segunda-feira, 26 de setembro de 2005

A História dos Confrontos Manchester United - Benfica












Um olhar (estatístico) sobre o Manchester United-Benfica . Regresso ao passado
Não é todos os dias que históricos do futebol europeu têm a oportunidade de se encontrar na prova-rainha de clubes. Assim, é com enorme expectativa que a Europa do futebol faz a contagem decrescente para o reencontro de titãs: Manchester United-Benfica. Considerado unanimemente como o jogo de maior peso histórico nesta 2ª jornada da Liga dos Campeões, o confronto de Old Trafford só não é adjectivado de imprevisível (o United reúne favoritismo) porque o Benfica perdeu algum peso europeu nos últimos anos (algo que parece querer reconquistar agora), o que se reflecte no frente-a-frente entre ambas as equipas na Liga dos Campeões. Já no histórico conjunto entre a renovada prova e a Taça dos Campeões Europeus, o Benfica marca pontos, perante os ingleses. O slbenfica.pt reuniu informação oficial da UEFA e dá-lhe a conhecer um pouco da história, em números, destes dois gigantes do futebol europeu.
Totais absolutos de histórias inesquecíveis
Ao colocarmos frente a frente ambas as equipas, notamos que o United aparece em 5º no ranking da UEFA, contra o 7º lugar do Benfica. Enquanto os ingleses estiveram presentes em 16 edições da prova-rainha de clubes, o Benfica representou Portugal em 26 edições. Curioso é o facto de cada um dos clubes ter arrecadado dois troféus. No total, o United obteve 88 vitórias, consentindo 39 empates e 34 derrotas e apontando 320 golos contra 164 sofridos. Por seu turno, o Benfica venceu 75 encontros, empatou 35 e perdeu 44, tendo apontado 294 golos e sofrido 166.
É óbvio que a riqueza de tais históricos têm protagonistas importantes. Citamos apenas dois: Ryan Giggs, do United, 6º classificado no ranking das presenças, com 92 jogos e 23 golos marcados, entre 1993 e 2005. Eusébio, histórico do Benfica, surge na 45ª posição, com 65 jogos disputados e 46 golos marcados, entre 1961 e 1974, sendo um dos primeiros classificados entre aqueles que não tiveram a oportunidade de actuar na Liga dos Campeões onde, como se sabe, cada edição tem muitos mais jogos relativamente ao que acontecia na Taça dos Campeões Europeus.
Benfica rei das finais... perdidas
É isso mesmo. O Benfica tem o inglório recorde (a par da Juventus) de cinco finais perdidas (diante do Milan, duas vezes, do Inter, deste mesmo Manchester United e do PSV, este no desempate por grandes penalidades) na prova. Apesar de tudo, são inesquecíveis os dois triunfos em finais nos anos de 1961 e 1962 (diante do Barcelona e do Real Madrid). Já a equipa de Manchester obteve duas vitórias nas duas únicas finais em que participou: em 1999, diante do Bayern Munique, e em 1968, frente ao Benfica, em jogo que aqui recordamos através da apresentação da ficha de jogo:

29 de Maio de 1968
Estádio de Wembley, em Londres
Assistência: 92 225 pessoas
Lo Bello (Itália)
Manchester United – Alex Stepney; Shay Brennan, Bill Foulkes, Nobby Stiles e Tony Dunne; Pat Crerand e Bobby Charlton; George Best, Brian Kidd, David Sadler e John Aston; Treinador – Sir Matt Busby

Benfica – José Henrique; Adolfo Calisto, Humberto Fernandes, Jacinto Santos e Fernando Cruz; Jaime Graça e Mário Coluna; José Augusto, José Torres, Eusébio e António Simões; Treinador – Otto Glória

United superior na Liga dos Campeões
Com a mudança do perfil da Taça dos Campeões Europeus para a actual Liga dos Campeões muito mudou no futebol europeu, sendo permitido aos países mais poderosos que coloquem entre três a quatro clubes por edição. Isso, a par do menor rendimento do Benfica na última década, veio criar um fosso entre o United e o clube português, o que se reflecte nos números relativos à Liga dos Campeões.
Ora, actualmente, no ranking da prova é o Manchester aquele que melhor está colocado, em 2º lugar, com 11 presenças (10 delas consecutivas, o que constitui um record), 110 jogos realizados, uma vitória na final de 1999 e duas meias-finais alcançadas. Note-se ainda que a equipa liderada por Alex Ferguson tem conseguido qualificar-se para as eliminatórias nas últimas nove épocas, o que diz muito acerca do seu poderio, especialmente na fase de grupos, onde reencontra o Benfica este ano. Por seu turno, a equipa portuguesa surge em 38º lugar, com três participações, 15 jogos, seis vitórias, outros tantos empates e três derrotas, tendo alcançado apenas por uma vez os quartos-de-final.
De entre os jogadores que fazem parte dos actuais planteis de ambos os clubes (sendo que é certo que alguns deles marcarão presença na terça-feira em Old Trafford), Gary Neville é aquele que conta com mais jogos na renovada prova, com 91 actuações e cinco golos. No Benfica é Karagounis aquele que detém mais experiência na prova, somando 29 partidas e três golos (um deles num livre directo apontado de forma perfeita em Old Trafford).
Quanto a goleadores, o holandês Van Nistelrooy (2º classificado, atrás de Raúl), conta com 42 golos, contra os cinco até agora apontados por Nuno Gomes. Por fim, em relação aos treinadores, Alex Ferguson conta com 110 jogos disputados (56 vitórias, 29 empates e 25 derrotas, com um “score” de 200-111), enquanto que Ronald Koeman orientou 27 jogos, onde somou sete vitórias, nove empates e 11 derrotas, tendo obtido 12 golos e sofrido 26. Assim, feitas as contas, cabe ao plantel de um Benfica em autêntico renascimento europeu fazer com que o tempo... volte para trás.
Fonte :sl benfica

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