Este fim de semana vou ser verdadeiramente imparcial na escolha do programa deste fim de semana.
Não quero saber de questões de regionalismos e que fica longe e não sei que mais, mas a minha proposta coincide em cheio com o meu fim de semana de trabalho:
Venham até Grândola à Feira do Livro, a ter lugar na Biblioteca.
Sim, Grândola é no Alentejo, mas a apenas a uma hora de Lisboa e a 17m do mar.
Embora a imagem scanada do programa vá aparecer um pouco mais adiante nesta crónica, não hesito em destacar a abertura da Feira hoje às 21h, uma visita à Exposição sobre o Miguel Torga que nasceu há coisa de 100 anos, o Jantar Literário com base na sua bem temperada dieta mediterrânica.
Aconselho ainda que visitem a Feira em si ou os 2 espectáculos para público mais infantil que aqui surgem por cortesia da DGLB.
Claro está que Grândola tem outros encantos como a sua gastronomia, a sua gastronomia, as praias, a sua gastronomia ou a minha pessoa.
Deixo-vos com o programa:
Se tiverem dúvidas podem consultar o blogue da Biblioteca ou mesmo entrar em contacto directo com os seus funcionários.
Pensem: uma hora de Lisboa, 1,5 de Faro, com boa comida, boas pessoas e não sei que mais.
Apareçam, já que eu vou mesmo ter que estar por aqui!
O Braga apesar de não estar a fazer um campeonato ao nível das últimas épocas, demostra na Europa níveis de maturação bastante aceitáveis como ficou provado esta noite no Estádio AXA empatando 1-1 com o todo poderoso alemão Bayern de Munique.
Os minhotos não se amedrontaram, perante o favorito nas casas de apostas à conquista da Taça UEFA e deram uma excelente imagem do futebol português e da sua evolução nas competições europeias. Frente a um conjunto que nunca perdeu em Portugal (soma agora três vitórias e sete empates) e, em 20 jogos com equipas lusas, só caiu perante o FC Porto na final da Taça dos Campeões de 1986/87 (1-2), o Braga criou ocasiões suficientes para vencer o colosso alemão.
O encontro começou vivo, com os minhotos a ameaçarem logo aos três minutos, num cabeceamento falhado de Vandinho, isolado por João Pereira, e os germânicos a responderem num remate frontal de Van Bommel, aos seis, e num desvio de Klose, aos 10minutos. As emoções passaram, então, a ser espaçadas, com Linz a bater Kahn, mas após falta, inexistente, de Wender sobre Lúcio, aos 22 minutos, e o Bayern a estar perto do golo aos 32, num cabeceamento de Toni e num remate de Lúcio, após o respectivo canto.
Os alemães ainda voltaram a assustar, numa tabela entre Ribéry e Klose, mas os últimos minutos foram completamente dominados pelo Braga, que aos 36, quase viu Lúcio marcar na própria baliza, depois de mais uma grande jogada de João Pereira na direita.
A equipa "arsenalista" continuou em grande e Wender só não marcou aos 40 minutos, após passe de Brum e assistência de cabeça de Linz, porque Kahn efectuou uma defesa extraordinária, voltando a brilhar aos 45, após mais um remate perigoso do brasileiro.
Depois foi ver o "velho" Kahn a tentar agredir Linz. O árbitro não considerou a "peitaça" do bávaro ao austríaco como tentativa de agressão, advertindo os dois. Caso, apenas, registasse o comportamento antidesportivo de Kahn, seria penálti.
Depois de acabar a primeira parte e prometer marcar, o Braga entrou da pior maneira na segunda. Logo aos 47 minutos, Luca Toni surgiu sem marcação na esquerda, após passe de Demichelis, e centrou para o segundo poste, onde Klose, sozinho, só teve de encostar.
O Braga não acusou o "golpe" e respondeu quase de imediato, mas Paulo Jorge cabeceou sem perigo (49 minutos), Linz e Vandinho atrapalharam-se na hora de rematar (51) e Demichelis imitou Lúcio, ao falhar por pouco o golo... na própria baliza (54). Antes, aos 52 minutos, Manuel Machado já tinha trocado Vandinho por João Pinto e, aos 58, continuou, firme, a apostar no ataque, colocando Jaílson no lugar de Stélvio.
Em contra-ataque, o Bayern podia ter sentenciado, aos 66 minutos, por Ribéry, mas, na jogada imediata, foi o Braga a empatar: Wender serviu Linz, que, na área, dominou bem e rematou colocado, com a bola a bater no poste direito e a entrar.
Com o empate, Manuel Machado "retrocedeu", trocando Wender por Madrid, enquanto o Bayern voltou a tornar-se perigoso, mas, aos 80 minutos, foram os locais que quase marcaram de novo, num cabeceamento de Paulo Jorge, após canto de João Pinto, salvo por Lahm.
Na parte final, os "arsenalistas" quiserem sempre mais chegar ao golo, perante uns alemães conformados com o resultado, que lhes permite continuar a liderar o agrupamento, mas Jaílson, após jogada individual, viu o seu remate esbarrar na muralha contrária.
Os alemães lideram o grupo, com cinco pontos, mais um que os gregos do Aris Salonica, próximos adversários dos minhotos, que, em Bolton, viram o apuramento para os 16 avos-de-final fugir-lhes no último minuto dos descontos (93), altura em que um compatriota (Giannakopoulos) fez o golo do empate (1-1).
Outros jogos
As primeiras equipas a garantir o apuramento para a próxima fase da competição foram o Panathinaikos (Grupo B) e o Helsinborg (H) de Henrik Larsson. Os gregos, que são treinados pelo português José Peseiro, asseguraram um dos três primeiros lugares do grupo mesmo sem jogar, enquanto a formação sueca, que bateu o Áustria de Viena (3-0) e soma sete pontos, já não poderá ser ultrapassada por duas equipas a austríaca e os turcos do Galatasaray.
Esta jornada determinou já a eliminação de três equipas Larissa (Grupo A), Rennes (D) e Toulouse (E), sendo que, em três jogos, só o segundo conseguir somar um pontito. Hapoel Telavive (G) e Galatasaray (H), que tinham duas derrotas, conseguiram evitar o afastamento ao vencerem fora os espanhóis do Getafe (1-2) e os gregos do Panionios (0-3).
À porta da qualificação ficaram as equipas do Hamburgo (D) e do Zurique (E), que somaram a segunda vitória, em dois jogos, ao baterem em casa o Rennes (3-0) e o Toulouse (2-0), consumando a eliminação do duo francês.
Destaque ainda para a vitória do Atlético de Madrid (2-0 ao Aberdeen), sendo que Simão e Maniche saltaram do banco, com o extremo a estar na origem do segundo golo - rematou ao poste, num livre directo, com a bola a tabelar depois no guarda-redes Langfield e a entrar para a baliza. Registo também para a recuperação do Tottenham, que anulou dois golos de desvantagem para vencer os dinamarqueses do Aalborg (3-2), em Londres
Resultados da 3ª jornada da Taça UEFA 2007/2008
Grupo A
Zenit - Nuremberga, 2-2 (Pogrebnyak 76' e Ionov 79'; Charisteas 26' e Benko 83') AZ Alkmaar - Larissa, 1-0 (Dembele 77')
Grupo B
Lokomotiv Moscovo - Copenhaga, 0-1 (Nordstrand [gp] 62') Atlético Madrid - Aberdeen, 2-0 (Forlan 45' [gp] e Langfield 61' [pb])
Ao contrário do sucedido na 3ª feira, em que Barcelona, Roma, Inter e Sevilha juntaram-se ao Arsenal e Manchester United, já anteriormente apurados, a ronda do dia, da Liga dos Campeões, apurou apenas duas equipas para os oitavos-de-final da competição: Chelsea (Grupo B) e Milan (Grupo D).
Goleado em Liverpool (4-1), ao FC Porto basta um empate com o Besiktas, no Dragão, para seguir em frente. O Benfica está fora da Champions, mas não das provas europeis. Se vencer fora o Shakhtar passará para a UEFA.
Mesmo derrotado, o FC Porto segue na liderança do Grupo A, com mais um ponto que Marselha e Liverpool e dois que o Besiktas, que reentrou na luta ao bater os franceses (2-1), com golos do ex-leão Tello (27) e de Bobo (88 m). Para a última jornada, quem ganhar apura-se e o empate serve ao F. C. Porto e ao Marselha. Ao Besiktas só interessa a vitória. Neste caso, e se houver um empate no Marselha-Liverpool, os dragões passarão de primeiro para últimos do grupo, apurando-se turcos e ingleses.
No Grupo C, com as vitórias do Werder Bremen por 3-2 frente ao Real Madrid, na estreia de Pepe na prova e do Olympiacos fora sobre a Lazio (2-1), está também tudo em aberto. O ressuscitado Werder Bremen só se qualifica se ganhar fora ao Olympiacos. O Real Madrid apura-se se empatar em casa com a Lazio. Os italianos só ganhando podem sonhar com o apuramento - directo se o Olympiacos pontuar com o Bremen. Se os alemães vencerem, a Lazio precisa de ganhar por dois ou mais golos de diferença para se apurar, já que o desempate com Real Madrid e Olympiacos será favorável aos merengues.
No Grupo B, o Chelsea selou a qualificação com uma goleada sem espinhas sobre o Rosenborg (0-4). O segundo lugar será decidido no Schalke-Rosenborg. Face ao nulo em Valência - Caneira, que saiu lesionado (43 m), e Miguel foram titulares, enquanto Manuel Fernandes entrou aos 35 minutos -, só a vitória serve aos alemães.
Em Glasgow para o Grupo D, o Celtic marcou n último minuto da partida (curiosamente por um italiano), garantindo um triunfo sobre o Shaktar, por 2-1. Tal desfecho resultou na eliminação matemática do Benfica da Liga dos Campeões e a obrigatoriedade de vencer na Ucrânia. O Milan somou na Luz o ponto necessário para garantir a qualificação.
Resultados da 5ª jornada da Liga dos Campeões 2007/2008 (28/Nov/2007)
Grupo A
Besiktas - Marselha, 2-1 (Tello 26' e Bobo 88'; Taiwo 65') Liverpool - FC Porto, 4-1 (Torres 19' e 78', Gerrard 83' g.p. e Crouch 84'; Lisandro López 33')
Grupo B
Rosenborg - Chelsea, 0-4 (Drogba 8' e 20', Alex 39' e Cole 73') Valencia - Schalke 04, 0-0
Grupo C
Lazio - Olympiacos, 1-2 (Pandev 29'; Galletti 35' e Kovacevic 64') Werder Bremen - Real Madrid, 3-2 (Rosenberg 4', Sanogo 40' e Hunt 58'; Robinho 14' e Van Nistelrooy 71')
OBenfica empatou 1-1 no Estádio da Luz frente ao campeão europeu AC Milan e hipotecou as suas possibilidades de prosseguir na prova máxima, tudo porque o Celtic marcou um golo já nos descontos na vitória de 2-1 frente ao Shakhtar Donetsk. Resta agora ao Benfica vencer na Ucrânia para "saltar" para a Taça UEFA.
Há muito tempo que a Luz não assistia a um jogo tão electrizante, repleto de oportunidades, ora numa baliza, ora na outra. O público adorou o espectáculo, os 90 minutos foram preenchidos com constantes momentos de emoção. No entanto, como é apanágio no Benfica desta temporada, a equipa entrou a dormir e apática.
Camacho, pôde contar com a totalidade do plantel para o embate ante os italianos, excepção feita ao castigado Binya. Assim, o técnico espanhol optou pela utilização de Petit no meio-campo, que regressou à competição no último desafio da Liga portuguesa, ante a Académica. David Luiz voltou a ser titular, depois de recuperar totalmente de uma lesão no pé sofrida no início da temporada, ao passo que Maxi Pereira e Cristián Rodríguez alinharam de início depois de terem falhado o desafio ante os “estudantes”. Carlo Ancelotti, por seu lado, viu-se privado de Massimo Ambrosini e do avançado Filippo Inzaghi, tendo chamado ao lote dos eleitos o "fenómeno" Ronaldo, que acabou por não sair do banco de suplentes.
O Milan entrou melhor no encontro e poderia ter chegado à vantagem logo no primeiro minuto, após cruzamento de Brocchi do lado direito. O centro encontrou Gilardino no coração da área mas o avançado, em boa posição, atirou ao lado. Apenas dois minutos volvidos, foi a fez de Seedorf visar a baliza à guarda de Quim, com o internacional português a responder com uma defesa atenta, para canto, numa fase de maior assédio dos forasteiros.
Os homens da casa demoraram a responder e o Milan chegou à vantagem à passagem dos 14 minutos, após disparo de Pirlo, a uns bons 25 metros da baliza de Quim. O internacional português ainda tentou deter o remate do italiano, mas nada havia a fazer após a “bomba” de Pirlo. Aos 18 minutos, os “encarnados” desperdiçaram a melhor oportunidade até à altura, após uma desatenção da defesa transalpina. Nuno Gomes isolou Rodríguez, que, perante a pressão dos defensores contrários, não conseguiu fazer o golo.
Ainda assim, os comandados de José Antonio Camacho chegariam à igualdade aos 19 minutos, graças a um golo sensacional do internacional uruguaio Maxi Pereira. Descaído sobre o lado direito, o médio uruguaio puxou a bola para o pé esquerdo e, fora da área, rematou forte e colocado. A bola ainda embateu no poste, mas acabou por entrar na baliza de Dida. Contudo, aos 28 minutos, o Milan voltou a assustar os adeptos da casa, na sequência de um disparo de Brocchi. Valeu ao Benfica Quim, a desviar para canto.
Na resposta, Maxi Pereira cruzou para a cabeça do compatriota Rodríguez, com o remate a sair muito perto do poste. Numa primeira parte bem disputada, com ritmo elevado, coube ao Benfica a última oportunidade de golo, num lance em que Nuno Gomes optou pelo passe em vez de rematar. Maxi Pereira ainda conseguiu visar a baliza italiana, mas Kaladze, com um corte providencial, evitou o segundo golo dos “encarnados”. Tanto Quim, como Dida encarregaram-se de obstar a que o resultado terminasse desequilibrado ao intervalo.
No segundo tempo, já com "grande" Maldini no lugar de Serginho, o jogo ficou menos aberto pois seriam sempre os lisboetas a procurar com insistência, o golo da vitória. A formação encarnada jogava com as "ganas" de Camacho e a prova disso é que os jogadores benfiquitas corriam cada vez mais sempre que olhavam para o relógio. Assistia-se à imagem de marca (resolver as partidas nos momentos finais dos encontros), mas a verdade é que desta vez, não houve golos para ninguém.
Mesmo assim aos 53 minutos, Rui Costa esteve perto de marcar, na sequência de um lance individual. O “maestro” entrou na área, pelo lado esquerdo e rematou de pronto, para defesa atenta de Dida. Aos 61 minutos, a bola entrou novamente na baliza milanesa, após remate de Petit, mas Nuno Gomes, que aproveitou a recarga, estava em posição irregular. Aos 66 minutos, o avançado português desperdiçou mais uma ocasião soberana, após um remate à meia-volta, que foi ao encontro do guarda-redes brasileiro do Milan.
A quinze minutos dos 90, Camacho lançou Di María e Cardozo, para os lugares de Luís Filipe e Nuno Gomes, mas o resultado não sofreu mais alterações até final, se bem que tivesses surgido oportunidades para ambos os lados, especialmente num falhanço clamorodo de Káká. A qualificação para os oitavos-de-final já não é possível, mas o Benfica ainda pode chegar à Taça UEFA. No entanto, para tal acontecer precisa de vencer fora o Shakhtar na última jornada, ucranianos que ainda têm possibilidades de chegar à fase final.
Resultados do Grupo D da Liga dos Campeões 2007/2008
OFC Porto saiu vergado a uma derrota pesada de 4-1 no mitíco Anfield Road frente ao Liverpool e confirmou que os ares de Inglaterra não são os melhores para o Dragão. Historicamente o melhor que os campeões nacionais trouxeram da terra de "Sua Majestade", foi o célebre empate de Manchester no ano dourado de 2004.
O FC Porto surgiu em Anfield Road com uma equipa bastante diferente do habitual, com a titularidade de Cech, Kazmierczak (que foi, entre as novidades… o menos mau!) e Mariano Gonzalez (inexistente!)no lugar dos habituais Fucile, Raúl Meireles e Tarik Sektioui. Do lado do Liverpool destaque para o fortíssimo trio de ataque composto por Fernando Torres, Voronin e Ryan Babel.
Como se esperava, o Liverpool surgiu pressionante em Anfield Road, perante uma equipa do FC Porto que demorou a entrar no jogo. O ascendente dos "reds" acabou mesmo por render um golo aos 19 minutos, altura em que Fernando Torres cabeceou para o fundo das redes, na sequência de um pontapé de canto apontado por Steven Gerrard. Os dragões acusaram o golpe e precisaram de mais alguns minutos para encontrar o seu ritmo, mas quando isso finalmente aconteceu, os resultados não podiam ter sido mais eficazes.
A equipa portuguesa começou a trocar melhor a bola no meio-campo e os frutos dessa subida de rendimento redundaram no tento do empate, estavam decorridos 33 minutos. Kazmierczak protagonizou uma incursão pelo lado esquerdo do ataque dos "dragões", antes de cruzar para o coração da área do Liverpool, com Arbeloa a falhar o tempo de salto e a permitir o fantástico cabeceamento de Lisandro Lopez fazer o 1-1.
Feito o empate, acreditou-se, entre as hostes «azuis e brancas» que o triunfo era possível e, aos 35, o mesmo Lisandro, após uma fantástica assistência de Lucho, tem a oportunidade de bisar na partida, mas acaba por, na cara de Reina, atirar a rasar o poste quando tinha Quaresma, mesmo ali ao lado, pronto a tocar a bola para o fundo da baliza. Um golo que seria importante, até porque, um minuto antes, a equipa inglesa quase fazia o 2-0, mas Torres, perante Helton, não quis rematar de primeira e aproveitar mais um erro defensivo, desta feita de Stepanov. Até ao intervalo, uma ocasião para cada lado, ambas de meia-distância; pelos portitas, aos 37 foi Cech quem assustou; pelos britânicos, Gerrard tirou as medidas à baliza. Felizmente mal, e o 1-1 aceitava-se, até por os «dragões» acabavam a primeira parte aparentemente na mó de cima, não fosse um sector defensivo "intermitente".
Na segunda parte, o Liverpool voltou a entrar melhor, mas desta feita encontrou pela frente um adversário bem mais organizado do que nos primeiros minutos do jogo. O israelita Benayoun foi o primeiro a criar algum perigo aos 54 minutos, quando concluiu de pé direito uma jogada iniciada no guarda-redes Reina. Contudo, o maior tempo de posse de bola dos "reds" não tinha correspondência à altura no último terço de terreno, com o FC Porto a revelar a tranquilidade inerente ao facto de ser líder do grupo e de estar às portas do apuramento.
Insatisfeito com o rumo dos acontecimentos e ciente da necessidade de somar os três pontos, Rafa Benítez não hesitou em lançar Harry Kewell para o lugar do desinspirado Voronin, tendo Jesualdo Ferreira respondido com a entrada de Raul Meireles. Gerrard, até esse momento bastante discreto, apareceu à entrada da área portista em zona frontal, mas o seu forte remate saiu por cima da barra, decorria o minuto 66. A aposta ofensiva dos ingleses ganhou novos contornos aos 71 minutos, quando Peter Crouch se juntou a Torres na frente de ataque.
A pressão do Liverpool aumentava à medida que o cronómetro ia avançando e foi sem grande surpresa que chegou o 2-1 para os anfitriões, aos 78 minutos. Kewell passou por dois adversários na esquerda e endossou a bola na direcção de Fernando Torres, que ganhou sobre o seu adversário directo, antes de bater Helton com classe. O FC Porto tentou voltar a reagir, mas Stepanov deitou tudo a perder aos 84 minutos, quando cortou a bola com a mão no interior da sua área. Chamado a converter a correspondente grande penalidade, Gerrard não perdoou e fez o terceiro golo inglês. O pesadelo portista completou-se três minutos depois, altura em que o gigante Crouch cabeceou para golo após mais um canto de Gerrard.
Apesar da goleada, o FC Porto continua a liderar o Grupo A, com oito pontos, mais um do que o Marselha e o Liverpool. Assim, os "dragões" apenas precisam de empatar na recepção aos turcos do Besiktas, em partida relativa à sexta e última jornada e agendada para 11 de Dezembro, para seguirem em frente na prova.
Resultados do Grupo A da Liga dos Campeões 2007/2008
Besiktas - Marselha, 2-1 (Tello 26' e Bobo 88'; Taiwo 65') Liverpool - FC Porto, 4-1 (Torres 19' e 78', Gerrard 83' g.p. e Crouch 84'; Lisandro López 33')
Classificação do Grupo A
Vídeo
Liverpool 4-1 FC Porto Fernando Torres 19' e 78' Lisandro López 33' Gerrard 83' Crouch 84'
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OSporting perdeu frente ao Manchester United no "Teatro dos Sonhos" (Old Trafford) por 2-1, com um golo nos descontos do "pesadelo" Cristiano Ronaldo, que só à sua custa levou retirou 6 pontos à sua ex-equipa e que a deixa na Taça UEFA.
Como dizem os Gato Fedorento, nem que o Sporting ganhasse 0-15, o destino na Europa dos leões seria outro, porque a Roma bateu na Ucrânia o Dínamo de Kiev por 1-4 e garantiu logo à partida vaga nos oitavos-de-final juntamente com os red devils.
Quem viu o último jogo do Sporting para a Liga dos Campeões, frente à Roma, já sabia que o destino não permite aos leões começar a respirar de alívio nos minutos finais. O último fôlego do encontro em Old Trafford voltou a ser fatal para a equipa de Paulo Bento. E a ferida foi tão mais profunda quanto o carrasco de serviço voltou a ser Cristiano Ronaldo, aos 92 minutos. Ele, que já em Alvalade tinha pedido desculpa aos adeptos que o viram nascer para o futebol, penitenciou-se novamente. No caso, por um livre directo superiormente marcado sem hipóteses para Rui Patrício.
O Manchester pegou no jogo, impôs-lhe o ritmo não muito forte (1ªparte) e foi alternando entre as alas esquerda e direita para tentar romper a defesa do Sporting. Seria, porém, pelo meio do terreno que Ronaldo (quem mais?) irromperia no primeiro lance de verdadeiro perigo do jogo: arrancada, drible irrepreensível e...uma assistência desbocada em vez do remate que se impunha.
Insistia o Manchester, defendia o Sporting. E foi justamente numa altura em que os “leões” ainda procuravam acertar as marcações que Abel decidiu arrancar sem travões pelo lado direito. Galgou terreno, aproximou-se da área e cruzou. Ou terá rematado intencionalmente? Para o guarda-redes Kuszczak (e para os adeptos), isso será um pormenor. A bola encaminhou-se mesmo para a baliza e o Sporting abriu o activo. Alex Ferguson tinha desafiado a equipa portuguesa a divertir-se? Pois bem, só os sportinguistas sorriam nesta altura em Old Trafford.
Ganhou consistência e, sobretudo, confiança o meio-campo leonino. Aliás, na disciplina táctica dos homens de Paulo Bento esteve a origem do domínio ao longo de quase todo o primeiro tempo. A bola passou a rolar mais rente à relva, o espaço entre sectores parecia ter diminuído e o Manchester tinha mais dificuldade em atacar. Não foi, por isso, de estranhar que Liedson tenha desviado, antes da meia-hora de jogo, para dentro da baliza aquele que seria o segundo golo da noite, não estivesse o dianteiro brasileiro em milimétrico fora-de-jogo.
Daí até ao minuto 61, foi um pulo. Passou o intervalo, o Manchester regressou com vontade de pressionar no meio-campo leonino e o perigo começou a rondar a grande área do Sporting. E a equipa de Paulo Bento até parecia estar a controlar o ímpeto ofensivo dos “red devils”, até ao momento em que o lateral Evra decidiu estragar-lhe os planos. Surgiu na esquerda, bateu Abel, cruzou atrasado para Ronaldo, que rematou mal. A infelicidade do número 7 português foi a felicidade de Tevez (e o infortúnio de Marian Had). O argentino viu a bola ressaltar no seu pé esquerdo e acabar no fundo da baliza de Rui Patrício.
A partir desse momento, era fácil adivinhar como seria a última meia-hora do encontro. Pressão, pressão e mais pressão da linha atacante britânica. O Sporting tentou sacudi-la e, com maior ou menor dificuldade, foi conseguindo afastar o perigo até aos 80’, período em que a sede de vitória do Manchester se intensificou. Evra tentava furar, Anderson encostava mais à grande área leonina, Giggs driblava como ninguém. Tonel e Polga faziam (e bem) o que podiam. Chegavam para as encomendas. Para os lances de bola corrida.
Até que o fantasma do jogo com a Roma voltou a pairar sobre a equipa. Passava já dos 92 minutos. Livre directo, descaído sobre o lado esquerdo da grande área. Cristiano Ronaldo ajeitou a bola, recuou, desferiu um remate seco. O estádio tremeu. O protegido de Alex Ferguson tinha voltado a trair o Sporting. Mais do que ninguém, Ronaldo sabia-o. Por isso, assim que soou o apito final desdobrou-se em abraços de consolação. É provável que os adeptos do Sporting o perdoem. Afinal de contas, nessa altura os “leões” tinham já garantido a Taça UEFA.
Resultados do Grupo F da Liga dos Campeões 2007/2008
Manchester United - Sporting, 2-1 (Tévez 61', Cristiano Ronaldo 92'; Abel 21') Dínamo Kiev - AS Roma, 1-4 (Bangoura 63'; Panucci 4', Vucinic 36', 77', Giuly 32')
Classificação do Grupo F
Vídeo
Manchester United 2-1 Sporting (resumo) Abel 21' Tévez 61' Cristiano Ronaldo 92'
Golo de Abel
Golo de Cristiano Ronaldo
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A lei do mais forte, parece ser a tónica desta edição da Liga dos Campeões 2007/2008, onde apenas o Sevilha é novidade pela positiva por já ter assegurado presença nos oitavos-de-final, uma confirmação do grande valor desta equipa espanhola que se projectou na Europa nos últimos anos pela Taça UEFA. Penso que a outra surpresa poderá chegar pelos escoceses do Glasgow Rangers, embora tenham perdido em Estugarda oportunidade de se também classificar. Segue-se agora um escaldante jogo com o Lyon para decidir a outra vaga.
Já apurados para a fase final, os suspeitos dos costume : Manchester United, Arsenal, Inter de Milão, Barcelona e AS Roma.
No Grupo E, Lyon, que jogou em casa, e Barcelona empataram a duas bolas. Os franceses marcaram através do ídolo brasileiro Juninho (7 e 80 minutos, o último de grande penalidade). A equipa da Catalunha igualou por Iniesta (3) e Messi (58 gp)e qualificou-se.
No outro encontro, o Estugarda derrotou o Rangers por 3-2. Os alemães marcaram por Cacau (45), Pardo (62) e Marica (85). Os escoceses reduziram por Adam (27) e Ferguson (70). Fernando Meira jogou os 90 minutos. Apesar do triunfo, a equipa germânica está fora das competições europeias.
No Grupo G, o Inter derrotou o Fenerbahçe por 3-0 (golos de Julio Cruz, 55, Ibrahimovic, 66, e Jimenez, 90) e assegurou a sua presença na próxima ronda. Quem também venceu foi o PSV Eindhoven, que foi a Moscovo ganhar ao CSKA por 0-1, golo de Farfán (39). O Inter tem 12 pontos, o Fenerbahçe soma oito, o PSV sete e o CSKA apenas um. Fenerbace e PSV, separados por um ponto, disputarão a última vaga, mas em campos diferentes os turcos só dependem deles, quando receberem o CSKA; até podem empatar, desde que os os holandes não vençam em casa.
No Grupo H está tudo definido. Sevilha e Arsenal nos oitavos-de-final e Slavia Praga na Taça UEFA. Os espanhóis derrotaram os ingleses por 3-1 (Keita, 24, Luis Fabiano, 34, e Kanouté, 89 gp, marcaram para os vencedores. Eduardo, 11, reduziu). A formação da República Checa empatou fora com o Steaua Bucareste a uma bola. Badea (12) marcou para os locais. Senkerik (78) igualou.
Por fim no grupo do Sporting, a Roma não teve qualquer problema em golear em Kiev o débil Dínamo por 1-4. Numa noite inspirada do avançado montenegrino Vucinic, autor de dois golos e de uma assistência, a Roma garantiu em Kiev a passagem à fase seguinte da competição. A vitória folgada frente aos ucraniano começou a ser construída logo aos quatro minutos. E a partir daí apenas se viu o futebol dos italianos.
Mesmo que tivesse ganho em Manchester, o Sporting teria sempre fechadas as portas dos oitavos-de-final e só lhe restava, como sobrou, a transição para a Taça UEFA, como terceiro classificado do Grupo F.
Resultados da 5ª jornada da Liga dos Campeões 2007/2008 (27/Nov/2007)
Na 11ª jornada da Liga Portuguesa (bwinLiga) voltou-se ao marasmo dos poucos golos marcados, exibições pobres e pouco público, especialmente em Leiria com 680 pessoas e em Belém com perto de 800 !
Onze jornadas depois do pontapé de saída do campeonato, o Vitória de Setúbal conheceu a derrota. Para trás ficaram quatro vitórias e seis empates num percurso excelente apenas travado no «Dragão», pelo campeão nacional e líder do campeonato. Acossado pela vitória da véspera do Benfica, em Coimbra, com a Académica, os portistas não deram veleidades ao seu adversário e regressaram às vitórias (2-0), depois dos empates com Belenenses e Estrela da Amadora, preparando-se para entrar no Estádio da Luz, sábado, com a confortável almofada de quatro pontos de vantagem sobre o seu rival lisboeta.
Em Coimbra, o Benfica voltou a demonstrar uma saúde física, psicológica e técnica que muitos não contavam antes da chegada de José António Camacho. Pela quinta vez, os «encarnados» conquistaram uma vitória (1-3) nos últimos quinze minutos da partida e aumentaram para cinco o número de vitórias consecutivas na competição.
A viver uma fase de sofrimento, o Sporting voltou a atrasar-se ao ceder um empate (1-1) no Estádio do Mar, perante um Leixões que em oito ocasiões dividiu os pontos ao longo da Bwin Liga. Os «leões» ficaram agora a seis pontos do Benfica e a 10 do FC Porto.
Abordando o jogo do FC Porto mais ao pormenor, os dragões venceram um Vitória de Setúbal reduzido ao papel de mero espectador, tão amplo foi o domínio dos campeões nacionais. A jogar quase de olhos fechados, serena e confiante, embora quase nunca a um ritmo elevado, a equipa de Jesualdo Ferreira foi melhor em todos os parâmetros do jogo: teve domínio territorial, grande superioridade na percentagem de posse de bola, foi incisiva e criou ocasiões de perigo. Chegou cedo à vantagem, no primeiro remate do jogo: beneficiando de uma intervenção defeituosa de Robson, Lucho González isolou Lisandro López, que se limitou a desviar a bola do guarda-redes.
E, ante a inoperância do adversário, até se deu ao luxo de tirar o pé do acelerador numa segunda parte marcada sobretudo pelo duelo que Quaresma foi mantendo com o guarda-redes Eduardo até marcar o 2-0, a quatro minutos do fim.
Nos outros jogos, a Naval 1º de Maio venceu com alguma surpresa o Marítimo na Madeira com um golo de Diego Ângelo, logo aos quatro minutos e alcançou o segundo triunfo fora de casa. A equipa da Figueira da Foz está agora na nona posição com 12 pontos e o Marítimo é sexto, com 17.
O Paços de Ferreira, a jogar em casa, saltou finalmente da cauda da tabela, graças ao golo de Wesley, aos sete minutos, no encontro com o Nacional da Madeira. Já o Belenenses recebeu o Estrela da Amadora, mas foi incapaz de desfazer o nulo inicial. Igual resultado sucedeu em Leiria com o União e Braga na abertura da jornada.
Deixo para o fim o melhor jogo desta 11º jornada que teve lugar no estádio do Bessa no clássico, Boavista vs Vitória de Guimarães com triunfo para os axedrezados que somararam a sua primeira vitória nesta edição 2007/2008. Apesar de ter alcançado o 2-0 devido aos golos de Fary (primeiro minuto) e Radanovic (13, autogolo), a equipa de Jaime Pacheco permitiu a igualdade com os golos de Felipe (29) e Tiago Targino (66). O tento do triunfo surgiria contra a corrente de jogo, Jorge Ribeiro colocou a bola na cabeça de Marcelão que assistiu Ricardo Silva (80’). Era o golo que selava a saída do Boavista da zona de despromoção e evitava que o Vitória de Guimarães ultrapassasse o Sporting.
Resultados da 11ª jornada da Liga Portuguesa - Bwin Liga 2007/2008
A 13ª jornada da Liga Espanhola concluiu-se com mais um festival de futebol ofensivo. No total, foram marcados 34 golos. Sete deles foram registados no Estádio Vicente Calderón, onde o Atlético de Madrid voltou a mostrar as duas caretas habituais a de um maquinão ofensivo e a de um calhambeque defensivo, como se concluiu da vitória por 4-3 sobre o Valladollid.
Maniche abriu as contas, logo aos três minutos, mas o Valladollid deu a volta ao marcador por duas vezes (1-2 e 2-3). Maxi Rodriguez, que marcara o segundo golo do Atlético, voltou a empatar (3-3, 56 m), logo depois de o treinador Javier Aguirre ter substituído o defesa português Zé Castro. Também com Simão em campo, o Atlético sujeitou-se a tudo até ao final do jogo e salvou- -se de venenosos contra-ataques do Valladollid, até que, já nos suspiros do jogo (92 m), a sorte lhe sorriu. Foi o azar do defesa Pedro Lopez, que marcou, na própria baliza, o golo que deu os três pontos à equipa madrilena, que lá vai em quinto lugar, cinco unidades atrás do rival do Bernabéu.
Em Múrcia, o Real Madrid perdeu dois pontos na luta pelo título, embora continue na frente, com 29 pontos, mais dois do que a turma "blaugrana". Os "merengues" até marcaram primeiro, por Robinho, aos nove minutos, mas Enrique De Lucas conseguiu empatar, pouco depois do reatamento. Destaque para a expulsão de Guti, aos 83 minutos, algo que dificultou a tarefa dos merengues.
O Villarreal acordou cheio de esperança e encheu os 23 mil lugares do Estádio El Madrigal, com fé de ver o "Submarino Amarelo" chegar ao primeiro lugar da liga espanhola. O topo de "La Liga" estava ali a uma curta vitória sobre o Almeria. Só que esta equipa andaluza não estava para festas e arrancou o empate (1-1) da desilusão geral, que conserva os "merengues" à frente da tabela.
Quanto ao Valência, com Miguel, Caneira e Manuel Fernandes a titulares (este último substituído aos 68 minutos), saiu vergado de Santander fruto de um golo solitário de Jorge López.
O Barcelona reduziu para dois os pontos de atraso em relação ao Real Madrid. A turma catalã, sem o lesionado Deco, ganhou 3-0 em casa ao Recreativo de Huelva.
O Huelva, apenas com o português Carlos Martins em campo (saiu aos 60 minutos), e com Silvestre Varela a não sair do banco, resistiu até aos 64 minutos, altura em que Gabriel Milito abriu o activo para o Barça, fazendo o mais difícil. A partir daqui, a defensiva visitante desmoronou-se e permitiu mais dois golos. Primeiro foi o jovem Bojan Krkić a facturar, dois minutos depois do tento de Milito, enquanto Leonel Messi fechou a contagem aos 82, através de uma grande penalidade.
Os dois últimos da classificação, mediram forças em Valência. O Levante derrotou o Bétis e Ricardo voltou a sofrer quatro golos, num desafio electrizante. A equipa de Sevilha até esteve a ganhar por 2-0, com golos de Arzu (9 m) e de Edu (25 m, de penálti), mas o Levante virou o marcador. O Bétis voltou a empatar, mas Ricardo havia de sofrer o último golo do jogo, apontado por Javi Fuego (80 m). O português já vai em 11 golos sofridos nos últimos quatro jogos.
Resultados da 13ª jornada da Liga Espanhola - La Liga 2007/2008
Murcia - Real Madrid, 1-1 (Lucas 49'; Robinho 9') Sevilha - Maiorca, 1-2 (Kanouté 50'; Ibagaza 17', Varela 38') Barcelona - Recreativo Huelva, 3-0 (Gabriel Milito 64', Bojan Krkic 66', Messi 82' g.p.) Santander - Valencia, 1-0 (Jorge Lopez 70') Villarreal - Almería, 1-1 (Nihat 13'; Negredo 52') Osasuna - Espanyol, 1-2 (Portillo 74'; Ángel 29', Valdo 32') Atlético Madrid - Valladolid, 4-3 (Maniche 3', Maxi Rodríguez 49', 55', Pedro López 91'; Víctor 39', Sisi 47', Llorente 53') Levante - Betis, 4-3 (Tommasi 38', Riga 40', 49', Javi Fuego 81'; Arzu 8', Edu 24', Pavone 51') Athletic Bilbao - Deportivo, 2-2 (Barragán 22', David López 53'; Riki 62', Taborda 89') Saragoça - Getafe, 1-1 (D'Alessandro 80´; Sousa 64´)
Classificação da Liga Espanhola
Vídeos
Atlético Madrid 4-3 Maniche 3' Víctor 39' Sisi 47' Llorente 53 Maxi Rodríguez 49', 55' Pedro López 91'
Restantes jogos
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Na décima terceira jornada da Liga Italiana, o Inter de Milão não desarmou e perante a Atalanta no Giuseppe Meazza venceu por 2-1 e segurou o primeiro lugar, quando ainda dispõe de um jogo a menos.
Impressionante foi a exibição da Juventus, em casa, ante o Palermo. O português Tiago não sai do banco de suplentes, e viu os seus colegas golearem por 5-0 o Palermo, do ausente Fabrizio Miccoli. David Trezeguet (29'), Vicenzo Iaquinta (41'), Alessandro Del Piero (72' e 90', o último de penalty) e Marco Marchionni (75') marcaram os golos que levam a "Vechia Signora" ao segundo lugar em igualdade pontual com a Roma, que ganhara em Génova com um golo do internacional Panucci, ele que já tinha garantido para a Squadra Azzurra a presença no Euro 2008.
A grande surpresa desta jornada foi o triunfo folgado do aflito Livorno, sem Luís Vidigal, por 3-1, em casa, sobre a Sampdoria, enquanto em Roma, a Lazio bateu o Parma, com Fernando Couto a titular, por 1-0. Sem Miguel Garcia, a Reggina ficou-se por um nulo em casa ante a Fiorentina, enquanto o Nápoles superiorizou-se por 2-1, ante o seu público, no embate com o Catania, no derby da Sicília.
O AC Milan preparou da melhor forma a visita da próxima quarta-feira ao Estádio da Luz, para defrontar o Benfica na quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões ao vencer por 1-2 na deslocação ao terreno do Cagliari.
O atacante brasileiro Ronaldo apesar da evidente falta de ritmo, criou diversas situações de perigo para a defesa do Cagliri, atirou uma bola ao poste e ainda sofreu uma falta para penálti, que o compatriota Kaká desperdiçou, quase a terminar a primeira parte. Nessa altura, o Milan perdia por 1-0 (golo de Acquafresca, 4 m), mas havia de dar a volta ao jogo e ao marcador, no segundo tempo, com os remates certeiros de Gilardino (61 m) e de Pirlo (86 m que permitiu aos rossoneri darem um salto na classificação.
Resultados da 13ª Jornada da Liga Italiana - Série A 2007/2008
Na 14ª jornada da Liga Inglesa, o Manchester United, com Nani e sem Ronaldo, perdeu por 1-0 no terreno do Bolton e caiu para a segunda posição, antes de receber o Sporting, hoje, na quinta ronda da Liga dos Campeões.
Agora com 30 pontos em 14 jogos, a equipa de Alex Ferguson e Carlos Queiroz sucumbiu aos 11 minutos ao golo do francês Nicolas Anelka e pagou bem cara a revolução feita no "onze", com destaque para a ausência de Cristiano Ronaldo, a mais influente peça dos "red devils".
Em dia de poupança, os homens de Manchester não conseguiram manter a senda vitoriosa no campeonato O treinador do Manchester United, Alex Ferguson, foi expulso ao intervalo e deverá agora comparecer perante a Comissão de Disciplina da Federação Inglesa. O treinador envolveu-se numa troca de palavras com o árbitro Mark Clattenburg e isso valeu-lhe a expulsão, tendo visto da bancada a segunda metade do jogo.
Antes de receber o FC Porto na quarta-feira na decisiva quinta jornada da Champions, o Liverpool venceu em Newcastle por 0-3 e está actualmente na quinta posição, com menos um ponto que a ex-equipa de José Mourinho, graças aos golos de Gerard, Kuyt e Babel.
Entretanto, o Arsenal, que venceu o Wigan por 2-0, ascendeu de novo à liderança e, com um jogo a menos que o ManUnited, soma já 33 pontos, deixando ao rubro a Premiership, até porque o Chelsea (Essien foi expulso aos 93 minutos) venceu por 0-2 o último classificado, o Derby County e é já quarto classificado, com 28.
Já no tocante à campanha do sensacional Manchester City, orientado por Sven Goran Eriksson, é de notar a sua firmeza na terceira posição, com 29 pontos, após novo triunfo, desta feita sobre o Reading por 2-1. Com Nuno Valente em campo os noventa minutos e até a assistir para o terceiro golo, o Everton goleou o Sunderland por 7-1 e aproximou-se da "zona UEFA", enquanto o Portsmouth (26 pontos), com Pedro Mendes no banco, segurou a posição europeia (sexta), com vitória em Birmingham por 2-0.
Resultados da 14ª jornada da Liga Inglesa - Premiership 2007/2008
Newcastle - Liverpool, 0-3 (Gerrard 27', Kuyt 46', Babel 66') Derby County - Chelsea, 0-2 (Kalou 17' e Wright-Phillips 73') Arsenal - Wigan Athletic, 2-0 (Gallas 83' e Rosicky 85') Bolton - Manchester United, 1-0 (Anelka 11') West Ham - Tottenham, 1-1 (Cole 13'; Dawson 67') Birmingham - Portsmouth, 0-2 (Muntari 34' e Kranjcar 82') Manchester City - Reading, 2-1 (Petrov 11' e Ireland 94'; Harper 43') Middlesbrough - Aston Villa, 0-3 (Carew 45'+2, Mellberg 48' e Agbonlahor 58') Everton - Sunderland, 7-1 (Yakubu 12' e 73', Cahill 17' e 62', Pienaar 43', Andy Johnson 80' e Osman 85'; Yorke 47') Fulham - Blackburn, 2-2 (Murphy 51' e Kamara 63'; Emerton 57' e Warnock 79')
Classificação da Liga Inglesa
Vídeos
Bolton 1-0 Manchester United Anelka 11'
Newcastle 0-3 Liverpool Gerrard 27' Kuyt 46' Babel 66'
Derby County 0-2 Chelsea Kalou 17'
West Ham 1-1 Tottenham Cole 13' Dawson 67'
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AEredivisie tem um novo líder após o complemento da 12ª jornada. É o Ajax [28 pontos], do treinador Adrie Koster, que superou por 4-1 o Vitesse, na Arena de Amsterdão. Já o PSV [27] de Jan Wouters também fez 4-1 (no relvado do Excelsior) e ficou em segundo lugar na tabela. O Feyenoord [25] levou um golo nos descontos contra o Groningen e caiu para terceiro. O Ajax abriu o placar à passagem do minuto 16. O guarda-redes Velthuizen afastou mal e o bom avançado Luis Suarez fez o 1-0. Pouco depois a vantagem era dobrada num golo de Gabri em bom passe de Luque. O espanhol faria o 3-0 em grande penalidade cometida de forma totalmente estranha pelo capitão do Vitesse, Van der Schaaf. Logo após a saída de bola, os forasteiros descontaram com Junker. Huntelaar fechou o placar na segunda parte.
No estádio Euroborg de Groningen, a equipa da casa derrotou o Feyenoord por 3 a 2, mas foram os visitantes quem marcaram primeiro. Makaay fez grande jogada e marcou um golaço aos 10’. O resultado manteve-se intacto até os 72 minutos, quando a defesa visitante falhou e Berg fez o 1-1. Três minutos depois o capitão norueguês Nevland fazia o golo da virada.
O jogo estava num ritmo alucinante e aos 76 minutos o turco Nuri Sahin logrou empatar novamente para o Feyenoord. Porém, nos descontos da peleja, Berg esteve a fazer seu segundo golo no jogo e garantir o triunfo dos mandantes.
Vida fácil teve o PSV. Ao fazer 1-4 contra o Excelsior, em Roterdão, a equipa se manteve perto da liderança. Já o AZ Alkmaar de Louis Van Gaal, vice-campeão na época passada, tenta reagir na actual. No sábado, venceu o Willem II por 2 a 0, pulando para o oitavo posto.
Resultados da 12ª jornada da Liga Holandesa – Eredivisie 2007/2008
SC Heerenveen – De Graafschap, 2-3 (Dingsdag 24’, Pranjic 73’; de Groot 12’, Schone 41’, Powel 66’) Heracles Almelo – VVV, 0-0 Excelsior – PSV, 1-4 (Pardo 70’; Bakkal 22’, Koevermans 56’, Lazovic 57’, Perez 75’) AZ – Willem II, 2-0 (Ari 24’, Dembele 43’) FC Utrecht – NEC, 3-2 (van Dijk 18’, George 52’, Rossini 88’; Olsson 16’, L. Davids 56’) FC Groningen – Feyenoord, 3-2 (Berg 72’, 90’, Nevland 75’; Makaay 10’, Sahin 77’) Sparta Rotterdam – Twente, 1-1 (Polak 20’; Engelaar 70’) Ajax – Vitesse, 4-1 (Suarez 16’, Gabri 26’, Luque 43’, Huntelaar 81’; Junker 45’)
Classificação
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Principais golos da 12ª jornada da Liga Holandesa
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Foto: AFC Ajax
Tabela: Eredivisie Texto:Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil)
Faltando agora apenas uma rodada para o final do Campeonato Brasileiro, resta saber apenas um classificado à Taça Libertadores e dois rebaixados. A 37ª rodada definiu as classificações de Santose Flamengo para a principal competição de clubes da América, enquanto o Juventude foi oficialmente rebaixado. Mas, talvez, o grande fato do futebol no Brasil neste fim de semana tenha sido a morte de pelo menos oito pessoas no desabamento de parte da arquibancada do estádio Fonte Nova, na Bahia, no jogo Bahia (campeão brasileiro de 1988) vs. Vila Nova, que definiu o acesso dos baianos para a Segunda Divisão nacional. Deixemos isso para a parte final deste texto.
No Maracanã quase lotado (87 mil pessoas ao total), o Flamengo cumpriu seu papel e derrotou o Atlético Paranaense por 2-0, e, após andar pela zona de rebaixamento no início da temporada, garante-se na Libertadores pelo segundo ano consecutivo.
O placar foi justíssimo. Em menos de 10 minutos, o time de Joel Santana criara duas boas chances (uma bola ao poste). Mas apenas aos 51 minutos saiu o gol para alegria dos rubro-negros: Souza e Renato Augusto tabelaram, e o segundo saiu na cara do goleiro para abrir o placar. Dez minutos depois, Souza passou para Juan (impedido) definir o jogo em 2-0.
No estádio da Vila Capanema, o Paraná chegou a abrir 2 a 0 no marcador contra o Santos. Primeiro com Jumar em cobrança de falta (30’), e depois em nova falta, agora com Paulo Rodrigues (71’, ambas em falhas do arqueiro Fábio Costa). Porém... Começou ali o show particular de Kléber Pereira. Primeiro aproveitou cruzamento do sérvio Petkovic e fez 2-1; depois, driblou o goleiro e deixou tudo igual; e por fim, em novo cruzamento, ele garantiu a grande vitória do Peixe. O resultado praticamente rebaixou o Paraná, que não dependerá apenas de suas (poucas) forças para tentar se manter na elite.
Rebaixamento que levou o Juventude. O clube gaúcho estava desde 1995 na “Primeirona”, mas a troca de vários técnicos ao longo do ano, uma confusão com um guru (um “bruxo” contratado no meio do ano para tentar, com as forças espirituais, salvar o clube), o Juventude fez por merecer a queda - garantida após a derrota contra o Fluminense no Maracanã, palco do maior título do clube (a Copa do Brasil de 1999).
Na briga pela Libertadores, o Palmeiras é quem chega em melhores condições à rodada final. Mesmo perdendo para o Internacional no domingo (Fernandão marcou o milésimo gol deste Brasileirão nesta partida), o Verdão tem que ganhar do Atlético Mineiro no Parque Antártica para se garantir.
O Cruzeiro torce contra o Palmeiras, além de ter uma tarefa fácil na última rodada. Encara, em casa, o América de Natal, um dos piores times da história do Brasileirão. América que perdeu para o Grêmio no sábado (0-3, com gols de Marcel e Diego Souza, do Benfica) – o Grêmio, além de vencer o Corinthians em casa no próximo domingo, precisará de tropeços de Palmeiras e Cruzeiro.
No Campeonato Brasileiro da Série B, encerrado no sábado, garantiram vagas para a elite Coritiba (campeão brasileiro em 1985), Ipatinga (estreante), Portuguesa (vice-campeã de 1996) e Vitória (vice em 1993).
Na Série C (Terceira Divisão), a classificação do Bahia para o segundo escalação do futebol nacional (ao empatar com o Vila Nova sem gols) ficou sem segundo plano. A superlotação do estádio da Fonte Nova, somada a precariedade do estádio combinaram em, no mínimo, oito mortes.
Um degrau da arquibancada cedeu e fez com que algumas pessoas caíssem de uma altura de aproximadamente 20 metros. Há registros de mais de vinte feridos, alguns com gravidade. O estádio, com capacidade para 60 mil torcedores, recebeu lotação máxima durante a partida, e ao final da mesma, quase 10 mil “adeptos” forçaram sua entrada ao local. Também houve invasão de campo e depredação de alambrados (grades que separam as bancadas do campo).
Em tempo: o Bragantino (campeão do campeonato paulista em 1990) também garantiu a ida para a Segunda Divisão. Restam duas vagas em aberto.
Resultados da 37ª jornada do Campeonato Brasileiro 2007
América de Natal – Grêmio, 0-3 (William Magrão 21’, Marcel 66’, Diego Souza 72’) Fluminense – Juventude, 3-2 (Arouca 36’, 72’, Cícero 87’; Tiago 16’, Romano 80’) Internacional – Palmeiras, 2-1 (Fernandão 40’, 81’; Rodrigão 90’) São Paulo FC – Botafogo, 2-2 (Aloísio 55’, Richarlyson 83’; Lucio Flavio 10’, Juninho 18’) Flamengo – Atlético Paranaense, 2-0 (Renato Augusto 51’, Juan 61’) Sport – Cruzeiro, 1-0 (Gabiru 66’) Paraná – Santos, 2-3 (Jumar 30’, Paulo Rodrigues 71’; Kléber Pereira 73’, 80’, 82’) Corinthians – Vasco, quarta-feira Figueirense – Náutico, quarta-feira Atlético Mineiro – Goiás, quarta-feira
Classificação
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Fluminense 3-2 Juventude
América de Natal 0-3 Grêmio
Flamengo 2-0 Atl. Paranaense
Paraná 2-3 Santos
Internacional 2-1 Palmeiras
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Fotos e tabela: Globo Texto:Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil)
A Espanha sagrou-se, pela terceira vez, Campeã da Europa de Futsal. Os espanhóis foram sempre superiores e nunca estiveram em desvantagem no marcador, chegando a estar a ganhar por 3-0. Os homens comandados por Venancio López venceram com toda a justiça a selecção italiana por 3-1.
Com uma entrada nos jogo muito equilibrado, as duas potências mundiais do futsal tinham cada um a estratégia preparada, mas foi a Espanha que levou a melhor.O início foi mais forte por parte dos espanhóis na partida, pressionando muito alto e não permitindo que os italianos conseguissem impor o seu jogo, sabendo-se que são muito fortes defensivamente. A Itália foi a primeira a causar perigo mas o sinal mais era claramente dado pelos "nuestros hermanos", que quase sufocavam a Itália, não foi por isso de estranhar, que a selecção espanhola se adiantasse no marcador. Álvaro, com um trabalho monumental sobre o lado esquerdo e após várias simulações, picou sobre o guarda-redes Feller, aparecendo Marcelo a confirmar o golo de cabeça. 1-0 para a Espanha, colocando justiça no resultado.
A partir daqui, a Itália fez o que lhe competia, foi a procura do prejuízo mas encontrou pela frente um obstáculo que Portugal também teve. O guarda-redes, Luís Amado, um “monstro” na baliza, começou a brilhar a grande nível, parando os remates, feitos quase sempre de meia distância. Exemplos disso são as defesas aos disparos de Grana, com a bola ainda a embater no poste, de Carlos Eduardo, desviando para canto, e de Bacaro, mais uma vez defendendo para canto.Pelo meio, ainda houve tempo para a Espanha desperdiçar algumas oportunidades para dilatar o marcador, até chegar ao intervalo.
A segunda parte não podia ter começado melhor para a Espanha, logo aos dois minutos, aumentou a vantagem para 2-0. Daniel aproveitou um ressalto de bola para bater pela segunda vez, o desamparado Feller, após um primeiro remate de Álvaro. Pouco depois mais do mesmo, contra-ataque rápido, com Kike a lançar Marcelo sobre a ala esquerda, que por sua vez, endossou o esférico na perfeição, para uma conclusão fácil do capitão, Javi Rodriguez ao segundo poste. Estava feito o 3-0 e provavelmente encontrado um vencedor na final no multiusos que se encontrou um bocado “despedido” no que respeita a público.
Antes do final foi o guarda-redes Feller, adiantando-se no terreno, quem deu o exemplo aos seus colegas como bater o até então intransponível, Luís Amado. Com um remate forte do meio da rua, o guardião italiano, reduziu para 3-1, relançando a partida. A Itália acordava e tentava o 5X4 no tudo por tudo mas sem sucesso já que a Espanha, defendendo de forma perfeita e controlando a posse de bola com segurança, ia conservando a vantagem no marcador e a disporem de algumas situações para matar definitivamente o jogo, ao desperdiçarem oportunidades, quando tinham a baliza italiana deserta.
Veio o apito final, com a Espanha a sagrar-se Campeã da Europa. A festa era feita pela comitiva espanhola e pelos muitos adeptos que se deslocaram do país vizinho para assistirem ao jogo.Por último, refira-se que o árbitro português, António Cardoso, fez uma arbitragem de grande nível.
Venâncio Lopez
O seleccionador espanhol, encontrava-se naturalmente radiante com a conquista de mais um grande troféu por parte da Espanha, o seu primeiro como técnico principal. "Talvez não tenhamos começado de uma forma perfeita, mas penso que acabámos de forma, a que as pessoas possam dizer que a Espanha foi a melhor equipa do Europeu", afirmou.Quanto ao jogo da final, onde os espanhóis vencerem a formação italiana por 3-1, López começou por "Dar os parabéns à Itália por fazer da final, o espectáculo que foi. Eles fizeram o papel deles, naquele que foi um fantástico final de Torneio", adiantando que, "na segunda parte a Itália pareceu-me muito cansada, penso que a nossa superioridade física foi decisiva no final"."Nós trabalhámos muito antes das finais, tivemos um mês muito intenso de trabalho. Nós sentimos que estávamos bem preparados para esta competição, quer fisicamente como mentalmente", admitindo ainda alguma felicidade durante o desenrolar do Torneio: "Admitimos que tivemos sorte durante a competição, principalmente no jogo da meia-final contra Portugal, um jogo que poderíamos facilmente ter perdido, mas felizmente conseguimos marcar no fim".
Por fim, o técnico Campeão da Europa, quis dedicar este triunfo à sua família e ao que considera ser o seu mentor. "Quero agradecer à minha família pela paciência que tem tido, mas quero também agradecer ao meu mestre, Javier Lozano. Trabalhei com ele durante quinze anos e tudo o que fiz de bom durante este Campeonato, aprendi com ele. Ele deixou-me uma equipa com classe", finalizou.
Potugal falha lugar no pódio
Portugal não foi além de um orgulhoso 4º lugar na prova muito por culpa de ainda terem o jogo da Espanha na cabeça e também porque os russos superiorizaram-se ao vencer por 3-2.Orlando Duarte, deixou de fora desta partida por opção, o guarda-redes, Alex (que nunca chegou a ser convocado para esta prova) e o ala Formiga. Entrou muito bem, a selecção portuguesa e teve o seu golo ao minuto 15 da primeira parte por Gonçalo Alves, ao marcar mais uma vez e a provar que fez um grande europeu o fixo do Benfica.
A festa portuguesa foi por pouco tempo, aos 17', os russos, deram uma cambalhota no marcador. Primeiro com Ricardinho a perder a bola em zona proibida. Situação bem aproveitada por Maevskiv, que conduziu os esféricos em velocidade e depois passou por Ivan, deu na perfeição em Cirilo que só teve de encostar para a baliza. Na jogada seguinte, Foukine, após ultrapassar vários jogadores nacionais, rematou forte e colocado, sem hipótese de defesa para Benedito.O resultado até ao intervalo não sofreria mais alterações.
No segundo tempo, Portugal entrou algo desconcentrado, fazendo lembrar aqueles tenebrosos minutos frente a Espanha contudo ao minuto 35’, Leitão com um fantástico movimento de rotação, conseguiu desfeitear o guarda-redes russo pela segunda vez, depois de várias oportunidades de parte a parte era Portugal quem chegava a igualdade.Nem teve tempo para festejar a equipa das quinas, já que seguida, Shayakhmetov repôs a vantagem russa, aproveitando um ressalto na área portuguesa.
Orlando Duarte ainda arriscou tudo ao colocar Marcelinho como quinto elemento de campo, mas sem sucesso.Já não havia mais nada a fazer. A Rússia controlou a vantagem até final, conquistando assim o terceiro lugar no Campeonato da Europa.
Quanto a Portugal, esta derrota não tira brilhantismo à sua participação na competição, onde alcançou mesmo, a melhor classificação de sempre.
Parabéns Portugal!!!
O selecionador nacional mostrou-se irritado no fim
Orlando Duarte, teceu duras críticas à equipa de arbitragem, acusando-os de terem "uma dualidade de critérios gritante", indo mais longe ao considerar que "Portugal continua a ser visto como um país de pequeninos. Temos o nosso valor e precisamos de ser respeitados", disse.Quanto aos objectivos propostos para este Campeonato da Europa, Orlando Duarte, considerou que foram "falhados", apesar da equipa ter alcançado o melhor resultado de sempre nesta competição. "Nós temos qualidade para fazer melhor. Ficou a sensação que podíamos ter ido mais além. Fomos a melhor selecção em termos de jogo jogado, mas tivemos recaídas fatais". Hoje numa dessas recaídas, sofremos dois golos num minuto."O técnico português considerou este o "Europeu mais competitivo de sempre", lembrando que a sua selecção contribuiu para isso, deixando ainda um aviso: "Este Europeu não é a realidade do futsal português. Temos que começar a trabalhar mais, principalmente a nível da formação".