Esteve em Maputo, capital Moçambicana, num grande convívio basquetebolístico entre jovens atletas do nosso continente. Esteve particularmente em plano de destaque e até fez festa – uma festa bastante rija – nas nossas barbas e condenados ao papel de meros espectadores prontos para a justa e merecida salva de palmas para os primeiros campeões africanos da bola-ao-cesto masculina na categoria de Sub-16, mercê da vitória sobre o Mali por 84-82, na grandiosa final de sábado à noite, no pavilhão do Macaqueie. Moçambique, o anfitrião que sonhava com um horizonte mais largo, quedou-se na quinta posição, ao superar a rival Angola pela marca de 61-60.
Quando as primeiras jornadas deste Afrobásquete começaram a preencher a “catedral”, a primeira e quase certa impressão que ficou em relação ao futuro campeão foi a seguinte: Mali com maior número de probabilidades e a seguir Nigéria. Angola, a despeito da sua inequívoca hegemonia nos seniores, não fazia parte dos prognósticos e conjecturas, dado que neste escalão as diferenças competitivas ainda não são muito acentuadas. Egipto, primeira selecção a desembarcar na nossa capital, estava fora da “bolsa de valores”, à semelhança de Moçambique, mesmo se tratando de organizador da prova.
Malianos, no Grupo “A”, juntamente com moçambicanos, argelinos e sul-africanos; e nigerianos, adstritos ao Grupo “B”, tendo como adversários egípcios, guineenses, centro-africanos e angolanos, desde cedo evidenciaram que efectivamente eram os principais candidatos ao título. No decorrer da primeira fase não somente ganharam todos os seus desafios como também o fizeram de forma tranquila, ganhando os respectivos grupos com tranquilidade. Aliás, do ponto de vista de desbobinar o jogo, claro estava quem eram os melhores, razão para se vaticinar uma final entre si.
Só que, no “teatro das operações”, estas projecções ruíram por completo, nomeadamente nas meias-finais, quando a Nigéria foi surpreendida pelo Egipto, ficando assim afastada a previsão inicial. Quanto ao Mali, esse, cumpriu a sua obrigação de ganhar à Argélia, daí que foi à final, no sábado, num misto de optimismo e de receio pelos egípcios. Os “Faraozinhos” tinham chegado ao derradeiro encontro meritoriamente, mas porque no começo não estavam “credenciados” para tal, ninguém queria assumir o risco de um prognóstico cem por cento maliano.
E só foi bom, pois a história da final conheceu outros contornos, absolutamente diferentes dos previstos: o triunfo egípcio por 84-82, no epílogo de um jogo disputado com muito ardor pelos dois conjuntos, que explanaram um basquetebol adulto e permanente incerteza quanto ao vencedor. Os dois pontos de diferença constituem o espelho mais eloquente daquilo que foi o jogo, dirimido com um extraordinário envolvimento da rapaziada egípcia e maliana.
Deste modo, o Egipto entra na história da bola-ao-cesto continental como primeiro campeão africano da categoria de Sub-16, tal como o foi, há dias, o Mali, no Afrobásquete de Sub-16 em femininos, prova por si organizada, em Bamako.
Para além da final, realizaram-se no pavilhão do Macaqueie mais três partidas, a saber: Nigéria derrotou Argélia por 65-56, Moçambique venceu Angola pela marca de 61-60, um ponto que reflecte a rivalidade que se verificou ao longo dos 40 minutos da contenda, e República Centro Africana superou África do Sul por 70-52.
Na classificação final, Egipto foi primeiro, Mali segundo, Nigéria terceiro, Argélia quarto, Moçambique quinto, Angola sexto, RC Africana sétimo e África do Sul oitavo. Guiné, como se sabe, foi desqualificada devido à falsificação de idades.
Texto:Michael Cesar (correspondente e colaborador do Desportugal em Moçambique)
Depois de ter perdido semana passada com os “locomotivas”, o Vilankulo FC conquistou domingo o Campeonato Provincial de Futebol ao vencer o Palmeiras de Chilacua, por 4-0. Beneficiou-se igualmente do empate do Ferroviário no terreno de Massinga FC, sem abertura de contagem.
Com ainda um jogo a menos frente ao Vitória de Guinjanta de Jangamo, a formação azul e branca do norte de Inhambane contabiliza 58 pontos, mais dois de avanço que o Ferroviário segundo classificado, que entretanto já completou as jornadas. Para o Ferroviário o campeonato terminou.
Com esta conquista, o VFC reconfirmou a hegemonia do futebol de Inhambane. Ao longo da prova, que contou com onze equipas, perdeu cinco pontos em consequência de uma derrota frente aos pupilos de Joaquim João e um empate em Jangamo frente a Vitória de Guinjanta.
O provincial de Inhambane perdeu competitividade com a desistência de alguns clubes alegando falta de dinheiro para as suas deslocações.
Despedida em grande
Já com o título na mão, a Académica tinha como único objectivo despedir-se do Campeonato de Futebol da Cidade de Maputo com uma vitória, que serviria para galvanizá-la para a fase que se segue: “poule” de apuramento para o Moçambola de 2010. Diga-se que os “estudantes” fecharam a prova com chave de ouro ao baterem o Beira-Mar, por 2-1, em desafio da 18ª e última jornada.
A Académica terminou a sua participação com 42 pontos, mais seis que o 1º de Maio que ganhou, no seu reduto, o Cape-Cape, por 2-0. O Mahafil, que também terminou a seis pontos do líder, empatou a zero golos com o Estrela Vermelha.
Os “alaranjados”, que eram tidos como favoritos a ocupar a primeira posição, terminaram em quarto lugar.
As Águias Especiais estiveram em destaque ao imporem uma goleada à moda antiga ao Nova Aliança, por 6-1. O Zixaxa também esteve em evidência ao bater o União FC, por 1-0.
Para além da Académica e FC Vilankulos estão apurados para a “poule” o Clube de Chibuto, Clube da Manhiça, Sporting da Beira, Desportivo de Tete, Desportivo de Nacala, Ferroviário de Pemba e Desportivo de Manica.
Justino Faduco sofre acidente
O árbitro internacional Justino Faduco sofreu na quinta-feira um acidente de viação na praia do Tofo, cidade de Inhambane, quando se preparava para apitar pela última vez na sua carreira. Justino completa idade máxima recomendada pela FIFA este ano, estando assim prevista a sua retirada dos palcos desportivos como juiz no final desta temporada.
Justino Faduco apita há vinte e sete anos e é internacional há dez.
Aquele juiz ficou gravemente ferido no pé direito na sequência do embate violento com uma viatura quando se fazia transportar na sua motorizada de regresso à casa ido da zona da praia do Tofo para onde se deslocara em missão de serviço.
Faduco beneficiou do apoio da CNAF tendo ordenado a sua evacuação urgente do Hospital Provincial de Inhambane para o Central de Maputo, onde está com o pé direito engessado, depois de uma intervenção cirúrgica.
Esta é a segunda vez que o árbitro internacional, que apitou recentemente o Desportivo-HCB, para o Moçambola, sofre um acidente, curiosamente em momentos eleitorais. Faduco sofreu o primeiro acidente no ano passado nas vésperas das eleições autárquicas na cidade de Inhambane e desta vez igualmente acidenta-se ao serviço do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).
Faduco, pelo actual estado clínico, fica fora das convocatórias para as últimas duas jornadas do Moçambola, situação que precipitou a sua retirada dos campos de futebol como árbitro.
Texto:Michael Cesar (correspondente e colaborador do Desportugal em Moçambique)
O Palmeiras venceu o Atlético PR e livrou cinco pontos de vantagem para o vice-líder do Campeonato Brasileiro após a 26ª jornada, disputada neste final de semana. Não foi o único time verde a sair favorecido na rodada: o Goiás bateu o Grêmio e assumiu o segundo lugar, com 45 pontos. São Paulo e Internacional empataram jogando em casa, contra Corinthians e Flamengo, respectivamente. Na outra ponta da tabela, o Fluminense voltou a vencer depois de 11 jogos (contando a Copa Sul-Americana), mas se manteve no último posto. O Palestra Itália recebeu 23.395 pagantes e viu o Palmeiras ter muitos problemas contra o Furacão. E, por fim, um jogador emprestado pelo próprio Atlético ao líder do campeonato resolveu a partida: Danilo, que jogou depois de o Palmeiras entregar R$ 100 mil aos paranaenses para poder utilizar o zagueiro no confronto. O primeiro tempo teve poucos lances de perigo. E, num deles, os donos da casa abriram o placar aos 42 minutos. Danilo lançou o chileno Figueroa, que se livrou da marcação e concluiu bem, 1 a 0.
Em desvantagem, os visitantes partiram para o ataque no segundo tempo. E foram recompensados com o empate aos 62 minutos: Chico desviou de cabeça após escanteio, a bola desviou em Danilo e enganou Marcos. O camisa 12 palmeirense, porém, evitou a virada do Furacão pouco depois, espalmando chute de Marcinho.
Então, apareceu novamente o zagueiro Danilo. Figueroa cobrou escanteio e o camisa 23 desviou sem marcação, garantindo mais um triunfo dos comandados de Muricy Ramalho. Não sem antes levar um susto, aos 80 minutos, numa cabeçada de Netinho defendida por Marcos. O Palmeiras chegou aos 50 pontos.
Cinco pontos atrás aparece o Goiás. O time de Hélio dos Anjos brecou a reação do Grêmio, que vinha há cinco jogos sem perder: 2 a 1, de virada, no Serra Dourada (12.644 pagantes). O tricolor gaúcho começou melhor e fez o primeiro após tabela de Jonas com Souza, que saiu na cara de Harlei, passou pelo goleiro e concluiu de esquerda, aos 17’.
O segundo quase veio com Jonas, que cabeceou rente à trave minutos depois. Se o Grêmio não aproveitou, o Goiás chegou ao empate. Júlio César, sem marcação, cruzou para Léo Lima, também livre, anotar o 1-1. O segundo tempo foi praticamente todo dominado pelos goianos, que pareciam não sentir o desgaste da partida disputada no Paraguai na quinta-feira, pela Copa Sul-Americana. Aos 80’, Thiego errou e deixou a bola com Felipe, artilheiro do Goiás no Brasileirão. Assim ficou fácil, 2 a 1.
O terceiro colocado agora é o São Paulo, que empatou com o Corinthians no clássico paulista, para 32.180 pagantes no Morumbi. O 1-1 aumentou a invencibilidade do Timão contra os são-paulinos para oito jogos, desde 2007. E o São Paulo deu um gol de presente ao time de Mano Menezes aos 20 minutos. André Dias não se entendeu com Bosco - substituto de última hora de Rogério Ceni, lesionado -, e Ronaldo teve o trabalho apenas de empurrar para as redes. Quase o empate veio cinco minutos depois, mas Hernanes finalizou na trave.
Aos 62’, o Corinthians teve um gol anulado, por falta de Ronaldo em Renato Silva. Foi uma das poucas chegadas corintianas com perigo na etapa final. O empate são-paulino veio aos 69’. Hernanes lançou Washington - impedido - e o camisa 9 desviou de leve na bola e decretou a igualdade. O São Paulo tem os mesmos 45 pontos do Goiás, mas perde no número de vitórias.
No Beira-Rio, as fortes chuvas que caíram durante o final de semana deixaram o gramado em péssimas condições, mas mesmo assim Internacional e Flamengo entraram em campo para tentar realizar a partida. Só tentaram: com claras dificuldades de fazer a bola rolar, ambas as equipes criaram poucas oportunidades e o jogo acabou mesmo sem gols. O Inter tem um ponto a menos que São Paulo e Goiás. O Flamengo, que não leva gols há cinco rodadas, se manteve em oitavo.
Já no Mineirão (36.294 pagantes), o Atlético MG superou o Santos com relativa facilidade, e permaneceu no quinto lugar, abaixo do Internacional pelo número de vitórias. Mesmo com três jogadores no meio-campo apenas para marcação, os visitantes levaram o primeiro gol logo aos cinco minutos. A defesa afastou mal e Evandro chegou chutando, 1 a 0.
Mesmo com boas oportunidades, o Galo ampliou apenas no segundo tempo. Aos 57’, Fabão não conseguiu dominar a bola e cometeu pênalti em Éder Luís, que Diego Tardelli converteu. Aos 74’, Corrêa passou por três rivais e deixou o camisa 9 atleticano em ótima condição para anotar o terceiro: foi o 13º gol de Tardelli, artilheiro ao lado de Adriano (Fla) e Jonas (Grêmio). Kléber Pereira ainda descontou, mas nada que ameaçasse o triunfo mineiro.
Falando em triunfo, o Fluminense se reencontrou com ele depois de onze partidas (o último fora em 6 de agosto). Diante de 19.098 pagantes no Maracanã, contudo, foi o Avaí quem abriu o placar, com William, se aproveitando de bom lance de Muriqui. Minutos depois, Fábio Neves cruzou da direita e Alan empatou.
O primeiro tempo estava animado e o Avaí quase fez o segundo com Luiz Ricardo, mas sua tentativa parou na trave. Coube a Muriqui marcar o 1-2, depois de cruzamento de Marquinhos. Mas o Flu chegou ao empate aos 43 minutos, quando a defesa catarinense saiu jogando errado, Conca recuperou a bola e passou para Fábio Neves igualar novamente.
O Avaí começou o segundo tempo melhor, mas Rafael apareceu bem e negou o gol a Marquinhos e Ferdinando. O time de Cuca se aproveitou e marcou o terceiro. Aos 56’, Eduardo Martini falhou e a bola ficou com Alan, que empurrou pro gol. A partir daí, o Flu recuou e deixou os visitantes controlarem o jogo, mas Rafael estava mesmo num dia inspirado e garantiu a vitória tricolor.
Mesmo com a vitória, o Fluminense permaneceu no último lugar graças à vitória do Sport sobre o Santo André, em confronto direto contra o rebaixamento. O triunfo foi garantido com um gol de Vandinho aos 69 minutos, numa conclusão de fora da área. O time do ABC paulista ainda pressionou, mas Magrão defendeu as tentativas de Nunes e Eduardo Ratinho.
No Engenhão, o Botafogo deu seguimento aos péssimos resultados no Brasileirão, mesmo depois de conseguir duas vitórias (sobre Atlético PR e Emelec, do Equador) na Copa Sul-Americana. São onze jogos sem vitórias no Nacional. O carrasco da vez foi o Vitória, que fez 3 a 1.
Apostando nos contra-ataques, o Rubro-Negro abriu o placar com Leandro, que cruzou e viu a bola ainda desviar no zagueiro Juninho. Na etapa final, as coisas pioraram para o Fogão com a expulsão de Emerson. Partindo para o ataque de forma desesperada, o Botafogo errou muitos passes e viu o Vitória ampliar aos 87 minutos, quando Leandro Domingues arrancou do campo de defesa e parou apenas para desviar do goleiro Jefferson. Dois minutos depois, Gláucio marcou um belo gol encobrindo o arqueiro carioca, 3 a 0. Laio ainda descontou, nada que impedisse a torcida botafoguense de pedir a saída do técnico Estevam Soares.
O Cruzeiro, que na quarta-feira havia sido prejudicado pela arbitragem, no sábado acabou beneficiado. Com um gol em claro impedimento marcado por Gilberto, a Raposa fez 1 a 0 no Barueri - ainda houve um pênalti para a equipe paulista, quando Gil impediu o empate com a mão. Jogando em casa, o Coritiba ainda perdeu um pênalti com Marcelinho Paraíba, mas ganhou do Náutico por 2 a 0 e livrou cinco pontos para a zona de descenso. O Timbu, com 26, está um a frente do Santo André, o primeiro desta zona.
Resultados da 26ª jornada do Campeonato Brasileiro 2009 Barueri - Cruzeiro, 0-1 (Gilberto 72’) Palmeiras - Atlético PR, 2-1 (Figueroa 42’, Danilo 69’; Chico 62’) Goiás - Grêmio, 2-1 (Léo Lima 33’, Felipe 80’; Souza 17’) Fluminense - Avaí, 3-2 (Alan 15’, 56’, Fábio Neves 43’; William 9’, Muriqui 30’) São Paulo - Corinthians, 1-1 (Washington 69’; Ronaldo 20’) Internacional - Flamengo, 0-0 Coritiba - Náutico, 2-0 (Rômulo 32’, Marcelinho Paraíba 82’) Atlético MG - Santos, 3-1 (Evandro 6’, Diego Tardelli 57’, 74’; Kléber Pereira 79’) Sport - Santo André, 2-1 (Arce 22’, Vandinho 69’; Rodrigo Fabri 34’) Botafogo - Vitória, 1-3 (Laio 90’; Leandro 30’, L. Domingues 87’, Gláucio 89’)
Classificação
Vídeos
Palmeiras 2-1 Atlético PR
Goiás 2-1 Grêmio
São Paulo 1-1 Corinthians
Atlético MG 3-1 Santos
Botafogo 1-3 Vitória
Fluminense 3-2 Avaí
Texto:Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil) [fotos: Terra]
A ponta final do Moçambola-2009 vai ser imprópria para cardíacos se se tiver em conta que na jornada de ontem, portanto a antepenúltima, os da linha da frente perderam e os da cauda galgaram terreno. É caso para dizer que as próximas duas rondas serão de lágrimas! O Desportivo e o Ferroviário de Maputo apanharam pela mesma tabela.
Os “alvi-negros” em Tete frente ao Chingale, por 1-2, e os “locomotivas” em Maputo diante do Costa do Sol, por 0-1. Foi uma tarde em cheio para a família “canarinha”, não é? Mas o que consola os dois é que continuam colados no comando com 47 pontos e por sinal na próxima jornada ambos jogam em casa.
Se no topo houve choramingos, cá na cauda houve festa, pois alguns dos aflitos subiram alguns degraus com destaque para o Textáfrica e Chingale que se livraram (momentaneamente?) dos lugares de sufoco, quer dizer, os de despromoção. Mas vamos aos resultados: o Maxaquene, que matematicamente ainda sonhava com o título, sucumbiu (1-2) diante da Liga Muçulmana, que ontem regressou às vitórias depois da saída do Professor Neca.
O Matchedje foi a Lichinga empatar sem abertura de contagem, enquanto o Textáfrica arrecadava três preciosos pontos (3-2) frente ao já despromovido, mas aguerrido, Ferroviário de Nacala. Os “locomotivas” beirenses enterraram cada vez mais os seus homónimos de Nampula (1-0). A HCB veio a Maputo empatar com o aflito Atlético Muçulmano.
A próxima ronda contempla os encontros Desportivo-Atlético Muçulmano, HCB-FC Lichinga, Matchedje-Ferroviário de Nacala, Textáfrica-Liga Muçulmana, Maxaquene-Ferroviário da Beira, Ferroviário de Nampula-Costa do Sol e Ferroviário de Maputo-Chingale.
Vou iniciar pelo derby da jornada 24 da Liga Nacional que pos frente-a-frente o Costa do Sol e os Locomotivas de Maputo.
Costa do Sol, 1-Fer. Maputo, 0: Ruben, quem mais
O Costa do Sol entrou bastante pressionante. Colocou todo o seu arsenal virado para a baliza de Muhamed e criou sempre espaços vazios, aproveitando, muito bem, a velocidade pelos flancos de Josimar, Marufo, Tó e, por vezes, Silvério. Ruben aparecia nas costas e era o verdadeiro “maestro”. Era ele que rodopiava e abria espaços vazios com aqueles seus pezinhos de lã, mas de grande obreiro. Dito, era o outro jogador que aparecia em cunha, ficando Mambo para as compensações no grande círculo. João, Kito e Jonas eram autênticos bombeiros, com o segundo a ir sempre à “racha”.
O Ferroviário tremia. Danito Parruque enchia o campo, bem secundado por Hagy. Mas era Mendes que dava mais nas vistas com alguns rasgos individuais que faziam vibrar os adversários. Na frente estava a dupla Luís/Jerry a tentar as penetrações. Mas os espaços estavam tão fechados que nem uma agulha podia penetrar. Na retaguarda, Tony comandava a defensiva, onde Jotamo, Zabula e Fredy não permitiam brincadeiras.
O Costa do Sol sempre que fosse ao ataque o fazia com muito perigo. E numa dessas subidas, aos 28 minutos, Ruben - este grande jogador! – penetrou pela esquerda. Levantou a cabeça. Viu que os companheiros estavam ligeiramente atrasados. Arriscou com um remate/cruzamento em arco. A bola, na trajectória, embateu no pé de um defesa e rapidamente mudou de direcção, traindo, deste modo, o guarda-redes. Era verdadeira festa “canarinha”.
O Ferroviário foi à busca da igualdade. Mendes, inconformado, foi a todas e por duas vezes obrigou Antoninho a defesas de recurso. O mesmo Antoninho evitou um golo certo com um mergulho espectacular à segunda tentativa, a tirar a bola da ponta da bota de Mendes.
No reatamento, viu-se apenas o Ferroviário sufocou o adversário. Mas há que ter em conta que o Costa do Sol jogava o que lhe convinha, porque sabia que estava em vantagem e tinha que ter muitas cautelas para não permitir o empate. Nalguns casos, embora de forma exagerada, os seus jogadores simularam lesões para ganharem tempo. Aqui, questiona-se ao árbitro: afinal para que servem os cartões que leva no bolso?
A dupla Luís/Jerry não atinava como de costume. Chiquinho Conde injectava sangue novo e acenava constantemente para que a bola fosse rapidamente transportada para a área contrária.
João Chissano respondia também com algumas substituições, sendo a que mais produziu efeitos, a de Artur Comboio, que com a sua experiência, veio controlar o meio-campo do lado direito.
Já na ponta final, Josimar entrou na área. Levantou a bola para a zona dos braços de Jotamo. O público reclamou penalte. Terá existido? Julgamos que o árbitro estava ali pertinho e decidiu por aquilo que viu.
Mas a história estava escrita: o Costa do Sol iria ganhar por 1-0. E… ganhou mesmo!
Chingale, 2 – Desportivo, 1 : Mavô, quanto mais velho mais saboroso fica
O certo é que o veterano avançado torturou Secanhe até limites inadmissíveis quanto penosos. E foi numa dessas torturas que Mavô passou por Secanhe, galgou bons metros como se fosse um menino e perante a saída desesperada de Marcelino inaugurou o marcador. Estavam jogados 28 minutos.
O Desportivo não se aquietou. Pelo contrário, forçou ainda mais o ataque, empurrando o Chingale para a sua própria grande área. Foi nesta toada que os “alvi-negros” ganharam três cantos consecutivos, sendo que no terceiro o esférico foi desviado por um defesa tetense sobre a linha de golo. E, aos 34 minutos, quando se aguardava pelo empate, Mavô voltou a desgraçar Secanhe isolando-se, perdendo o duelo a favor de Marcelino aos 47 minutos.
O Desportivo iguala o marcador por Mexer, que saltou à vontade na grande área cabeceando sem hipóteses para Jaime, depois de um canto cobrado à direita.
A segunda parte abriu com Binó a rematar torto, quando tinha tudo para desempatar a contenda. No ataque seguinte, Muandro desviou sem direcção após um cruzamento perigoso do enérgico Zainadine Jr.
O Desportivo continuou a pressionar, colocando muitos jogadores no terreno adversário. Incómodo mesmo continuava a ser Mavô, ainda que na segunda metade tenha tido em Mexer um opositor à altura do seu nível. Aos 72 minutos, Hagy é desmarcado à direita, batendo os defesas “alvi-negros” em velocidade, e bateu Marcelino sem dó nem piedade, fixando o resultado final.
Os pupilos de Semedo não se conformaram. Assaltaram o meio-campo do Chingale, que apostava em tudo para manter o resultado, incluindo o recurso a antijogo. Nelson ainda teve a igualdade nos pés, mas rematou fraco para a defesa de Kingsley, que entrara para o lugar do lesionado Jaime.
Ferroviário de Nacala, 2 – Textáfrica, 3: Atrás do prejuízo
Foi correndo atrás do prejuízo que o Textáfrica saiu ontem, do campo 25 de Junho, com os três pontos. Mesmo sem dominar o adversário, os “fabris” sempre reagiram depois de sofrer um golo.
A histária do jogo resume-se, aliás, a uma segunda parte com cinco golos e a uma péssima arbitragem. O primeiro aviso foi mesmo do Ferroviário de Nacala que, só não saiu com melhor resultado porque permitiu sempre que o adversário lhe surpreendesse.
Camate, aos 54 minutos, depois de um belíssimo trabalho individual, na ala esquerda do seu ataque, rematou forte para as malhas laterais que, no entanto, estavam furadas. A bola ficou dentro da baliza e o público gritou golo mas não era.
Aos 57 minutos, Romão inaugura o marcador para os nacalenses, mas três minutos depois o Textáfrica reage bem e chega à igualdade, só que o árbitro Filimão Filipe invalida o golo alegando posição de fora-de-jogo que, quanto a nós, não existiu.
A pressão dos “fabris” de Chimoio foi crescendo e os donos da casa já queriam defender-se do magro 1-0. Foi assim que Italó fez a igualdade. Só assim os “locomotivas” viram que afinal era preciso continuar a jogar de igual para igual e aos 79 minutos Dulá fez o 2-1.
Correndo mais uma vez atras do prejuízo, o Textáfrica foi atacando mais e numa dessas jogadas o dianteiro Tume deixa-se cair dentro da área e o árbitro aponta a marca de penalte que sinceramente não existiu. Estava feito o empate por intermédio de Corado aos 86 minutos.
Já por cima dos 90 regulamentares Italó bisou para o golo da vitária numa fífia da defensiva do Ferroviário.
Liga Muçulmana, 2 – Maxaquene, 1: Liga volta respirar
A vitoria da Liga Muçulmana sobre o Maxaquene, mostrou que estao acordados e que pretendem lutar pelo tituolo. Em duas ocasiões, em que o Maxaquene se deu mal na defensiva, os “muçulmanos” carimbaram a vitória que lhes permitiu encurtar a distância que lhes separa da liderança partilhada pelo Desportivo e Ferroviário de Maputo.
O Maxaquene não mereceu este descalabro, mas acabou pagando caro pelos erros que cometeu, a começar com a oferta de Kiki a Vling, uma demonstração de falta de capacidade técnica, ao travar o esférico para o adversário que, encostado à esquerda da grande área, atirou forte para o ângulo oposto, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes Soarito. Decorriam 36 minutos.
O Maxaquene acusou de início a incapacidade de colocar a bola sobre os seus atacantes, nomeadamente Hélder Pelembe e Liberty, bem vigiados pela tripla de centrais Aguiar, Marito e Sulemane. Enquanto isso, a Liga Muçulmana aproveitou a velocidade dos seus alas, muito pelo corredor esquerdo, onde estava posicionado Vling, muito bem apoiado por Sulemane, que apareceu muitas vezes a despejar as bolas para a área, obrigando a defensiva “tricolor” a grandes intervenções para repelir o perigo.
Com este esforço, a Liga Muçulmana conseguiu, por algumas vezes, lançar as suas “flechas”, designadamente Massitana e Maurício, contra o “keeper” Soarito, que não esteve nos seus melhores dias. Precipitou-se nas saídas e numa delas acabou sendo antecipado por Maurício, que fez o segundo para o infortúnio dos “tricolores”.
A Liga sentiu alguma tranquilidade, mas imediatamente posta em causa quando, naquilo que foi a jogada mais vistosa dos “tricolores” na primeira parte, Jumisse, inclinado à direita da grande área, atirou a visar em cima dos 45 minutos.
O jogo foi deste modo relançado e, no regresso para a segunda, o Maxaquene assumiu uma nova postura: muita velocidade na circulação da bola e movimentação das suas pedras com olhos para a baliza de Lama. Com esta forma de estar, os “tricolores” ganharam a luta no meio -campo e a defensiva foi chamada para grandes intervenções. O “central” Marito, uma das pedras elementares na defensiva “muçulmana” foi forçado a cometer algumas faltas, mas não houve melhor aproveitamento do livre batido junto à linha limite da grande área.
Todo o batalhão “tricolor” havia se atirado para o ataque e muitos remates surgiram, com realce para aqueles “tiros” de Hélder Pelembe e por Mustafá. Mas a história estava escrita e o golo de empate não apareceu até ao apito final.
Texto:Michael Cesar (correspondente e colaborador do Desportugal em Moçambique)
Eis que mais uma 6ª feira nasce no horizonte e quase começo a ficar animado com a tentadora perspectiva de finalmente poder descansar.
Já hoje à noite, a Biblioteca de Oeiras irá organizar um serão de contos dos Contrabandistas para deleite de todos os que se voluntariarem para entrar no fabuloso mundo dos contadores. Serei eu suspeito?
Claro está que irá contar com a minha presença atenta de espectador e de pessoa que disso faz a vida.
Além do mais, irei em plena missão profissional, uma vez que lá para fins de Outubro haverá um Encontro de Contadores em Grândola comigo à cabeça.
Um outro acontecimento verdadeiramente imperdível é o lançamento do DVD do Melhor da Liga dos Últimos, amanhã à tarde na FNAC Colombo. Como será possível perder isto?
Outra coisa que me parece ser imperdível, é o novo álbum de The Legendary Tigerman, Femina.
Depois de ter vindo a revolucionar lentamente a nossa música, este seu trabalho promete ser a confirmação de um dos mais sólidos músicos portugueses da actualidade.
A nível literário, as atenções estão completamente focadas no mais recente romance Roberto Bolaño, se bem que eu esteja a devorar o primeiro vencedor do Prémio Leya.
O brasileiro Murilo Carvalho apresenta-nos um romance histórico, recheado de pormenores deliciosos onde a saga de um só homem em busca das suas origens é violentíssima. Na onda dos melhores escritores brasileiros, Murilo apresenta-nos uma linguagem tremendamente rica e simples, quente e apaixonante.
E com isto tudo ainda espero poder ter tempo para fazer algo de precioso e que me tem andado a faltar: sono.
O Palmeiras entrou em campo apenas nesta quarta, mas desde a última segunda-feira tinha assegurada mais uma rodada na liderança do Campeonato Brasileiro depois de ver o Internacional ser derrotado pelo Vitória (2-0), e o São Paulo não passar de um empate contra o Santo André (1-1). E o Verdão não decepcionou quando foi sua vez de jogar: fez 2 a 1 no Cruzeiro, no Mineirão, e abriu três pontos de vantagem para o vice-líder - em jogo marcado por reclamações por supostos pênaltis não marcados para o time local.
Para 26.282 pagantes no Mineirão, o Cruzeiro reclamou de pênalti aos quatro minutos, em lance com Kleber - que se envolveu em polêmica no final de semana, ao participar de uma festa promovida por uma torcida organizada do Palmeiras - e Wendel. Três minutos depois, a Raposa fez o primeiro: Thiago Ribeiro recebeu sem marcação e apenas desviou de Marcos, 1 a 0.
A vantagem mineira durou pouco. Dois minutos, para ser exato. Diego Souza mandou uma bomba em cobrança de falta e deixou tudo igual. Aos 16’, o Cruzeiro reclamou (agora com razão) outro pênalti: Jumar sobre Fabrício. O goleiro Marcos salvou o Palmeiras aos 41 minutos, em lance de Diego Renan.
Logo nos primeiros minutos da etapa final, o Verdão virou. Cleiton Xavier recuperou a bola no meio-campo e deu ótimo passe para Vágner Love, que correu 49 metros, passou por Fábio e fez 2-1. Minutos depois, Pablo Armero recebeu seu segundo amarelo e deixou os comandados de Muricy Ramalho com um a menos.
A partir de então, a partida se resumiu aos ataques cruzeirenses e ao forte esquema defensivo palmeirense. Aos 70’, Kleber concluiu para bela defesa de Marcos, que ainda viu a bola bater na trave. Pouco depois, Leonardo Silva cabeceou a centímetros da trave. E, mesmo com quase todos seus jogadores no campo de ataque, o Cruzeiro não logrou o empate (e ainda reclamou mais um pênalti, em Diego Renan, nos acréscimos).
O Santo André recebeu o São Paulo no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, em clara tentativa de lucrar com o público são-paulino desta cidade. Diante de 19.716 pagantes, o Tricolor começou melhor e deu pinta de que venceria com facilidade. Tanto que, aos sete minutos, abriu o placar: Junior César cruzou da esquerda e Jean pegou de primeira, 1 a 0. A “equipe da casa” respondeu com o veterano Marcelinho Carioca, cobrando falta próxima à trave. O São Paulo parou no goleiro Neneca em duas oportunidades perto do final da primeira parte.
Mesmo parecendo manter o controle do jogo, o São Paulo levou o empate aos 71 minutos. O boliviano Pablo Escobar apareceu livre na frente de Rogério Ceni e só desviou para as redes, 1 a 1. O time de Ricardo Gomes não criou chances claras para voltar à frente do placar, e o empate permaneceu até o final do confronto - mantendo o Santo André entre os quatro rebaixados.
No Barradão (19.033 pagantes), o Vitória voltou a ganhar de um postulante ao título - na última semana, havia vencido o Palmeiras. No primeiro tempo, os goleiros Viáfara e Lauro impediram os gols, além da falta de pontaria dos ataques de ambos os times. Aos 25’, Andrezinho arriscou e o goleiro colombiano espalmou. Aos 42’, Alecsandro bateu para nova defesa de Viáfara.
No segundo tempo, quem apareceu mais foi Lauro. E na primeira chegada com perigo do Vitória, o goleiro colorado nada pode fazer: Uelliton, no alto de seus 1,72m, subiu mais que a defesa gaúcha e abriu o placar após escanteio. O golpe fatal veio aos 76 minutos: Roger sofreu pênalti e ele mesmo cobrou para ampliar o escore e deixar o Vitória em décimo.
Em Porto Alegre, para 27.205 pagantes, o Grêmio trucidou o Fluminense em 23 minutos. Neste meio tempo, Souza abriu o placar (Adeílson ainda desviou contra, mas o gol foi marcado para o meia gremista), Tcheco ampliou de pênalti e Souza, novamente com desvio na zaga, marcou o terceiro.
No segundo tempo, Kieza descontou, mas um minuto depois Cássio cabeceou contra a própria meta e fez Grêmio 4 a 1. Jonas ainda marcou o quinto, chegando à artilharia do Brasileirão, ao lado de Adriano “Imperador” (13 gols). No meio de semana, o volante Adílson, do Grêmio, afirmou que, para os adeptos de seu time, vencer o Flu seria como “bater em bêbado”. Realmente foi, o que deixa o tricolor gaúcho sonhando com as primeiras posições, e o carioca...
Falando em artilharia, Adriano a alcançou em grande estilo. O Flamengo fez 3 a 0 sobre o Coritiba, no quarto jogo consecutivo do Mengão sem levar gols. Num Maracanã para 47.921 pagantes, os cariocas chegaram ao oitavo lugar, deixando o Coxa próximo dos quatro últimos. E foi o Coritiba quem chegou primeiro: Leandro Donizete arriscou, Bruno deu rebote e Ariel acertou a trave.
Mas quem não faz leva, como diz o mais novo ditado futebolístico. E o Rubro-Negro fez um golaço com Petkovic, que cobrou falta com categoria aos 34’. Pouco depois, em nova rebatida de Bruno, Marcelinho Paraíba pegou mal e mandou para fora. O Fla ainda podia ter ampliado no primeiro tempo, mas Adriano chutou cruzado na trave.
Os demais gols ficaram mesmo para os 45 minutos finais. Aos 57’, Petkovic deu bela assistência e Adriano fez o segundo golaço da noite, encobrindo Edson Bastos. E, aos 83 minutos, e novamente num belo gol. Willians mandou de longe e acertou o ângulo do camisa 1 paranaense, 3 a 0.
O Goiás, por sua vez, roubou a cena na volta de Ronaldo aos gramados, após 56 dias parado por uma fratura na mão. Os comandados de Hélio dos Anjos fizeram 4 a 1 no Corinthians em pleno Pacaembu (33.710 pagantes). O resultado, que devolveu os goianos ao grupo dos quatro primeiros, foi também a primeira vitória do Goiás em três jogos.
E foi uma vitória construída desde cedo: aos sete, Júlio César cruzou para Iarley abrir o placar. Aos 23’, depois de novo cruzamento de Júlio, Fernandão ganhou de Diego e chutou com categoria para ampliar. Felipe ainda salvou o que seria o terceiro gol, em outra tentativa de Fernandão.
O goleiro corintiano apareceu mais uma vez aos 48’, defendendo o chute de Felipe. De tanto insistir, o Goiás marcou o terceiro. Iarley recebeu, se livrou da marcação e bateu com precisão: 3 a 0. Só então o Corinthians criou chances claras, mas Dentinho mandou por cima e Marcelo Mattos viu Harlei espalmar sua finalização. Aos 74’, enfim o gol de desconto: Ronaldo cobrou falta na trave, Jucilei cabeceou para defesa de Harlei e Dentinho mandou pro gol, 3 a 1. Contudo, minutos depois, o Goiás matou o jogo. Cruzamento na área para João Paulo, que desviou e garantiu a goleada do quarto colocado.
Atuando na Ressacada, o Avaí se recuperou de uma série de três derrotas seguidas e goleou o Barueri por 4 a 0, em duelo de equipes tranquilas na tabela no quesito luta contra o rebaixamento. Quem não está tranqüilo é o Sport, que levou 1 a 0 do Atlético PR e, assim como o Fluminense, está cada vez mais longe da Série A. O Botafogo também se manteve na zona de descenso ao empatar em Santos (0 a 0).
Série B
A 25ª jornada do Brasileirão da Série B teve polêmica. O Paraná ganhou do Ceará por 1 a 0 graças a um claro gol de mão de Wellington Silva, validado pelo árbitro Charles Hebert Ferreira. l. No intervalo da partida, houve princípio de confusão entre atletas do Ceará e o árbitro. O juiz só voltará a apitar uma partida do Brasileirão em 2010. Pelo menos é o que definiu o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, o Vasco fez 1 a 0 no Guarani, diante de 50.335 pagantes no Maracanã, e está muito próximo de assegurar vaga antecipadamente para retornar à primeira divisão. O time tem 52 pontos, seguido por Guarani (46), Atlético GO (44) e Ceará (43’). Na luta direta por uma vaga ainda estão São Caetano (40), Figueirense (39) e Portuguesa (38).
Resultados da 25ª jornada do Campeonato Brasileiro 2009
Atlético PR - Sport, 1-0 (Marcinho 1’)
Náutico - Atlético MG, 0-0 Vitória - Internacional, 2-0 (Uelliton 57’, Roger 76’)
Santo André - São Paulo, 1-1 (Escobar 71’; Jean 7’) Avaí - Barueri, 4-0 (Willian 19’, Eltinho 26’, Muriqui 72’, Léo Gago 81’) Grêmio - Fluminense, 5-1 (Souza 11’, 23’, Tcheco 18’, Cássio [contra] 58’, Jonas 83’; Kieza 57’)
Santos - Botafogo, 0-0 Flamengo - Coritiba, 3-0 (Petkovic 34’, Adriano 57’, Willians 83’)
Corinthians - Goiás, 1-4 (Dentinho 74’; Iarley 8’, 50’, Fernandão 23’, João Paulo 79’)
Cruzeiro - Palmeiras, 1-2 (Thiago Ribeiro 7’; Diego Souza 9’, Vágner Love 50’)
Classificação do Brasileirão 2009
Vídeos
Cruzeiro 1-2 Palmeiras
Santo André 1-1 São Paulo
Vitória 2-0 Internacional
Corinthians 1-4 Goiás
Grêmio 5-1 Fluminense
Flamengo 3-0 Coritiba
Série B: Ceará 0-1 Paraná [gol de mão]
Texto:Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil) [fotos: Terra, Globo, Uol]
Tiago Pires, conhecido no meio sufista como "Saca" alcançou a terceira eliminatória do Quiksilver Pro France 2009, sétima etapa do Circuito Mundial ASP, após eliminar o havaiano Kekoa Bacalso. O português apanhou a melhor onda do dia.
Actual 33.º do "ranking" Mundial, protagonizou na praia de Hossegor a melhor onda do dia até então, pontuada com um 9, à qual acrescentou outro registo de 5,33, nas suas duas melhores manobras em nove tentativas, afastando Bacalso, 15.º do Mundo, que não foi além de 12,33 (5,83 e 6,5), no 11.º "heat" da segunda eliminatória.
A prova francesa decorre até o dia 04 de Outubro. Lembrar que Portugal recebe o Rip Curl Search em Peniche entre os dias 19 e 28 de Outubro.
Vídeo da ronda 2 (logo que tiver a actual será colocada aqui)
Ficou claro, no decorrer da primeira fase, que a despeito de sermos os anfitriões, não figuramos no grupo das melhores formações da prova e nem tão-pouco candidatos ao título. No entanto, porque o sonho também conduz o quotidiano dos homens, a nossa rapaziada não se coíbe em alargar o seu horizonte de ambições para uma eventual surpresa agradável no Afrobásquete de Sub-16, sobretudo agora que conseguiu a qualificação para os quartos-de-final, cujos jogos terão lugar hoje, no pavilhão do Maxaquene. O sonho da turma moçambicana está nas mãos da Argélia, em alternativa à Guiné, desqualificada da prova em virtude de ter apresentado atletas com idades falsificadas.
O desafio entre moçambicanos e argelinos reveste-se de capital importância para a nossa selecção, se se atender que, do ponto de vista competitivo, se encontra uns furos abaixo do seu adversário, pelo menos a avaliar por aquilo que ambos revelaram nas partidas anteriores. Moçambique, que na derradeira partida do Grupo “A” perdeu diante do Egipto pela marca de 49-71, terminou na quarta posição com quatro pontos, enquanto a Argélia, no Grupo “B”, perdeu frente à poderosa e primeira classificada Nigéria por 66-70, na última jornada, e ficou no segundo posto com seis pontos.
Naturalmente pressionada pelo facto de actuar em casa e porque hoje, tratando-se já dos quartos-de-final, a presença do público será em número superior comparativamente aos dias anteriores, a nossa rapaziada obriga-se a não falhar e manter ao longo dos 40 minutos níveis competitivos bastante elevados, sob pena de defraudar toda a expectativa que se vai criando à sua volta. Embora reconhecendo as suas diminutas possibilidades de chegar ao título, os espectadores não deixarão de apelar para que ultrapasse os argelinos e chegue às meias-finais.
O início foi bom e prometedor, apesar da vitória sofrida diante da África do Sul, por apenas quatro pontos (54-50). Os desafios subsequentes foram arreliadores, o primeiro dos quis perante a forte turma do Mali, uma das sérias candidatas ao título. A segunda derrota verificou-se no fecho da primeira fase, face aos egípcios.
Ontem, foi dia de descanso, é verdade, mas acima de tudo de reflexão em relação ao que aconteceu, de forma a perspectivar-se melhor os quartos-de-final, até porque os adversários vão sendo cada vez mais fortes. Estamos em crer que Miguel Guambe e os seus pupilos tiveram espaço e tempo para o desenho das estratégias necessárias com vista a desfeitear os argelinos, eles também com os olhos na transição para as meias-finais.
A jornada de hoje começa às 11.00 horas, com o jogo entre República Centro-Africana e Mali, um verdadeiro passeio para os malianos, que já têm a qualificação garantida para a etapa seguinte. O mesmo sucede com a Nigéria, diante da modesta África do Sul, a partir das 13.00. Angola-Egipto, às 15.00, é uma incógnita, no entanto, o favoritismo vai para os egípcios. Fecha o dia o Moçambique-Argélia, a partir das 17.00.
GUINÉ DESQUALIFICADA
Prevaricou, pagou! Esta é, pois, a tese defendida pela FIBA-África em relação às falcatruas protagonizadas por alguns países nos campeonatos dos escalões de formação. No Afrobásquete de Sub-16, a decorrer em Maputo, o organismo máximo das bola-ao-cesto continental não teve contemplações: desqualificou a selecção da Guiné-Conacri, devido à falsificação de idades dos seus atletas.
O facto foi detectado na terça-feira, dia em que foram disputados os desafios referentes à última jornada da primeira fase, com os guineenses a derrotarem os angolanos pela marca de 59-39. De acordo com investigações efectuadas na altura, dois jogadores tinham idade acima dos 16 anos, o que levou a organização do evento a suspender os referidos atletas e a aplicar uma multa ao país.
No entanto, após uma análise mais profunda, a FIBA-África decidiu-se por uma sanção mais pesada: a desqualificação da selecção da Guiné desta competição, não valendo em rigorosamente nada os pontos meritoriamente conseguidos nas quatro partidas que efectuou no Grupo “B”. Com derrota somente diante da primeira classificada Nigéria, os guineenses haviam vencido Argélia, República Centro-Africana e Angola, amealhando por via disso sete pontos, menos um que os nigerianos.
Aliás, como forma de desencorajar a ocorrência de falsificação de idades, que tem caracterizado estes campeonatos, a FIBA-África, tendo em vista um controlo minucioso dos jogadores, enviou a Maputo um médico, o qual se encarrega de testagem a todas as equipas. Foi na sequência deste controlo que se descobriu a artimanha dos guineenses, culminando com a sua desqualificação.
Porque tinham terminado em segundo lugar no seu grupo, os “matulões” da Guiné eram os adversários de Moçambique nos quartos-de-final, esta tarde.
Afrobásquete de femininos: “Vassourada” na selecção
A AUSÊNCIA de veteranas como Nádia Rodrigues, Tânia Wachene, Nika Gemo e Ruth Muianga, com o treinador a optar por promissoras jogadoras como Kátia Halar, Leia Dongue – sobretudo esta, com apenas 18 anos – Odélia Mafanela e Filomena Micato, constitui o maior destaque na revolução efectuada por Nazir Salé na Selecção Nacional de Seniores Femininos, que se prepara para o Afrobásquete Madagáscar-2007, a decorrer entre 9 e 18 de Outubro próximo.
Depois da triste experiência dos Jogos da Lusofonia de Lisboa, em Julho passado, em que a nossa selecção, com todas as craques conhecidas, foi uma verdadeira lástima, Nazir Salé preferiu mudar de estratégia, indo buscar valores mais frescos, ambiciosos e prometedores para fazer face a um campeonato em que se exige de Moçambique o título, senão os lugares seguintes do pódio.
Mesmo assim, porque não pretende fazer uma revolução total, mas sim gradual, o “mister” achou melhor uma mescla entre veterania e juventude, daí por exemplo surgirem na pré-convocatória os nomes de Aleia Rachide, Amélia Macamo, Ana Flávia Azinheira, Zinóbia Machanguana, Ana Branquinho e Deolinda Gimo.
A relação das 14 atletas chamadas para esta primeira fase de treinos, já a decorrer, é a seguinte:
A organização dos Jogos Municipais da África Austral recentemente terminada em Maputo pretende tornar o evento mais expressivo, o que passa por uma maior divulgação e abrangência de cidades dos países da região.
Este sentimento foi manifestado pelos representantes dos países (municípios) participantes, nomeadamente de Moçambique, África do Sul, Suazilândia, Botswana e Namíbia, após avaliar o seu grau de envolvimento nos jogos.
A organização constatou que maior número dos países da região e os respectivos municípios não participam no evento, lançado com o objectivo de promover o intercâmbio desportivo, o turismo e a amizade entre os municípios dos países da região.
Os VII Jogos foram exemplo disso, sendo que apenas cinco países estiveram representados, para além de que o número de participantes no evento reduziu relativamente à anterior edição. São 46 cidades que se fizeram aos jogos, levando consigo um total de três mil participantes, entre atletas, dirigentes desportivos, municipais e adeptos. Os jogos de 2008 contaram com a presença de 67 cidades em representação dos países que participaram na finda edição incluindo a Zâmbia.
“O nosso objectivo é juntar todos os municípios da África Austral de modo que o intercâmbio não seja apenas a nível das gemelagens que são feitas individualmente entre as cidades de um determinado país e doutro. A ideia é avançar com mais números, com objectivo de promover mais amizade, troca de experiência e o desporto nas comunidades dos países da região”, frisou Lázaro Mbabamba, representante moçambicano no Comité Organizador dos Jogos.
Outra constatação que se fez é o facto de a África do Sul ser o país que mais cidades (equipas/atletas) tem trazido aos jogos, como foi novamente provado na edição que acaba de terminar. Os sul-africanos acabaram, em consequência disso, sendo os mais destacados pela quantidade de medalhas por si conquistadas, seguidos do Botswana, Namíbia e Suazilândia. Moçambique, representado pelo Município da Matola, não teve sequer uma medalha.
De salientar que a VII edição movimentou nove modalidades, designadamente futebol, voleibol, netboll, golfe, atletismo (maratona), lançamento de dardo, ténis de campo e de mesa e bilhares.
Moçambique clama por maior presença
Lázaro Mbambamba anotou que Moçambique é dos países com menor representatividade no evento, situação que deverá ser superada nas próximas edições, com o plano visando a integração de mais municípios do país.
O representante moçambicano no Comité Organizados dos Jogos, Lázaro Mbambamba, realçou, porém, que isso passará pela mobilização dos municípios para este evento e, depois, a sua organização para a promoção de actividades desportivas a nível local.
Salientou que será igualmente necessária a mobilização de meios, pois os encargos de participação são individuais, razão que aponta como tendo sido o maior obstáculo para a aderência de outros municípios nos jogos.
Moçambique aderiu a este evento no ano passado, com a sua participação nos jogos realizados na cidade sul-africana de Kimberley.
Antes, a participação neste tipo de eventos era feita de forma individual, com destaque para o Município da Matola, no âmbito da gemelagem que tem com as cidades de Mbabane, na Suazilândia, Mbomela e Nkomazi, na África do Sul.
Visitantes repudiam estado dos campos
As equipas visitantes não esconderam a sua satisfação pela hospitalidade oferecida pelos moçambicanos e segurança que se vive no país, concretamente nas cidades de Maputo e Matola, onde estiveram hospedados. Porém, manifestaram repúdio ao mau estado em que estão votados os recintos desportivos.
Mbambamba defende que os municípios devem apostar na construção de recintos desportivos próprios para acomodar os interesses locais, em particular, e do país, em geral, sendo que os clubes continuam a enfrentar limitações para a reabilitação das suas infra-estruturas. Segundo sua opinião, o associativismo nos clubes é tão fraco, daí que os clubes são reféns aos apoios das empresas.
Disse que devia seguir-se ao exemplo da África do Sul, onde as empresas são donas dos clubes, daí que são sustentáveis.
Texto:Michael Cesar (correspondente e colaborador do Desportugal em Moçambique)
Apesar de se tratar de jogadores preponderantes, a Direcção do Maxaquene quer ser exemplar e não pactuar com actos de indisciplina e outros atentatórios à estabilidade da equipa, particularmente nesta altura crucial do Moçambola-2009. Esta é, pois, a razão invocada para a expulsão do defesa Campira e do avançado Eurico da família “tricolor”, facto que ocorreu há dias e ontem confirmada ao nosso Jornal por uma fonte da colectividade.
Acusados de indisciplina grosseira, traduzida na apresentação às instalações do clube em estado de embriaguez, faltas aos treinos e aos jogos sem qualquer justificação, entre outros casos graves, Campira e Eurico acabaram por ser literalmente afastados do Maxaquene, pois o seu comportamento era tão nocivo que já começava a criar alguns problemas no seio do plantel.
O caso de Campira, em particular, ganhou contornos gravosos na recente deslocação dos “tricolores” a Tete, para defrontar a HCB de Songo. Na ocasião, segundo nos contaram, o defesa ter-se-ia apresentado no Aeroporto Internacional do Maputo com visíveis sinais de embriaguez, facto que irritou a equipa técnica, os colegas e os dirigentes que acompanhavam a equipa.
Como primeira sanção, Campira e Eurico, este último com outros motivos de indisciplina, foram suspensos, enquanto o processo disciplinar instaurado seguia os seus trâmites legais. Concluído, a Direcção do Maxaquene não teve contemplações: imediata rescisão dos contratos e consequente expulsão do clube.
Professor Neca já não é treinador da Liga Muçulmana
A apenas três jornadas da conclusão do Moçambola-2009 e numa altura em que vários prognósticos e conjecturas são avançados em relação ao nome do futuro campeão, há mudança de treinador num dos candidatos ao título, a Liga Muçulmana. O técnico português Neca, de seu nome completo Manuel Gomes, deixou, ontem, de ser o timoneiro desta equipa, em face da avalanche de maus resultados registados nesta etapa crucial da prova, situação que terá colocado os “muçulmanos” longe dos lugares cimeiros.
Fonte do clube revelou que o Prof. Neca colocou o seu lugar à disposição, aparentemente em reconhecimento do descalabro nos seus objectivos, dado que, após meritoriamente a Liga Muçulmana ter estado na liderança do campeonato durante várias jornadas, de repente e incompreensivelmente caiu de forma drástica, com sucessivas derrotas que acabaram pondo em causa a sua possibilidade de se sagrar campeão.
A posição do “mister” foi corroborada pela Direcção do clube, tendo as partes optado por uma rescisão do contrato por mútuo acordo e de forma amigável, estado este, aliás, que norteou o seu relacionamento ao longo do período em que Neca esteve à frente dos destinos da Liga Muçulmana.
Nesta segunda volta, em particular, para além de terem perdido com os outros concorrentes ao título, designadamente Desportivo, Costa do Sol e Ferroviário, os “muçulmanos” sucumbiram perante Chingale e Ferroviário de Nampula, duas formações com a corda ao pescoço. Aliás, se o clube ainda mantinha acesa alguma esperança, a derrota no Estádio 25 de Junho, na ronda passada, terá agitado a situação, culminando com o afastamento do treinador por livre e espontânea vontade.
A Direcção da Liga Muçulmana aceitou o pedido de demissão de Neca, tendo, para o seu lugar, chamado interinamente o adjunto Miguel dos Santos, que para já tem a nobre missão de, não havendo hipóteses de conquistar a prova, pelo menos terminar nos lugares cimeiros, de forma que não se deite abaixo todo o excelente trabalho levado a cabo pelo clube, neste seu terceiro ano no Moçambola.
Nas últimas três jornadas da competição, ainda em falta, os “muçulmanos” defrontam, sucessivamente Maxaquene Textáfrica, no Chimoio, e Matchedje. Na classificação, somam 40 pontos, atrás da dupla da liderança Desportivo e Ferroviário com 47 e do Costa do Sol com 41.
Texto:Michael Cesar (correspondente e colaborador do Desportugal em Moçambique)
Vamos na 5ª jornada da Liga Portuguesa, e parece que já está tudo em brasa pelo crónico problema das arbitragens. Eu preferia destacar os golos, jogadas e o público, mas também vou dar a minha posta de pescada, no final do post sobre os principais lances polémicos desta semana.
Antes de mais, destacar o Braga que segue invicto e apenas com vitórias, duas delas frente ao Sporting e FC Porto. Fiquei muito desiludido por terem caído tão cedo da Liga Europa com um modesto Elfsborg da Suécia, porque era das equipas lusas a seguir aos grandes, que poderíamos confiar numa boa prestação europeia, mas jogar em ínicios de Agosto tudo pode acontecer, e foi o pior.
Passado o trauma europeu, Domingos Paciência cumpre para já uma das promessas em fazer a melhor campanha na Liga Portuguesa de sempre ou pelo menos garantir a melhor pontuação. Nesta altura tem o melhor arranque da história do clube e na minha modesta opinião, face à ausência de comprimissos internacionais podem bem lutar pelo campeonato com os "3" grandes.
Neste jogo com os campeões nacionais, os minhotos impressionaram, pela dinâmica, pelo volume de jogo e pela procura do golo, que apenas surgiria de forma estranha pelo brasileiro Alan num cruzamento/remate que surpreendeu o oscliante Helton. O Porto perdia, cenário raro neste ano de 2009, onde apenas constava último registo datado de 1 de Novembro de 2008 na Figueira da Foz.
O Braga, que perdeu Jorge Jesus, apostou em Domingos ex-Académica que revolucionou tácticamente a equipa, alterando o modelo de jogo do agora treinador do Benfica (4-4-2 para um 4-3-3). Além de Jesus, sairam César Peixoto e Rentería, mas chegou Hugo Viana por empréstimo do Valência na expectativa de retornar aos seus melhores tempos. A aposta até ao momento tem sido de sucesso, e Viana já marcou 2 golos e garante um papel importante na mecânica da equipa.
Quanto ao FC Porto, tetra-campeão português, mantém a mesma força interna, mas sente-se muito as saídas de Lucho e Lisandro. Estes jogadores davam uma classe à equipa que até ao momento Belluschi e Falcao não disfarçam, embora o colombiano ex- River Plate já tenha abanado as redes por quatro vezes.
Em baixa de forma, encontra-se Raúl Meireles, pulmão do Porto, que não tem conseguido fazer mais de 45 minutos e o desequilibrador Hulk, que tem perdido mais tempo em palavras aos àrbitros do que fazer o que melhor sabe...driblar em velocidade e facturar.
De todas as contratações para este ano, apenas Varela ex-Sporting e Estrela da Amadora tem impressionado. O internacional sub-21 português, desaproveitado pela formação de Alvalade, tem chamado a atenção de todos com um bom jogo individual, encaixando que nem uma luva no colectivo azul e branco. Das restantes entradas, o uruguaio Álvaro Pereira na lateral esquerda não faz esquecer Cissokho, mas também terá tempo para mostrar mais. Depois ainda falta saber o real valor e o porquê das chegadas de Orlando Sá, Miguel Lopes, Maicon, Nuno André Coelho, Beto, Sebastian Prediger e Diego Valeri (este último jogou uns minutos).
Passando para o Benfica, tudo são papoilas saltitantes (letra do hino). Tudo novo, desde o treinador, jogadores, e até os adeptos seguem a equipa como há muito não se via. Empolgados por uma pré-época de sucesso, com 5 taças, como costumo dizer de cortiça, iniciaram o campeonato de uma forma fulminante. Tirando o Marítimo e o Leiria, neste fim-de-semana, foi sempre a aviar.
Além dos muitos golos, o Benfica joga actualmente um dos futebóis mais atraentes do velho continente. Rápidos, pressionantes, letáis e com uma condição fisíca de fazer inveja, os encarnados conquistaram os corações dos torcedores, que tem acompanhado a equipa no centro de estágios no Seixal até qualquer estádio deste país. O reflexo disso, foi mesmo a enchente histórica no estádio do Restelo e em Leiria, casas que tem em média e estou a ser um mãos largas 3000 pessoas.
Afinal qual foi o segredo para este sucesso imediato? Primeiro um treinador (Jesus) que percebe realmente o nosso futebol, o carisma e história do Benfica. Do futebol previsível e chato de Quique Flores, passou a ver-se jogadores nas suas reais posições e baliza adversária sempre em mira durante 90 minutos.
Tudo isto ajuda, quando Aimar, reaparece com o seu futebol de outros tempos e encontra no seu amigo Saviola o prazer de jogar à bola. Outros importantes ingredientes, foram a contratação de Ramires (que jogador!) e o travão do meio campo Javi García, quanto a mim muito desaproveitado pelo Real Madrid. Depois os habituais, Luisão e David Luiz entendem-se às mil maravilhas e na frente Cardozo sabe o que melhor sabe, fazer golos. Além destes, o Benfica dispõe de banco, coisa rara nas últimas temporadas, em que qualquer posição poderá ser corrigida por Jesus sem grandes problemas.
Das contratações falhadas até ao momento, porque o Benfica também as tem, Keirrison tem sido a mais evidente. Posso dizer que já tinha visto este jogador ex-Palmeiras jogar e sei reconhecer que pode e deve dar muito mais. Outro, que por sinal até já partiu (Cruzeiro) foi o lateral-direito Patric. Escondido por Maxi e Rubén Amorim (2ª opção) poucas hipóteses teria de alinhar, mas pelo que deu a ver, fará-lhe bem rodar nesse bom clube brasileiro.
O Sporting, pois bem os leões são um caso de estudo. Mantiveram Paulo Bento que vai para sua quinta temporada na condição de treinador principal, sendo a equipa 90 por cento dos mesmos que tem garantido o segundo lugar da Liga Portuguesa e consequente apuramento para a Liga dos Campeões. Este ano com as modificações na prova milionária, o Sporting teve que começar bem cedo as partidas a doer, porque os testes a "brincar" foram um desastre. Passaram o Twente a custo e cairam em Florença, numa eliminatória que mereciam quanto a mim passar.
No campeonato conseguiram adormecer e enervar os seus adeptos com exibições... não devia dizer...miseráveis e bastou Liedson acordar para os golos, nesta última semana, para a esperança e critíca baixarem um pouco a guarda. Se o 31 resolve, normalmente ganham, quando fica em branco é o Deus me valha.
E o que dizer dos investimentos em Matías Fernández, Felipe Caicedo e Miguel Ángel Angulo até ao momento? Alguém deu conta que eles são realmente reforços? Eu, para já não vi nada neles que a prata da casa não possa solucionar. De todos os jogadores até ao momento mais evoluiram foi Miguel Veloso. Esperamos, para bem do clube e da selecção, que seja o grande ano do "puto" dos penteados diários. Tem futebol para isso, só precisa de cabecinha.
Quanto ao Paulo Bento, é notório o desgaste de imagem do treinador leonino. Sobre isto, costumo perguntar a bons amigos sportinguistas: - sabendo que estão sem dinheiro, arranjavam alguém melhor que fizesse o que Paulo Bento tem feito. Jogar com miúdos e conseguir 2 Taças de Portugal e 3 presenças na Liga dos Campeões?
Restantes formações
Quanto às restantes equipas, não tem nenhuma que me tenha deixado muito efusivo. Talvez o Olhanense, equipa de Jorge Costa que conta com muitos miúdos da Selecção de Portugal sub-21 e joga um futebol atrevido e atraente. Depois temos o Nacional, Marítimo e Vitória de Guimarães que deverão chegar ao Natal mais próximos dos seus pergaminhos, ou seja, pelos lugares de acesso às competições europeias.
Para a despedida deixo aqui a minha posta sobre 5 lances polémicos desta última quinta jornada.
1- Alan do Braga é derrubado pelo Álvaro Pereira - devia ser penálti
2- Hulk do FC Porto é travado pelo João Pereira - penálti forçado - esteve bem não assinalar.
3- Aimar entra na àrea e Mamadou Tall (Leiria) corta de forma acrobática em cima do argentino. Foi jogo perigoso, logo penálti.. mostrei este lance a alguns amigos estrangeiros e foram da opinião que é falta.
4- Miguel Garcia (Olhanense) toca a bola com a mão, depois desta ter batido no poste. para mim penálti. Mas lá fica o critério da aclamada intencionalidade.
5- Anselmo (Olhanense) corta a bola a remate de Liedson. Eu digo, se Anselmo fosse ET, poderia ser penálti. Ridículo, a bola bate no peito, não deveria haver penálti nenhum. Erro de compensação pelo lance de M. Garcia.
Sondagem Desportugal: Melhor contratação da Liga Portuguesa 2009/2010
Quadro de jogos da 3ª eliminatória da Taça de Portugal 2009/2010
Monsanto - Benfica
FC Porto - Sertanense
Sporting - Penafiel
Vieira - vencedor do Mafra - Estrela da Amadora
Lordelo - Machico
Tondela - Oliveirense
Guinfães - Pescadores Costa da Caparica
Académica - Portimonense
Paços de Ferreira - Aljustrelense
Leixões - Casa Pia
Merelinense - União de Leiria
União da Madeira - Alcains
Cruzado Canicense - Vigor da Mocidade
Leça - Desportivo de Chaves
Fátima - Vila Meã
Santa Clara - Marítimo
Beira Mar - Torre de Moncorvo
Oeiras - Operário
Camacha - Paredes
Belenenses - Oriental
Vitória de Guimarães - Feirense
Naval - Padroense
Sintrense - Pinhalnovense
Rio Ave - Esmoriz
Varzim - Nacional
Valenciano - Olhanense
União da Serra - Coimbrões
Atlético Clube Portugal - Vitória de Setúbal
Sporting da Covilhã - Sporting de Braga
Tirsense - Oliveira do Bairro
Freamunde - Carregado
Gil Vicente - Nelas
Os jogos estão marcados para o fim-de-semana de 17 e 18 de Outubro de 2009.
Resultados da 5ª jornada da Liga Portuguesa - Liga Sagres 2009/2010
A Liga Inglesa voltou a presentear-nos com um jogo de futebol daqueles que fica nas nossas memórias. O títulado Manchester United recebeu o aspirante City e na hora da pontinha de sorte ou de campeão, os red devils saiaram bafejados com um golo de Owen seis minutos depois dos 90´ (4-3).Este triunfo mantém a equipa de Alex Fergunson na rota do Chelsea, Blues que seguem na liderança com mais 3 pontos.
PS - Todos esses links que vocês vêm a azul sobre o nome das equipas, estádios ou jogadores, são fotos do flickr do dia e de grande qualidade (normalmente tiradas por adeptos na bancada). Foram procuradas por mim e escolhidas entre várias pela sua grande qualidade visual).
Incerteza no resultado e muitos golos em Old Trafford foram tónica no dérbi louco da Cidade de Manchester. O jogo terminou assim tal como começou, pois Rooney tinha aberto as hostilidades logo aos 2 minutos. Porém, um erro tremendo de Foster permitiu que Carlos Tévez recuperasse a bola e servisse Barry para a igualdade, que se manteve até ao intervalo.
No segundo tempo, o ritmo aumentou, destacando-se Fletcher e Bellamy, pois ambos bisaram. O avançado galês do Manchester City aproveitou um erro de Rio Ferdinand para colocar o resultado em 3-3 aos 90', pensando-se que a repartição de pontos ficaria assegurada. Puro engano, pois Michael Owen - que rendera Rooney aos 78' - ficou solto de marcação na esquerda e fixou o 4-3 final aos 96 minutos, para desespero de um inconsolável Mark Hughes. Com a primeira derrota na liga ao fim de cinco jogos, o técnico revoltado disse ter sido roubado. A história não ficou por aqui, porque Bellamy passado com o final, aproveitou a sua ira para dar um murro num adepto do United, que entretanto tinha invadido o relvado.
Em Stamford Bridge, continua tudo e feição para Carlo Ancelloti. O Chelsea obteve a sexta vitória em seis jogos, batendo desta vez o Tottenham, num dos dérbis da capital inglesa, por 3-0, e continua firme (e também sozinho) no comando da classificação. Ashley Cole abriu o marcador, Ballack ampliou-o e o inevitável Drogba fechou-o, quando ainda faltava cerca de meia hora para o final. Bosingwa e Ricardo Carvalho foram titulares, enquanto Hilário ficou no banco e Deco, ainda a recuperar de lesão (o mesmo sucedendo a Paulo Ferreira), não fez parte dos convocados do adversário do FC Porto na Liga dos Campeões. Atendendo à derrota do Manchester City, que tem um jogo a menos, os blues já não correm o risco de ser alcançados no topo. Já o Tottenham, que começara com quatro triunfos e chegara a dividir a liderança com o Chelsea, perdeu pela segunda vez consecutiva (fora derrotado pelo Manchester United), afastando-se da dianteira.
O triunfo do Liverpool em Londres foi tudo menos fácil, com os "merseysiders" a permitirem que o seu adversário recuperasse por duas vezes de uma desvantagem no marcador. Fernando Torres (20 minutos) abriu as hostilidades, mas uma grande penalidade convertida pelo italiano Diamanti restabeleceu a igualdade nove minutos volvidos. O avançado holandês Kuyt assinou o 1-2 pelos "reds" aos 41 minutos, quatro antes de Carlton Cole voltar a responder pelo West Ham. A segunda parte foi bem menos movimentada em termos de marcador, cabendo a Torres resolver a contenda aos 75 minutos, quando deu o melhor seguimento de cabeça a um cruzamento de Babel.
O Arsenal no Emirates Stadium, ganhou vantagem aos 25 minutos, na sequência de um cabeceamento certeiro de Vermaelen. O defesa belga, contratado este Verão ao Ajax, viria mesmo a bisar quatro minutos após o reatamento, antes de Eboue e Fabregas selarem a goleada por 4-0 aos 59 e 90 minutos. Apesar deste triunfo, o Arsenal continua atrás do quinto classificado, o Aston Villa, que aproveitou a recepção ao último posicionado, o Portsmouth, para vencer por 2-0 e somar mais três pontos. O Villa chegou ao primeiro golo aos 25 minutos, quando Milner converteu uma grande penalidade, tendo Agbonlahor assinado o 2-0 final a dois minutos do intervalo. O Portsmouth somou o sexto desaire consecutivo e permanece sem qualquer ponto, naquele que é o pior arranque de uma equipa Liga inglesa durante os últimos 26 anos.
O Everton somou a segunda vitória do campeonato ao derrotar em casa o Blackburn por 3-0. O adversário do Benfica na Liga Europa teve em Saha o homem decisivo, pois o internacional francês bisou, tendo Yobo fixado o resultado final que permitiu aos toffees ascenderem à 13ª posição.
Nos restantes jogos, o Burnley continua a surpreender pela positiva e subiu mesmo à primeira metade da Liga, fruto de uma vitória por 3-1 na recepção ao Sunderland. O Birmingham venceu fora o Hull City, por 0-1, cortesia de um golo de cabeça de O’Connor aos 75 minutos. O Wolverhampton venceu pela primeira vez em casa na presente temporada, cortesia de um triunfo por 2-1 sobre o europeu Fulham.
Resultados da 6ª jornada da Liga Inglesa - Premier League 2009/2010
Chelsea - Tottenham, 3-0 (Ashley Cole 32', Ballack 58' e Drogba 63') Everton - Blackburn, 3-0 (Saha 22' e 54', Yobo 58') Wolverhampton - Fulham, 2-1 (Doyle 18', Edwards 50'; Murphy 66' g.p.) Manchester United - Manchester City, 4-3 (Ronney 2', Fletcher 48 e 79', Owen 96'; Gareth Barry 17', Bellamy 52' e 90')
West Ham - Liverpool, 2-3 (Cole 45', Diamanti 29' g.p.; Torres 20', 75', Kuyt 41') Burnley - Sunderland, 3-1 (Alexander 13' g.p., Nugent 67 e 86'; Darren Bent 39') Arsenal - Wigan, 4-0 (Vermaelen 24' 49', Eboué 58' e Fabregas 89') Aston Villa - Porstmouth, 2-0 (Milner 34' g.p., Agbonlahor 43')
Bolton - Stoke City, 1-1 (Taylor 89'; Kitson 53')
Hull City - Birmingham, 0-1 (O'Connor 75')
Classificação da Liga Inglesa - Premier League 2009/2010
Vídeo
Manchester United 4-3 Manchester City Ronney 2' Gareth Barry 17' Fletcher 48 e 79' Bellamy 52' e 90' Owen 96'
Chelsea 3-0 Tottenham Ashley Cole 32' Ballack 58' Drogba 63'
West Ham 2-3 Liverpool Diamanti 29' Kuyt 41' Cole 45' Fernando Torres 20', 75'
Arsenal 4-0 Wigan Vermaelen 24' 49' Eboué 58' Fabregas 89'