Mais do que uma grande vitória na estreia de Portugal sobre a Turquia (2-0) no arranque do
EURO 2008, foi o prazer de reencontrar a Selecção Nacional a jogar como uma verdadeira equipa na ascenção da palavra. Fomos melhores em todos os sectores do campo, e partimos certamente com esperanças reforçadas para mais uma boa campanha numa fase final de uma grande competição internacional. Para já, lideramos o Grupo A, com os mesmos pontos da República Checa que venceu a anfitriã Suiça por 1-0. Quarta-feira, dia 11 de Junho, Portugal mede forças com Checos, num jogo em que a vitória valerá os quartos-de-final.

No lotado estádio de Genebra, Portugal contou com o apoio maioritário nas bancadas dos nossos adeptos, que ajudaram e muito ao resultado deste encontro.
Scolari apostou no onze titular há muito previsto e não se deu nada mal. Com atitude dominadora, Portugal assumiu o seu estatuto de favorito e entrou decidido a dar uma alegria a todos nós.

Com boas combinações ofensivas entre Cristiano Ronaldo, Deco, Simão, Moutinho e Nuno Gomes. Bosingwa atirou ao poste e aos 16 minutos. Na sequência de um canto, Pepe fez golo, mas o árbitro, bem, anulou-o por fora de jogo. Os turcos tinham dificuldade em entrar na área portuguesa, onde o central do Real Madrid se mostrava imperial, e só criaram algum perigo num livre directo.

Deco era dono e senhor da partida, enquanto Cristiano Ronaldo passava ao lado do jogo. Porém, quando menos se esperava, o bota de ouro apareceu. Primeiro, fez uma arrancada que só não deu frutos porque o remate saiu torto. Depois, na marcação de um livre directo, atirou ao poste, graças ao desvio do guarda-redes. A partir da meia hora, os turcos perderam gás. Nas bancadas e no relvado, onde deixaram de pressionar, permitindo que os portugueses ganhassem definitivamente o controlo da bola. Cheirava a golo das quinas. Pepe e João Moutinho quase marcaram, mas o nulo manteve-se e Terim agradeceu, certamente, o intervalo. Os remates perigosos assinados pelos jogadores lusos foram mais do que suficientes para justificar a vantagem no marcador, mas a falta de acerto na hora de finalizar ditou o nulo no primeiro tempo.
A Selecção Portuguesa surgiu na segunda metade com o mesmo onze que iniciou a partida e a superioridade sobre o adversário continuou a ser patente. Entre outras ocasiões de golos, Portugal enviou a bola ao ferro da baliza de Demirel aos 50 minutos, com Nuno Gomes a rematar ao poste direito depois de uma boa jogada de combinação da equipa.

O empate era, de facto, um bom resultado (imerecido) para os turcos. Mas tudo mudou aos 61 minutos graças a Pepe. O central luso-brasileiro subiu desde a defesa para tabelar com Nuno Gomes que, na cara de Volkan Demirel, atirou a contar para um grande golo. Era a loucura nas bancadas e em casa!
Portugal continuou a dominar após o tento de Pepe, tendo enviado a quarta bola ao ferro aos 65 minutos, mais uma vez com Nuno Gomes a não ter sorte, já que viu uma boa cabeçada embater na barra da baliza.
Scolari acabou então por ter de tirar mesmo Nuno Gomes mas só depois de este ter provado a sua utilidade. A entrada de Nani, por outro lado, "disse" que Quaresma é o quarto extremo dos portugueses na hierarquia do treinador, e tornou o ataque mais móvel. Cristiano Ronaldo, que recebeu o posto e a braçadeira de Nuno Gomes, passou a mover--se entre Nani (direita) e Simão (de novo na esquerda), mas sem lugar fixo ao centro.

A entrada de Raul Meireles, a oito minutos do fim, pretendia segurar o jogo, como era devido. A equipa nacional passou a 4x4x2 em losango e a Turquia, que até então poucas iniciativas de ataque tinha lançado, procurou vir mais vezes para a frente e tentar chegar à igualdade, mas acabou por sofrer o segundo golo nos descontos. Finalizando um contra-ataque conduzido por Cristiano Ronaldo, Raúl Meireles assistido por excelência por Moutinho não teve problemas em fechar a prestação de Portugal com chave de ouro. Realismo puro e duro como deve ser nestes momentos de alta competição. Com João Moutinho a mostrar que pensa a equipa e não o individual: podia ter rematado, mas preferiu passar a bola a Meireles.
Em conclusão, uma vitória justa de Portugal (terceira em fase finais frente à Turquia), que entrou a vencer no
Euro 2008 e com uma exibição segura. Scolari tinha avisado que o onze não teria surpresas e assim foi. A «estrela» da companhia, de quem todos falam e de quem muito se espera – Cristiano Ronaldo –, não brilhou como em outras alturas, mas esteve presente e fica ligado ao segundo golo das «quinas». Agora, é hora de saborear o triunfo e recuperar forças, porque os checos não são «pêra doce» e Portugal vai ter que estar bem para carimbar um lugar nos «quartos-de-final».
Checos vencem Suiça, mas não convecem
A Suíça a jogar em casa (Basileia), repetiu uma derrota na abertura, tal como Portugal no EURO 2004. Desta vez não foram os gregos os "desmacha-prazeres", foram os Checos.
Mesmo jogando pouco, os checos conseguiram estragar a tarde aos adeptos da casa. Era de suspeitar que aquela tarde seria uma sucessão de azares para os suíços. Perderam o jogo, e perderam a jóia da selecção. Alexander Frei fez uma rotura parcial do ligamento interno do joelho esquerdo. Pára seis a sete semanas, ou seja, para ele acabou-se o Euro e já não defronta Portugal, no próximo domingo.
Aos 56’, Karel Bruckner trocou de avançados no lado checo. Pôs Sverkos no lugar de Koller (que não fez jus à sua altura de 2,02m) e acabou por ganhar aí a partida. Quinze minutos depois, o suplente rematou para o único golo do encontro e bateu o guardião Diego Benaglio, que pouco trabalho tinha tido até então.

O golo de Sverkos foi o segundo balde de água fria para os adeptos suíços, que antes do intervalo já haviam chorado a lesão da estrela da equipa. Alexander Frei, capitão e melhor marcador da selecção helvética, lesionou-se no joelho esquerdo e abandonou o jogo, lavado em lágrimas, quase no fim da primeira parte, que foi dominada pelos suíços mas sem resultados práticos.
Acabava-se aí a participação do artilheiro, que aos 20 minutos desperdiçou a melhor oportunidade de golo da primeira parte, ao rematar para as pernas do guardião Petr Cech, depois de um longo pontapé do seu guarda-redes. Aos 35’, Frei voltou a tentar, mas Cech salvou novamente as redes checas. Pouco depois, o capitão da Suíça saía lesionado, após uma disputa de bola.
No intervalo, o treinador suíço, Jakob “Kobi” Kuhn, decidiu colocar o experiente médio Hakan Yakin no lugar do lesionado Frei, deixando sozinho na frente o inexistente Streller. A equipa até ganhou novo alento, mas não foi suficiente. Acabou por sofrer o golo e depois foi correr atrás do prejuízo. Até ao apito final, os suíços aumentaram a pressão, com Barnetta, Yakin, e o suplente Vorlanthen a tentarem tudo para chegarem ao empate. O melhor que conseguiram foi uma bola na trave, aos 79’. Um azar nunca vem só.
Cerimónia de Abertura do EURO 2008
Como é habitual, o início de uma grande competição é sempre antecedida de uma cerimónia de abertura que tem como temas principais a história e a tradição do(s) país(es) organizadores da competição. No Estádio St. Jakob-Park, palco do jogo inaugural do Euro’08, o espectáculo que teve a duração aproximada de 13 minutos e foi inspirado na moderna arte em pixel. Cinco toneladas de cubos (para imitar os pixels de um ecrã), 900 foguetes, 4000 balões, uma valsa (a lembrar que a Áustria também organiza), 976 figurantes,foram a imagem da cerimónia.
Resultados da 1ª jornada do Grupo A do EURO 2008Suiça -
República Checa, 0-1 (Sverkos 70')
Portugal - Turquia, 2-0 (Pepe 61', Raul Meireles 93')
Classificação do Grupo A do EURO 2008
Vídeos
Portugal 2-0 Turquia (som da Antena 1)
Pepe 61'
Raul Meireles 93'Suiça 0-1 República ChecaSverkos 70'Podem seguir todo o EURO 2008 clicando na etiqueta em baixo.
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