
O Vitória de Setúbal garantiu esta quinta-feira o apuramento para a final da Taça de Portugal, onde irá defrontar o FC Porto no dia 14 de Maio, ao derrotar o Guimarães, por 4-3, após o desempate por grandes penalidades.
Os visitantes, que arrastaram consigo cerca de seis mil adeptos, mostraram-se mais acutilantes nos instantes iniciais do encontro, muito por culpa da acção do seu meio-campo, onde a técnica de Benachour ameaçava provocar estragos. Saganovski e Wesley proporcionaram ao Guimarães os primeiros dois remates da partida, com a bola a sair muito por cima da barra em ambas as ocasiões. O mesmo Wesley obrigou o guarda-redes do Setúbal, Rubinho, à primeira defesa da noite, aos 18 minutos, confirmando o ligeiro ascendente dos forasteiros. Quanto à equipa da casa, que deixou Varela sempre muito só na frente de ataque, revelou grandes dificuldades para se aproximar da grande área do adversário.
Numa primeira parte muito táctica e em que a capacidade de trabalho imperou, não estranhou que as duas melhores oportunidades surgissem na sequência de remates de longe. O cronómetro assinalava a meia-hora de jogo quando o "playmaker" tunisino do Guimarães, Benachour, viu o seu disparo com selo de golo ser desviado para canto, após uma soberba defesa de Rubinho. A resposta sadina aconteceu seis minutos depois, com Sandro a encher o pé de fora da área, obrigando Nilson a efectuar uma fantástica estirada para manter o nulo no resultado.
O Vitória de Setúbal viu-se forçado a operar uma alteração ao intervalo, com o lesionado Nandinho a ceder o seu lugar a Adalto, mas a verdade é que os anfitriões subiram de rendimento na etapa complementar. E foi preciso esperar apenas dois minutos para Sandro desperdiçar uma soberana oportunidade para adiantar a equipa da casa no marcador. Varela protagonizou uma excelente iniciativa no lado esquerdo do ataque sadino, antes de cruzar para a pequena área vimaranense, com a bola a sobrar para Sandro, que cabeceou muito por alto quando tinha a baliza à sua me
Os minutos foram-se arrastando sem que qualquer uma das duas equipas conseguisse delinear uma jogada de perigo digna desse nome. Curiosamente, a excepção a esta regra aconteceu já em tempo de descontos, quando Saganovski teve nos pés a oportunidade de decidir a eliminatória, mas o seu remate foi desviado por Auri mesmo em cima da linha de golo. O inevitável prolongamento deu a conhecer um Guimarães bem mais perigoso, mas a verdade é que o último reduto sadino ia aguentando firme o empate.
Esta situação manteve-se até aos 109 minutos, altura em que Saganovski apareceu solto ao segundo poste, após um livre cobrado por Paulo Sérgio, batendo Rubinho com um cabeceamento a preceito. O Setúbal não atirou a toalha ao chão e logrou chegar ao empate dez minutos volvidos, por intermédio de Auri, que facturou à boca da baliza, depois de uma insistência de Pedro Oliveira no lado direito. Assim, e numa cópia do que havia acontecido na outra meia-final, a partida teve de ser decidida no desempate por grandes penalidades.
Com os jogadores a revelarem grande nervosismo da marca de 11 metros, o Setúbal foi mais feliz, convertendo três penalties contra apenas dois do seu adversário. Rubinho foi o grande herói da noite, ao defender o último remate de Paulo Sérgio. Para além de poder defender o troféu conquistado na época passada, o Setúbal assegurou praticamente a presença na próxima edição da Taça UEFA.
Em resumo , nota negativa para um fraco jogo de futebol , onde a força predominou sobre a técnica , e a ansiedade do caracter do jogo condicionou muito os jogadores .
Muito mais positivo , foi a atitude de ambos os adeptos dos clubes , já que fizeram uma verdadeira festa da Taça de Portugal , sempre a apoiar , e no fim infelizmente só pode passar uma equipa , a de Setúbal , que vai assim defender o troféu conquistado na época passada frente ao Benfica .
















