Markl, Nilton e Luísa Costa Gomes, entre outros nomes mais ou menos conhecidos da praça, mas de inegável valor. A não perder, portanto...

A minha proposta cinematográfica recai sobre o nervosismo que já sinto em relação ao novo projecto de Spielberg de filmar uma saga do Tintim. Embora não haja verdadeira esperança de o ver este ano, não há nada como ter coisas que nos dêem fé no futuro.


Por isto valerá, definitivamente, a pena esperar.

Já a FNAC, na sua tradicional programação cultural, propõe uma sessão com o escritor Lobo Antunes no dia 12 no Norteshopping, que sempre é uma boa oportunidade de alguém lhe perguntar porque é que não decidiu acabar a "carreira" dele antes.

Lobo Antunes

Apesar destas sugestões mais ou menos aleatórias, gostaria de fazer um único apelo de que valorizem o comércio tradicional e não permitam que as lojas que nos conquistam com simpatia e qualidade desapareçam de vez.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O dia C: Livros Digitais, Feira do Livro de Grândola e o fenómeno mexicano!

Depois de nova ausência mais ou menos prolongada, eis-me de regresso às lides do Dia C neste espaço privilegiado de comunicação.
Desde já peço desculpa ao Nuno, mas tenho sido frequentemente suplantado por quantidades anormais de trabalho.

E é conseguindo respirar ao de leve que vos proponho mais um dia C.
Pois a minha primeira proposta vai para o tema que me tem ocupado a cabeça nestes últimos tempos: Livros Digitais. Chegou, na passada quarta-feira, a minha casa o simpático gadget criado pela Amazon e que tem de seu nome Kindle.



Embora a maioria das pessoas reaja de forma assustada a este assunto, renegando à partida uma ciência que definitivamente não conhecem, o leitor de livros digitais abre todo um mundo de possibilidades aos mais assíduos leitores. A possibilidade de finalmente poder ler num formato semelhante ao do papel livros que não estão publicados em Portugal e que a net disponibiliza de forma mais ou menos ilegal por sites da especialidade.

Experimentei, até porque dá para estarmos confortavelmente a ouvir música enquanto o lemos. É leve, pequeno e lê-se com bastante facilidade ( mais do que o écrã do computador).

Por falar em música, sinto em mim um tremendo desejo de contar ao mundo inteiro o verdadeiro fenómeno mexicano: Rodrigo y Gabriela.
Embora tenham um nome que promete um animado e bebido serão de baile numa qualquer aldeia deste nosso Portugal, a verdade é que este jovem casal consegue entusiasmar qualquer um, como poderão ver com o vídeo que vos deixo.



Experimentem agora explorar um pouco mais e descubram as versões de músicas bem conhecidas, com especial incidência para os Metallica.

Digam lá que não são fabulosos? Embora o tempo esteja meio chuvoso, não posso deixar de vos convidar para, uma vez mais, aparecerem por Grândola, uma vez que a Feira do Livro será hoje inaugurada, ficando aberta até ao próximo dia 9.

E é com desejos de companhias leitores e outras que tais que me despeço por ora, regressando para junto do meu Kindle.
Até para a semana!



PS- Não, não me esqueci que estamos em fim de semana de derby e que terei hora e meia para sofrer. Sim, deixarei o kindle de parte. Mas só durante hora e meia.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O dia C

Bom dia, ou tarde, ou noite ou quando quer que seja que estejam a ler estas palavras.

O primeiro tema do dia C de hoje terá mesmo que ser sobre o lançamento do mais recente romance do nosso Nobel, José Saramago, na próxima segunda, dia 19.

Caim promete conquistar o nosso mercado, já que a proveta idade de 87 anos e a polémica com Silvio Berlusconi servem claramente de teasers. Embora a capa portuguesa não seja má, creio que prefiro a da espanhola Alfaguara. Vamos lá ver o que nos reserva agora Saramago depois de A Viagem do Elefante.



(A fabulosa ilustração que apresento é do fabuloso Pedro Vieira, um dos melhores na área em Portugal)

Um outro conselho vivo que gostaria de dar a todos os leitores do Desportugal é o de verem o documentário de Kusturica sobre esse verdadeiro ícone do futebol que é o Maradona.

E isto com as recentes palavras que dirigiu aos jornalistas, ainda é melhor. Acreditem que explica muita coisa.

Deixo-vos o próprio Pibe a cantar o hino da famosa igreja maradonista.



Já que se fala em cinema, aproveitem a festa do cinema da FNAC que resolveu pôr grandes filmes a grandes preços.

A nível da música, a portuguesa Ana Moura lançou novo disco, continuando o seu processo de renovação do fado, tornando-o em algo contemporâneo, conquistando novos públicos.

Numa altura em que, um pouco por todo o lado, se andam a celebrar os 10 anos da morte de Amália, este disco vem mesmo a calhar.



Se estiverem mais numa de museus, aconselho uma espreitadela ao Museu do Oriente onde se está a celebrar a Festa da Índia até ao próximo dia 24. Numa altura em que a Índia se começa a afirmar como uma das novas super-potências mundiais e de onde já começamos a receber alguns ecos culturais neste nosso Portugal.

Portanto, aproveitem para sair e aproveitar este início de Outono anormalmente quente.

Ah, e bom fim de semana!

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O dia C

Bom dia!

Começo este dia C com o mais badalado tema destes últimos dias.

Pela terceira vez este ano, somos convidados a ir votar e decidir (desta feita) quem serão os nossos governantes locais.

Embora já esteja a atingir um ponto de saturação de aparente não retorno em relação à política nacional, sempre irei cumprir o meu dever cívico de ir votar. Vão também!

De resto, ontem foi anunciado o Prémio Nobel da Literatura de 2009 e, para grande surpresa (maldito sarcasmo), a vencedora foi uma ilustre desconhecida para o público português, uma vez que só tem dois livros em Portugal, dos quais a biblioteca onde trabalho apenas tem um. Confesso que nunca ouvi falar dela e que o interesse que este recente prémio despertou em mim foi pouco.



Confesso que sou daqueles que se agarra à net ao meio dia à espera de ver quem é que ganha, sendo que desde 2003 que não conheço ninguém de antemão.

Mas que fazer?



Sendo que amanhã é dia de reflexão, aproveito para vos convidar para darem uma saltada ao festival de cinema francês, que animará as cidades de Lisboa, Almada, Porto; Guimarães, Faro e Coimbra nestes próximos dias. Este fim de semana é Lisboa, a cidade que o recebe.

A estreia do mais recente filme de Paolo Sorrentino, sobre a vida de Giulio Andreotti, o mais mediático político italiano até ao aparecimento de Berlusconi, também me tem despertado algum desejo.



Numa altura em que, por terras italianas, se anda a tentar pôr o sr. Silvio mais ou menos na ordem, este filme não poderia vir em melhor altura.

Vão, portanto, ao cinema e domingo não se esqueçam de ir votar.

Nem que seja para depois terem autoridade moral para criticar a acção dos nossos politicuchos.

Bom fim de semana e até ao próximo dia C!

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O dia C

Bom dia leitores do Desportugal!

Eis que mais uma 6ª feira nasce no horizonte e quase começo a ficar animado com a tentadora perspectiva de finalmente poder descansar.

Já hoje à noite, a Biblioteca de Oeiras irá organizar um serão de contos dos Contrabandistas para deleite de todos os que se voluntariarem para entrar no fabuloso mundo dos contadores. Serei eu suspeito?



Claro está que irá contar com a minha presença atenta de espectador e de pessoa que disso faz a vida.

Além do mais, irei em plena missão profissional, uma vez que lá para fins de Outubro haverá um Encontro de Contadores em Grândola comigo à cabeça.

Um outro acontecimento verdadeiramente imperdível é o lançamento do DVD do Melhor da Liga dos Últimos, amanhã à tarde na FNAC Colombo. Como será possível perder isto?



Outra coisa que me parece ser imperdível, é o novo álbum de The Legendary Tigerman, Femina.

Depois de ter vindo a revolucionar lentamente a nossa música, este seu trabalho promete ser a confirmação de um dos mais sólidos músicos portugueses da actualidade.



A nível literário, as atenções estão completamente focadas no mais recente romance Roberto Bolaño, se bem que eu esteja a devorar o primeiro vencedor do Prémio Leya.



O brasileiro Murilo Carvalho apresenta-nos um romance histórico, recheado de pormenores deliciosos onde a saga de um só homem em busca das suas origens é violentíssima. Na onda dos melhores escritores brasileiros, Murilo apresenta-nos uma linguagem tremendamente rica e simples, quente e apaixonante.

E com isto tudo ainda espero poder ter tempo para fazer algo de precioso e que me tem andado a faltar: sono.

Bom fim de semana a todos os desportugaleitores!

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O dia C

6ª é sem dúvida dia do dia C (perdoem-me a redundância) e, como tal, não consigo deixar de invadir este espaço para espalhar palavras, que todas juntas, pode ser que façam um mínimo sentido.
Ora bem, começando por coisas que não o são, talvez comece por recomendar o cd que tem vindo a tocar de forma quase ininterrupta na minha viatura nestas últimas 3 semanas:
Os Melech Mechaya são um grupo de 5 rapazes portugueses que tocam música Klezmer, ou seja, música judaica não religiosa.



São judeus? Não. Apenas cinco bons músicos que resolveram fazer música para se divertirem e divertirem quem os ouve. Ousem descobri-los, que vale muito a pena.

Outra coisa que vale muito a pena é o site Scribd que tem alimentado e saciado grande parte dos meus vícios consumistas dos últimos tempos. De momento ando a devorar uma antologia do conto humorístico que me tem feito sorrir numa época em que os meus habituais receios em relação a projectos falhados aumentam consideravelmente. A ver que tal me saio este ano.

Caso estejam interessados em animações do livro e da leitura, podem sempre entrar em contacto comigo. Ah, e há condições muito especiais para instituições públicas...
Por falar em apresentações, acho que O Camareiro, do britânico Ronald Harwood é imperdível. Na Sala Garret do Teatro Nacional D. Maria II até ao próximo dia 25 de Outubro. E façam-me outra coisa: não adiem e decidam-se a ir.
 
De resto, este fim de semana regressa a nossa liga de futebol onde mais uma vez me preparo para sofrer que nem um condenado contra o Belém (será que algum dia irei aprender?).
Bem, bom fim de semana e até já!

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O dia C

Eis que, por graça quase divina, chegamos a nova sexta-feira.

Depois do fim de semana passado ter sido dos mais quentes do ano, acabo agora de vislumbrar umas negras nuvens vindas do mar que convidam a actividades bem mais caseiras neste fim de semana.

A primeira a que se podem desde já dedicar prende-se com a possibilidade de fazer download gratuito (e legal) do mais recente álbum de Manu Chao. Contudo, talvez seja importante realçar o facto de que o disco foi gravado num hospital psiquiátrico e que há sempre uma possibilidade de deixar o seu donativo.



Quanto ao álbum em si, é Manu Chao. Para o bem e para o mal.

Outra das minhas ocupações idílicas em dias de chuva consiste numa boa ida ao cinema. Sacanas sem Lei, o mais recente filme de Quentin Tarantino está, claramente, na minha lista de preferências para tornar o meu tempo de existência em algo muito valioso. Verdadeiramente a não perder numa sala perto de si.


Outra boa ideia, e podem sempre aproveitar o facto de ser gratuito aos Domingos de manhã, será uma visita ao Museu Nacional de Arte Antiga, ali nas Janelas Verdes, onde está patente uma exposição vinda directamente do Smithsonian americano, o que, para os fãs da Bones, poderá dizer algo mais.

A nível de leituras, nada melhor do que o calor da escrita de Junot Diaz, que com o seu A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao não nos consegue deixar indiferentes.



Por falar em Literatura, não consigo deixar de referir este fabuloso projecto brasileiro.

Bem, bom fim de semana e vamos lá ver se não fico profundamente deprimido com as prestações da nossa selecção.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O dia C

Depois de um saboroso período de férias por terras italianas, onde cumpri um dos meus desígnios de infância (o de entrar em San Siro e ver o Milan a jogar perante o seu público), eis-me de regresso a estas lides desportivas.



Ainda no rescaldo do péssimo jogo de ontem do Benfica, começo por uma singela recomendação para estes dias quentes que o nosso país vive:

Pimientos padrón. Desde há uns anos a esta parte que tenho vindo a desenvolver um gosto quase masoquistas por estes pequenos objectos da natureza, que tanto me deliciam como fazem sofrer. Passo a explicar, uma vez fritos ao de leve com azeite e posteriormente temperados com sal grosso, corremos sempre o risco de ser sempre extremamente picante.



Guardo ainda na memória um a roçar o mortal em Istambul (ao qual meio litro de cerveja nada fez) e um mais recente (há coisa de uma semana) que me fez respirar fundo e decidir se queria continuar a viver.

Mas são fabulosos, viciantes e encontram-se facilmente à venda em qualquer modelo naquela parte dedicada aos frescos e a preços fabulosos. Arrisquem avossa vida. Vá lá, não custa nada!


Acabadinha de ler foi a magnífica entrevista do Miguel Sousa Tavares à Ler que saíu esta semana. Qual adolescente vibro sempre com nova saída da minha revista de livros favorita. O design continua amanter-se inovador e apelativo e a qualidade da maioria dos cronistas é excelsa (tirando o José Riço Direitinho que não sabe reconhecer uma boa tradução). Embora ainda não tenha lido o mais recente livro do autor da capa, tenho-o numa interminável e dolorosa lista de espera onde figuram nomes como Augusto Monterroso e Márcia Denser como ilustres desconhecidos por quem nutro paixões anormais e até injustificáveis.


De resto, quase tenho medo de fazer sugestões, uma vez que a silly season continua no seu auge e há feiras por quase todas as belas populaças deste nosso Portugal onde as autarquias jogam possíveis vitórias eleitorais na contratação dos mais sonantes nomes do nosso mercado.

Menos mal é o facto do nosso campeonato já ter começado e sempre poder passar um dos fins de semana mais quentes do ano encafuado num qualquer café acompanhado de uma bela imperial.

Bom fim de semana a todos os leitores do Deportugal e uma saudação especial ao nosso novo correspondente moçambicano!

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

O dia C

Os dias estão quentes e tenho que confessar a todos os leitores do Desportugal que já só consigo pensar em férias.


Durante as próximas semanas voltarei a ausentar-me pois o meu corpo andará em digressão nacional, seguindo-se um périplo italiano.


Mas já lá vamos, ou então deixemos isto para as calendas gregas.




O que quero mesmo propôr é um saltinho à descoberta das ruas de Lisboa. Hoje na Y (suplemento do Público que de forma mais ou menos fiel leio todas as 6ª) dei com a entrevista a Rui Cardoso Martins a propósito do seu mais recente livro (que será uma das minhas fiéis companhias nas férias que se avizinham). Na dita cuja, é-nos proposto um passeio por uma "outra Lisboa" que tão curiosamente foi a minha durante os três anos e meio que por lá vivi. Quantas e quantas vezes fiz aquele mesmo caminho, tendo-o revivido parcialmente na minha última estada por causa dos exames. Passeiem por Lisboa. Aproveitem as esplanadas, vivam o rio, o movimento das pessoas, os cheiros e cores únicos, impossíveis de repetir em qualquer outro ponto do universo. Deixem-se de trabalhos e ideias e partam à descoberta de algo que está, afinal, bem perto de todos nós.

Já agora, o Museu do Design e da Moda tem até 13 de Setembro uma fabulosa exposição de retratos políticos, verdadeiramente a não perder.

Caso se sintam com coragem de ir até ao alentejo interior, queria destacar a exposição de um dos mais mediáticos fotógrafos internacionais em Montemor-o-Novo: Erwin Olaf. A recriação de alguns dos mais famosos "retratos" da humanidade são incapazes de deixar quem quer que seja. Para além disso, Montemor tem ainda outros encantos, nunca esquecendo os gastronómicos.



O que também não podemos nem devemos esquecer são os festivais que esta semana andarão por aí:

Paredes de Coura destaca-se claramente, embora queira deixar uma pequena nota para Portimão e para os nomes sonantes que conseguiu atrair este ano, tal como Bloc Party, Linkin Park ou James Morrison.



Bem, divirtam-se nas férias, já que eu darei o meu melhor para dormir e divertir-me que nem um leão a fim de recuperar as forças e parte da sanidade perdida.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

O dia C

Se bem que na semana passada já tenha feito referência ao Festival de Músicas do Mundo em Sines, esta semana volto a publicitá-lo por duas razões: a primeira, o histórico Lee Scratch Perry irá encerrar os concertos do Castelo no Sábado. Segunda: irei estar por lá a trabalhar no bar, o que me garantirá um livre passe para concertos e afins. É chato, bem sei. Mas alguém tem que o fazer.





Para os que resolverem permanecer nos centros urbanos deste nosso país a transpirar por férias de praia, podem sempre despedir-se do cinema com dois dos mais aguardados filmes do ano.
Se por um lado o polémico Brüno tem ocupado grande parte das atenções, por outro assistiu-se ontem à estreia da mais recente saga de Harry Potter e o Príncipe Misterioso. O final aproxima-se vertiginosamente, mas ainda será justo esperar por mais um. A ver que tal se safa David Yates desta vez (nem quero imaginar o nível de pressão a que terá andado submetido).





A nível de leituras, até porque este tempo estimula sobremaneira o prazer da leitura (que ninguém se atreva a contradizer-me), aconselho o escritor hondurenho Augusto Monterroso. Embora ainda não esteja publicado em Portugal, os seus contos curtos, simples e extremamente "impactantes" (perdoem-me a expressão espanhola) são verdadeiramente brutais. Cinismo e sarcasmo aliados a um fabuloso poder de criar humor converteram-no, para mim, numa das sensações deste verão.
A sua obra completa pode ser descarregada gratuitamente através do Scribd.

Boa semana e até já!

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

O dia C

Depois de mais umas semanas de ausência derivadas do meu retiro académico que culminou com 10 dias de puro estudo de ausência humana com estudo afincado e cinco exames.


Três já estão feitos e trato agora de recuperar a minha alma enquanto espero pelos outros dois resultados.


E por isso regresso a este espaço privilegiado de comunicação.


Recomendações:



Começo por revelar o meu bunker de abrigo durante estes dias. Em pleno Saldanha, na Avenida Praia da Vitória há um centro comercial meio obscuro de seu nome 222. Na cave há um restaurante egípcio, pertença do senhor Nasser Torky que, para além de fabulosa comida a preços bastante convidativos, oferece ainda a possibilidade de se fumar shisha em confortáveis assentos. Se somarmos a isto uma vasta gama de chás de qualidade (como suspiro por aquele chá de menta!!!), creio que temos um pequeno sítio de referência no coração de Lisboa.


Já que falo em chás, não queria deixar de destacar a primeira loja portuguesa de chás que me deixa consideravelmente satisfeito:


A First Flush, mesmo ali à saída do metro Baixa\Chiado, tem um acervo por deveras interessante, os chás têm uma qualidade rara, pelo menos a ter em conta os que já provei, e o atendimento é feito por quem sabe e gosta. Confesso que fiquei positivamente impressionado e que jurei a mim mesmo lá voltar assim que a minha despensa se torne um pouco mais comportável, já que o consumo diário de quase 3 litros se tem revelado insuficiente para a esvaziar. Mas vão! Verão que não se arrependem!


A nível de leituras há a destacar o mais recente romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa, que será apresentado na Biblioteca de Grândola na próxima 2ª- feira (sim, é um convite) pelas 21h30. A apresentação do autor caber-me-à a mim, mas isso já são outras estórias.



Caso não possam vir, e mesmo que o façam, leiam-no, pois é fabuloso. A crítica poderosíssima ao ainda mais poderoso regime qualquer coisa de democrático angolano é estrondosa, impressionante, incapaz de nos deixar indiferentes. Ah, e tudo isto com o cunho brilhante da infinita capacidade narrativa de Agualusa.


Já agora, começa hoje o Festival de Músicas do Mundo de Sines, que sempre vale uma atenta visita, muita praia e muita experiência diferente (entendam com isto o que quiserem).



Bom fim de semana e até já!!

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

O dia C

Cada vez mais intermitente (prevejo que esta situação se prolongará até meio de Julho) avanço com ais um dia C.


O meu primeiro destaque vai para a brava iniciativa que hoje começa por estas terras que me têm albergado nos últimos anos que é o Metal GDL .


Sendo esta a sua 4ª edição, contará com Legion of the Damned como cabeça de cartaz. São 2 dias numa planície alentejana bem perto do mar e da praia (se bem que o tempo que tem feito...). Mas apareçam e vejam/oiçam o que vale a pena, mas sintam sobretudo o ambiente único que invade esta pequena vila nestes dois dias de Junho.


Já a nível do teatro, toda a minha pena vai para a impossibilidade de ir ao Porto assistir à encenação da adaptação para português de Traições do recentemente falecido Harold Pinter. O Teatro do Bolhão teve a coragem suficiente para levar à cena o prémio Nobel britânico, estando em cena até ao próximo dia 14 de Junho.


Já pela parte que me toca, aproveito para anunciar que para a próxima semana não haverá Dia C, pois irei estar no Maratón de los Cuentos em Guadalajara, Madrid. Caso queiram aparecer, os vôos para Madrid estão ao preço da chuva e a dormida por lá consegue ser gratuita. A mim toca-me dia 13 pelas 16h45.


Se preferirem ler, aconselho vivamente o Tigre Branco de Aravind Adiga. Mas o prazer imenso que tenho tido não me permite muitas mais conisderações frias e calculistas.
Apareçam (por Madrid ou Grândola)!


Bom fim de semana e até já!!


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sexta-feira, 22 de maio de 2009

O dia C

Eis que mais um fim de semana se aproxima e depois de mais uma breve ausência, lá regressa mais um Dia C.
O fim do meu semestre está a aproximar-se com valentia e eu tenho-me acobardado nestas coisas da escrita.
Mas enfim. Hei-de sobreviver, tal como este fabuloso blogue.

Começo, então, com uma sugestão gastronómica:

No aclamado e mediático Freeport, há um conjunto de restaurantes que prometem ao transeunte uma pequena divagação pela gastronomia dos mais diversos países. De forma a antecipar/fazer um estágio da minha futura ida a Espanha (já falarei disso mais adiante neste mesmo artigo) entrei de forma convicta no Cañas y Tapas. Os meus desejos mais imediatos recaiam para uma tortilla ou para uns huevos rotos.


Optei pela primeira. E quando já tinha despachado a primeira cañita, lá surgiu a almejada tortilla. E qual não foi a minha surpresa quando ela sabia a huevos rotos! Somando isso a uns empregados brasileiros que não dominam os mais básicos termos da cervejística nacional e a umas patatas alioli que eram péssimas, não me posso queixar da experiência. Pelo menos deu para acabar de estudar os meandros do direito de autor (ai de quem copie este fabuloso artigo!!!!) . Portanto se lá forem, optem pelo alemão ou o afrodisíaco.


Mas isto, claro está, aplica-se apenas àqueles que optem pela prática do desporto oficial de fim de semana de tantos e tantos portugueses.


Aos outros, aconselho um pulinho até aos nossos estádios onde na Liga Sagres e na Vitalis se jogará a última jornada de futebol. Esperar-nos-ão longos meses de especulações e jogos treino da treta até voltarmos a ver futebol à séria. Bem sei que há poucas decisões para ver, mas ainda há algumas. O espectáculo poderá não ser o melhor, mas na última jornada costuma sempre haver muitos golos. Vá, vão aos estádios e dêem esse apoio às nossas equipas e pode ser que para o ano já consigam pagar alguns ordenados a tempo.


Em relação à leitura (não podia faltar!!), aconselho um fabuloso livro juvenil saído aqui há uns 2 meses que se chama Diário de um Banana. O norte-americano Jeff Kinney conseguiu criar o diário de um adolescente, intercalando as suas desventuras com tiras de banda desenhada verdadeiramente hilariantes.


De leitura fácil, aconselho-o vivamente para todos os que queiram esboçar um bom sorriso natural.
De resto, digo-vos apenas que irei (assim espero) a Guadalajara, Madrid, participar no Maratón de los Cuentos, mas até lá ainda vos vou moer (deliciosa expressão alentejana) com mais Dias C.


Bom fim de semana para todos os leitores!

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sábado, 2 de maio de 2009

O dia C

Esta semana o Dia C chega com um dia de atraso, mas como ontem foi dia do trabalhador, acabei por reservá-lo ao cultivo do ócio num típico monte alentejano. Por isso mesmo, começo por pedir desculpa a todos os leitores do Desportugal, mas ainda há coisas que são assim meio sagradas aqui para os meus lados.

Quanto a sugestões, a grande atenção deste fim de semana acaba por ser a inauguração da Feira do Livro de Lisboa, onde mais um ano se tenta dar uma nova cara de forma a conseguirem tornar o Parque Eduardo VII num verdadeiro centro comercial do Livro onde as pessoas possam usufruir de um espaço um pouco marginalizado da cidade de Lisboa.

Pela parte que me toca, gostaria de deixar um convite a todos os que quiserem/poderem comparecer no próximo dia 7 pelas 15h no stand da DGLB, que eu irei estar por lá com um estória fabulosa para crianças e não só. Claro está que a humildade parece ser a minha maior virtude, mas apareçam.

Caso se sintam tremendamente fascinados com a minha simpatia, poder-me-ão sempre pagar uma imperial lá pelas 16h e passar um pouco do meu dia de anos na minha presença (ah, também aceito transferências bancárias). De resto, confesso que estes dias ensolarados sempre acabam por me puxar para ambientes mais exteriores onde a prática do desporto ou da pura ociosidade são momentos altos da minha existência.

Leiam, bebam cerveja (o calor já começa a chamar), não comam ainda caracóis (estão e sabem a verde), vão passear com os cães, as namoradas, os filhos, as mulheres, os vizinhos e aprendam a respeitar a natureza de uma vez por todas.
Se acham que todo este discurso é na minha pessoa algo de estranho que poderá significar que o apocalipse está mesmo aí à porta, vejam estas fotos do meu dia de ontem e depois digam-me qualquer coisa.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

O dia C

Depois de um merecido descanso pascal onde fiz o meu corpo passear pelas bracarenses terras, retomo esta semana o dia C.

Ao contrário do que é habitual, não vos irei dar conselhos sobre o que fazerem no fim de semana, pois às vezes já me considero um pouco intrometido demais. A vida é vossa e acho que nem tenho muito que ver com isso. Vou então falar-vos do grande acontecimento que irá marcar não só a minha vida laboral, como a de muita boa gente que lida diariamente com estas coisas horríveis que são os livros.


Pois dia 23, quinta-feira, celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Mas para mim é mesmo o Dia Mundial do Livro que importa. Isto porque vou ter um dia tenebroso, recheado de actividades que irão das 9h30 às … ( o ano passado eram 4h30 – da manhã, sim – quando finalmente repousei os meus ossos em casa)
Trata-se, pois, da Maratona da Biblioteca, como tantas irá haver por esse país fora. Livrarias e bibliotecas irão estar recheadas de actividades em torno dessa imensa instituição que é o livro.

Pois resta agora ao incauto leitor desta crónica escolher onde o vai passar. Querem um conselho sincero e quase de amigo?


Vão até à biblioteca/livraria mais próxima.


Se mesmo assim estiverem com dúvidas, liguem, chateiem as pessoas que trabalham com livros, pois é isso mesmo que muitos deles merecem.


Se acham que os livros estão caros, podem sempre aproveitar para desenterrar alguns clássicos das vossas prateleiras ou das prateleiras empoeiradas das bibliotecas.


Por estas terras grandolenses por onde empenho várias horas laborais da minha vida, haverá a gravação da Quadratura do Círculo (sim, o programa da SIC Notícias) na inauguração de uma exposição sobre o modus vivendi nos anos 60, teatro para os mais novos, uma animação envolvendo livros organizada por mim, uma palestra à noite envolvendo algumas personalidades (Pacheco Pereira e Ramalho Eanes, entre outros) e música na biblioteca all night long, com diversos bares espalhados pelas diversas salas.


Participem!


Leiam!

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

O dia C

Ufa, que estava a ver que a sexta nunca mais vinha. Impressionante como há semanas que parecem não ter fim...


Para celebrar a chegada do fim de semana, gostaria de vos convidar a deliciarem-se (lamento, mas não há outro adjectivo) com esta Vinha do Padre Pedro (digam lá que o nome não é sugestivo?). Ribatejano, colheita de 2005 proveniente da Casa Cadaval, a demonstrar que a revolução qualitativa dos vinhos nacionais já chegou (finalmente!!!!!!!) ao Ribatejo. Isto, porque agora se pode comprar bom vinho ribatejano sem ter que se pedir um empréstimo ao banco e arranjar três ou quatro fiadores que posteriormente iriam requerer um pouco do vinho. Este meu entusiasmo vem no seguimento de anos e anos de não defesa do vinho ribatejano enquanto uma instituição acessível aos bolsos humildes de funcionários públicos em início de carreira.



Portanto, nada melhor do que começar o fim de semana a bebê-lo.


Se na semana passada fiz referência ao primeiro número da playboy portuguesa, este fim de semana gostaria de destacar o novo formato da Ler. Talvez por reacção ao lançamento da playboy ou apenas um reflexo da crise e uma clara aposta na inovação enquanto resposta, a verdade é que a revista dirigida por Francisco José Viegas está diferente. Por dentro e por fora, mas continua a ser ela. Já agora, esta semana a grande entrevista é comu senhor de quem não gosto lá muito, mas que, mesmo assim, não me privarei da ler (tenho que ter uma certa autoridade moral para criticar).

A nível musical , devo confessar que tenho passado a semana toda dividido entre duas novidades (quem é que os manda lançar estas coisas praticamente ao mesmo tempo??):

Por um lado o novo dos Beirut - March of the Zapatec é o depurar brutalíssimo dos álbuns anteriores, criando uma envolvência fabulosa para quem o ouve.

Por outo lado temos o Off with their heads dos Kaiser Chiefs. Não tão arrerbatador, mas quem é bom não desaprende. E isso é certo e sabido.


Bem, bom fim de semana a todos os leitores do Desportugal, já que eu irei mergulhar nuns trabalhos atrasados do mestrado e pôr alguns dos filmes dos Óscares em dia.


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sexta-feira, 27 de março de 2009

O dia C

6ª é dia de Dia C. E isto já um chavão mais forte do que "não há duas sem três" ou o "o Benfica foi um justo vencedor da Taça da Liga".

E como contra factos não há argumentos, aqui estou eu em mais uma crónica que irá revolucionar por completo a vossa percepção do mundo.

E isto, porque já começou a primavera. O Alentejo encheu-se um verde imenso pautado por inúmeras flores e as praias começam a ficar apetecíveis (tirando os insectos que, contra todas as nossas vontades, nos comem vivos). Ah, como gosto da Primavera.

Pois bem, é neste espírito estival que anuncio que foi hoje lançada a versão portuguesa da famosíssima Playboy, que será, finalmente, produzida com material português e não meras traduções da edição americana.

De certa forma, sinto que grande parte dos leitores desta crónica já me terão abandonado (e ao pc) pois foram a correr comprar um número que promete ficar na história dos nossos media. Também podem levar para ler na praia.

Se nomes como Pedro Paixão ou Nuno Markl ainda não são capazes de o convencer, pode sempre levar um livro. E porque não Livros de mais de Gabriel Zaid, que é um relato tremendamente frontal e racional da esquizofrenia que anda a atacar o mercado editorial internacional (e nacional também, não se preocupem). O livro é pequeno e dá para transportar facilmente para quase todo o lado ( o que inclui praias e casas de banho).

Se resolverem vir para estes lados onde moro, está a decorrer a semana da juventude e amanhã à noite haverá Pontos Negros (já devo ter falado deles neste espaço, quase de certeza), seguidos de Mercado Negro. Isto será à noite, a começar lá pelas 22h no Recinto de Feiras à entrada da Vila.


Portanto, neste fim de semana venham até às praias do concelho de Grândola, desesperem com os insectos, leiam a playboy às escondidas, o Gabriel Zaid à frente de toda a gente, e à noite jantem na Lanterna (que fica junto à estrada, não é caro e tem uma óptima relação qualidade/preço) e depois concerto.

Só não vos convido para dormirem lá em casa, pois o quarto de visitas já estará ocupado. Mas se me quiserem pagar uma imperial, estarei disponível.

Bom fim de semana.

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