Obrigado Portugal! Com a vitória de ontem frente à República Checa por 3-1, vencemos desde já o Grupo A - o primeiro lugar já não nos foge e estaremos no dia 19 de Junho em Basileia para defrontrar o segundo classificado do Grupo B.
Como já vòs tinha informado na apresentação do
EURO 2008 (
link), tenho viagem/bilhete para assistir a um jogo desses mesmos quartos-de-final, a convite da Castrol. A minha sorte foi tanta, porque será precisamente o jogo de Portugal que vou ver em Basileia (até poderia ter sido outra selecção). Relembro que entre os dias 18 e 20 de Junho possivelmente (só se o hotel disponibilizar net) não poderei fazer os posts do
EURO em virtude de estar na Suíça.

O jogo foi bem mais complicado do que o primeiro frente à Turquia. Mas também acabou em festa, com um golo em cima dos 90 minutos. Scolari tinha medo dos matulões dos checos, mas foi ele quem contou com um gigante de 1,76: Deco marcou um golo e inventou outros dois.
Karel Brückner, treinador dos checos, surpreendeu ao deixar a torre Jan Koller no banco, retirando assim altura à sua equipa e, com isso, preocupações a Scolari. No entanto, o inquieto trio da frente, constituído por Sionko, Baros e Plasil, revelou-se um problema bem maior para a equipa portuguesa. Ao mesmo tempo, Petit e João Moutinho não tinham pernas a medir para a rapidez e agressividade dos checos a meio-campo, onde só Deco era capaz de segurar a bola e pensar o ataque. Contas feitas, a primeira parte de Portugal foi muito sofrida.
Se no jogo com a Turquia foi preciso um camião de oportunidades para marcar o primeiro golo, desta vez a Selecção Nacional até nem se pode queixar da sorte. Logo aos 8’, na primeira vez em que chegámos à área dos checos, uma tabela entre Cristiano Ronaldo e Nuno Gomes mal resolvida por Petr Cech acabou nos pés de Deco. Este, à segunda, conseguiu empurrar para dentro da baliza, com a bola ainda a tocar em Jankulovski.
A vantagem não mudou muito a cara do jogo e continuavam evidentes os problemas causados pela pressão dos checos a meio-campo. Sionko, pela direita, tentava explorar ao máximo as fragilidades de Paulo Ferreira. Num desses lances, chegou à linha e cruzou atrasado, valendo o corte de Petit. Só que o canto apontado por Plasil foi direitinho para a cabeça de Sionko, que bateu Ricardo num golo semelhante ao do grego Charisteas na final do Euro 2004.

Como equipa mais talentosa que é, Portugal foi mais perigoso até ao final da primeira parte. No entanto, poucas foram as reais oportunidades de golo criadas pela nossa equipa, que dependia dos remates de longe de um muito individualista Cristiano Ronaldo. Mas Petr Cech, o gigante da baliza, estava lá e defendeu tudo com maior ou menor dificuldade. Chegou o intervalo com uma óbvia sensação de desconforto: este jogo seria tudo menos favas contadas.

O intervalo fez bem aos portugueses, tanto aos que sofriam fora de campo como aos que corriam lá dentro. Os nossos médios responderam aos adversários com a mesma pressão que tinham sofrido na primeira parte. E como eles começaram a ficar sem pernas, a Selecção Nacional foi crescendo. Petr Cech parou um remate de Nuno Gomes e outro de Simão. Mas o golo português acabou por surgir aos 63’, num momento de magia. Deco, quem mais?, deu duas pinceladas à bola sobre o lado direito e Ronaldo só teve de colocar amoldura nesta obra de arte, atirando seco e rasteiro para o fundo das redes.

A perder, Brückner não demorou a mandar entrar o gigante Jan Koller. Scolari respondeu com 22 centímetros, colocando Fernando Meira no lugar de João Moutinho. Mais uma vez, a equipa das quinas encolheu-se com a vantagem e colocou-se ao jeito de alguma partida do destino, como podia ter acontecido num lance em que Sionko, de cabeça, obrigou Ricardo a uma enorme defesa, aos 83’. Os nossos corações tremeram.
Os checos esgotavam as últimas forças desesperadamente em busca do empate. Mas foi Portugal que voltou a marcar, mesmo em cima do apito final. Deco, com mais uma assistência magistral, isolou Cristiano Ronaldo perante Cech e o craque pôde oferecer a Quaresma o golo que acabou com todas as dúvidas. E Viena ficou mais perto...
Scolari deixa Portugal para assinar pelo Chelsea
Luiz Felipe Scolari vai treinar o Chelsea na próxima temporada. O anúncio foi feito no próprio site oficial do clube de Londres, cerca de duas horas após o final da vitória de Portugal frente à República Checa, em Genebra.
“O Chelsea tem o prazer de anunciar que Luiz Felipe Scolari será o novo treinador do clube a partir de 1 de Julho.” Foi desta forma que o clube inglês anunciou o acordo. que, ainda não foi assinado, mas será em princípio de quatro anos e contempla um salário de cerca de 6,3 milhões de euros líquidos por ano, que é como quem diz mais de 525 mil euros/mês. Ou seja, um salário ligeiramente inferior ao que José Mourinho auferia, cerca de 558 mil euros/ mês.
Os vice-campeões europeus garantem ainda no seu site oficial que não farão qualquer comentário sobre este assunto antes de Felipão entrar em funções, a 1 de Julho.
Foi uma espécie de despedida emocionada, com lágrimas de Madaíl e rostos fechados dos jogadores, que nem pareciam ter acabado de garantir o apuramento para os quartos-de-final do Euro 2008. Pessoalmente fico também triste com esta noticia, estamos perante o melhor seleccionador, quanto a mim, do Mundo, e sucessores que se cuidem - a herança está pesada.
Turquia deu xeque-mate na Suìça

A Turquia venceu a Suíça por 2-1 e abriu alas para Portugal se assumir desde logo como primeiro classificado do grupo A, com presença garantida nos quartos-de-final, deixando ao mesmo tempo a selecção anfitriã pelo caminho, sem hipóteses de se apurar. Num relvado encharcado, em Basileia, os suíços ainda começaram a ganhar, mas a equipa de Fatih Terim conseguiu a reviravolta na segunda parte e, já nos descontos, chegou mesmo à vitória.
O jogo começou com a Suíça a procurar o primeiro golo na prova e que lhe permitiria ir para a terceira jornada discutir com Portugal o apuramento para os quartos-de-final. Até parecia um jogo abençoado, tal a chuvada que se abateu nos primeiros 45 minutos sobre Basileia e que deixou o St. Jakob Park encharcado a ponto de a bola travar nas poças que se criaram. E foi num lance assim, aos 32’, que Hakan Yakin abriu o marcador para gáudio dos cerca de 20 mil adeptos suíços nas bancadas.
Ao intervalo, Fatih Terim deverá ter imitado Scolari e dito uns quantos palavrões aos jogadores turcos, que, reforçados pela entrada de Semih Senturk, entraram para a segunda parte determinados em mudar o rumo da história. Aliás, Senturk fez jus ao número 9 que enverga e aos 57’ bateu Benaglio para o empate.
Com 20 mil adeptos a puxar pela equipa, a Suíça foi para cima da Turquia e esqueceu- -se de defender. E aos 92’ Arda Turam arrancou destemido para um contra-ataque decisivo. O jovem médio do Galatasaray deu a estocada final que obriga os suíços a assistirem aos “quartos” pela televisão. Agora, o segundo lugar do Grupo A será discutido entre a Turquia e a República Checa e em caso de empate no domingo, o jogo terminará com o desempate por grandes penalidades para ser encontrado a formação que acompanhará Portugal na fase final.
Resultados da 2ª jornada do Grupo A do EURO 2008Suiça -
Turquia, 1-2 (Yakin 32'; Semih 57', Arda 92')
República Checa -
Portugal, 1-3 (Sionko 17'; Deco 8', Ronaldo 63' e Quaresma 91')
Classificação do Grupo A do EURO 2008
Vídeos
República Checa 1-3 PortugalDeco 8'
Sionko 17'
Cristiano Ronaldo 63'
Quaresma 91'Podem ouvir relato dos golos de Portugal em wmp - som da Antena 1,
aqui.
Suiça 1-2 Turquia
Yakin 32'
Semih 57'
Arda 92'
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